{"id":16886,"date":"2018-10-09T00:58:24","date_gmt":"2018-10-08T22:58:24","guid":{"rendered":"https:\/\/xoandelugo.org\/?p=16886\/"},"modified":"2018-10-09T01:07:33","modified_gmt":"2018-10-08T23:07:33","slug":"explicando-o-verdadeiro-significado-do-apriorismo-guido-hulsmman","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/explicando-o-verdadeiro-significado-do-apriorismo-guido-hulsmman\/","title":{"rendered":"EXPLICANDO O VERDADEIRO SIGNIFICADO DO APRIORISMO &#8211; Guido H\u00fclsmann"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"background-color: rgba(255,255,255,0.44);background-position: center center;background-repeat: no-repeat;border-width: 0px 0px 0px 0px;border-color:#e2e2e2;border-style:solid;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start\" style=\"max-width:calc( 1200px + 0px );margin-left: calc(-0px \/ 2 );margin-right: calc(-0px \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\" style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;padding: 0px 0px 0px 0px;\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><h1 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #428fc9;\">EXPLICANDO O VERDADEIRO SIGNIFICADO DO APRIORISMO\u00a0<\/span><\/h1>\n<\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-2\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><h4 style=\"text-align: right;\"><em><span style=\"color: #428fc9;\">\u00a0 \u00a0 &#8211;\u00a0<\/span><span style=\"color: #428fc9;\">Guido H\u00fclsmann &#8211;\u00a0<\/span><\/em><\/h4>\n<\/div><div class=\"fusion-separator fusion-full-width-sep\" style=\"align-self: center;margin-left: auto;margin-right: auto;width:100%;\"><div class=\"fusion-separator-border sep-single sep-solid\" style=\"border-color:#ffe500;border-top-width:1px;\"><\/div><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 20px;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) {.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}@media only screen and (max-width:640px) {.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}<\/style><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-1 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\" style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;padding: 0px 0px 0px 0px;\"><div class=\"fusion-text fusion-text-3\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 O ponto mais pol\u00eamico e controverso de toda a teoria econ\u00f4mica e filos\u00f3fica desenvolvida por Ludwig von Mises \u00e9, sem d\u00favida, a sua afirma\u00e7\u00e3o de que existe uma teoria aprior\u00edstica para a a\u00e7\u00e3o humana, isto \u00e9, que a a\u00e7\u00e3o humana pode ser explicada por um escopo de proposi\u00e7\u00f5es desenvolvidas a priori, proposi\u00e7\u00f5es que fornecem uma compreens\u00e3o verdadeira sobre a realidade, e cuja veracidade pode ser confirmada independente de experimentos.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #808080;\">Sendo assim, vale a pena esclarecer uma quest\u00e3o central desta teoria: o significado de \u201cexperi\u00eancia\u201d e a quest\u00e3o de at\u00e9 que ponto proposi\u00e7\u00f5es que explicam a a\u00e7\u00e3o humana (proposi\u00e7\u00f5es praxeol\u00f3gicas) s\u00e3o derivadas da experi\u00eancia humana.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Mises utilizou as express\u00f5es \u201cexperi\u00eancia\u201d, \u201cemp\u00edrico\u201d, \u201cempirismo\u201d etc. de acordo com a maneira como a filosofia convencional do in\u00edcio do s\u00e9culo XX entendia essas express\u00f5es. As ra\u00edzes dessa compreens\u00e3o remetem aos fil\u00f3sofos do s\u00e9culo XVIII, como David Hume na Esc\u00f3cia e Etienne de Condillac na Fran\u00e7a, que haviam radicalizado as no\u00e7\u00f5es escol\u00e1sticas do empirismo. A filosofia ocidental, de Arist\u00f3teles a John Locke, havia enfatizado a exist\u00eancia de duas fontes de conhecimento humano: a raz\u00e3o e a informa\u00e7\u00e3o coletada por meio dos sentidos humanos. Hume e Condillac eliminaram a raz\u00e3o do menu, alegando que todo o conhecimento cient\u00edfico de todas as coisas era baseado na \u201cexperi\u00eancia\u201d; ou seja, era mediado por meio dos sentidos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Como de praxe, havia algumas ambiguidades envolvidas (especialmente no caso de Hume), mas, de qualquer forma, foi essa radical interpreta\u00e7\u00e3o sensualista dos escritos de Hume e de Condillac que provocou uma rea\u00e7\u00e3o racionalista. O objetivo dos novos racionalistas era defender a tese de que a raz\u00e3o era uma fonte de conhecimento, desta forma corrigindo a unilateralidade dos empiristas. Um dos mais famosos grupos destes novos racionalistas era a chamada escola do Idealismo Alem\u00e3o, a qual era formada especificamente por Immanuel Kant, J.G. Fichte, G.F.W. Hegel e Arthur Schopenhauer.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Estes fil\u00f3sofos se distinguiam entre si n\u00e3o apenas por meio de suas ideias, mas tamb\u00e9m por meio de inova\u00e7\u00f5es terminol\u00f3gicas. Kant, em espec\u00edfico, criou um arsenal de novas express\u00f5es. Por exemplo, proposi\u00e7\u00f5es n\u00e3o-tautol\u00f3gicas sobre o mundo material derivadas da raz\u00e3o pura \u2014 tais como \u201cnenhum objeto tang\u00edvel pode ser todo verde e todo vermelho ao mesmo tempo\u201d \u2014 eram, na linguagem de Kant, \u201cju\u00edzos sint\u00e9ticos a priori\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Quando Mises alegou que a ci\u00eancia econ\u00f4mica era uma ci\u00eancia aprior\u00edstica, sua inten\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi afirmar que n\u00e3o havia absolutamente nenhuma evid\u00eancia emp\u00edrica para as leis expressadas por esta ci\u00eancia. Mises de modo algum acreditava que a ci\u00eancia econ\u00f4mica se baseava nas hip\u00f3teses fict\u00edcias criadas por uma comunidade de intelectuais acad\u00eamicos e nem que o \u201capriorismo\u201d significa a lealdade destes acad\u00eamicos \u00e0 sua f\u00e9 comum. Tampouco quis Mises dizer que a an\u00e1lise econ\u00f4mica dependia de algum arranjo arbitr\u00e1rio de hip\u00f3teses que n\u00e3o estava sujeito \u00e0 verifica\u00e7\u00e3o ou \u00e0 falseabilidade, de modo que a ci\u00eancia econ\u00f4mica seria \u201caprior\u00edstica\u201d no sentido de um mero trocadilho tautol\u00f3gico.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Para Mises, a ci\u00eancia econ\u00f4mica definitivamente \u00e9 sobre fatos averigu\u00e1veis. A quest\u00e3o, no entanto, \u00e9 que tais fatos n\u00e3o podem ser conhecidos por meio da vis\u00e3o, da audi\u00e7\u00e3o, do olfato ou do toque. E proposi\u00e7\u00f5es sobre estes fatos n\u00e3o podem, portanto, ser verificadas ou refutadas pela evid\u00eancia dos sentidos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Os fatos da ci\u00eancia econ\u00f4mica e da ci\u00eancia da a\u00e7\u00e3o humana (praxeologia) n\u00e3o podem de modo algum ser entendidos por meio dos sentidos. Eles podem ser conhecidos e entendidos somente por meio de um ato de auto-reflex\u00e3o a respeito das impercept\u00edveis caracter\u00edsticas estruturais da a\u00e7\u00e3o humana.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Por exemplo, Mises repetidas vezes mencionou duas caracter\u00edsticas bastante b\u00e1sicas da a\u00e7\u00e3o humana: seres humanos fazem escolhas e seres humanos utilizam meios para alcan\u00e7ar determinados fins. Parece dif\u00edcil negar que estas caracter\u00edsticas da a\u00e7\u00e3o humana de fato existam. N\u00f3s, de alguma forma, \u201csabemos que\u201d todas as a\u00e7\u00f5es humanas, em qualquer momento e em qualquer lugar, envolvem escolhas; envolvem o uso de meios escolhidos pelo indiv\u00edduo para alcan\u00e7ar fins escolhidos pelo indiv\u00edduo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Mas como sabemos disso? Podemos ver, ouvir, cheirar ou tocar escolhas? Imagine que estejamos observando um homem saindo da porta de sua casa e indo at\u00e9 um carro. Ser\u00e1 que realmente estamos vendo esse homem fazer escolhas? \u00c9 claro que n\u00e3o. O que realmente estamos vendo \u00e9 um corpo se movendo de A para B.[1] N\u00e3o estamos vendo a sucess\u00e3o de escolhas que levaram esse homem a fazer movimentos que o levassem de A para B. \u00c9 apenas porque sabemos que a escolha humana existe, e sabemos disso por meio de um ato de auto-reflex\u00e3o sobre as caracter\u00edsticas invis\u00edveis da a\u00e7\u00e3o humana, que podemos (corretamente) interpretar o fato observado como sendo resultante de uma sequ\u00eancia de escolhas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Em suma, caracter\u00edsticas vis\u00edveis do comportamento humano, tais como a posi\u00e7\u00e3o relativa de um corpo humano no espa\u00e7o e no tempo, n\u00e3o s\u00e3o autoexplicativas. Elas s\u00f3 podem ser corretamente entendidas em conjunto com aquilo que sabemos a respeito de determinadas caracter\u00edsticas \u201caprior\u00edsticas\u201d e invis\u00edveis da a\u00e7\u00e3o humana.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Este problema tamb\u00e9m est\u00e1 ligado \u00e0 correta compreens\u00e3o dos meios da a\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel identificar se algo \u00e9 um alimento, um rem\u00e9dio ou uma arma apenas ao se olhar para o objeto f\u00edsico. Um coco, por exemplo, pode ser um alimento em um contexto e uma arma em outro contexto. P\u00edlulas para dormir podem ser utilizadas tanto como rem\u00e9dio quanto como veneno, dependendo da quantidade ingerida. Pense tamb\u00e9m no exemplo de palavras e frases. As caracter\u00edsticas f\u00edsicas da nossa linguagem \u2014 os ru\u00eddos que fazemos quando falamos \u2014 n\u00e3o s\u00e3o de modo algum representativas da linguagem. Linguagem n\u00e3o tem nada a ver com ru\u00eddos aleat\u00f3rios. Palavras e frases n\u00e3o s\u00e3o meros ru\u00eddos, mas sim ru\u00eddos bem definidos e com significados tamb\u00e9m bem definidos. Um mesmo ru\u00eddo pode ser totalmente destitu\u00eddo de sentido em um contexto (por exemplo, palavras em ingl\u00eas direcionadas para um macaco), mas totalmente significativas em outro (palavras em ingl\u00eas direcionadas para um escoc\u00eas).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Vamos agora, de um outro ponto de vista, enfatizar a impropriedade de uma abordagem puramente emp\u00edrica para o estudo da a\u00e7\u00e3o humana. Considere o aspecto psicol\u00f3gico de se aprender mais a respeito de algumas amplas categorias de meios de a\u00e7\u00e3o \u2014 tais como alimentos, rem\u00e9dios, armas, linguagem. \u00c9 poss\u00edvel argumentar que, na primeira vez que aprendemos algo sobre eles, o aprendizado sempre se d\u00e1 em conjun\u00e7\u00e3o com um objeto f\u00edsico concreto. Sendo assim, podemos aprender sobre a natureza de um rem\u00e9dio utilizando uma p\u00edlula concreta que ingerimos para aliviar uma dor concreta; ou podemos aprender sobre a natureza da linguagem por meio de uma conversa\u00e7\u00e3o concreta feita em um idioma concreto. Por\u00e9m, mesmo quando aprendemos pela primeira vez o que \u00e9 um rem\u00e9dio ou o que \u00e9 uma linguagem, n\u00e3o vivenciamos isso por meio de nossos sentidos, mas sim por meio de uma reflex\u00e3o sobre as inten\u00e7\u00f5es por tr\u00e1s do uso daquela p\u00edlula ou daquele idioma. Mesmo nesses primeiros encontros, \u00e9 somente ao interpretarmos o uso do objeto f\u00edsico (a p\u00edlula ingerida, as palavras pronunciadas) como um meio para se alcan\u00e7ar uma categoria de fins (sa\u00fade, comunica\u00e7\u00e3o), que compreendemos do que se trata a categoria de meios \u201crem\u00e9dio\u201d e \u201cidioma\u201d. Assim, ainda que possamos ter aprendido sobre a natureza de determinados meios de a\u00e7\u00e3o em conjun\u00e7\u00e3o com um objeto f\u00edsico concreto, n\u00e3o \u00e9 pelo estudo das caracter\u00edsticas f\u00edsicas do objeto que aprendemos sobre a natureza daquele meio.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Para resumir: sempre que tentarmos explicar o comportamento humano \u2014 seja como causa de outras coisas, seja como um efeito de outras coisas \u2014, temos de recorrer a constata\u00e7\u00f5es sobre determinados fatos que n\u00e3o podem ser analisados por meio de nossos sentidos. Foi por isso que Mises afirmou que \u201ctodas as investiga\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas e todas as descri\u00e7\u00f5es das condi\u00e7\u00f5es sociais pressup\u00f5em conceitos te\u00f3ricos e proposi\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas\u201d. Estas proposi\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas envolvem (1) as caracter\u00edsticas invariantes da a\u00e7\u00e3o humana (sua \u201cnatureza\u201d) e (2) a natureza dos meios de a\u00e7\u00e3o. As concretas manifesta\u00e7\u00f5es f\u00edsicas da a\u00e7\u00e3o e os meios utilizados nesta a\u00e7\u00e3o entram em jogo somente na medida em que afetam a conveni\u00eancia da a\u00e7\u00e3o concreta e dos outros meios concretos que poderiam ser utilizados para a consuma\u00e7\u00e3o de um prop\u00f3sito. Por exemplo, a o dinheiro \u00e9 um objeto f\u00edsico utilizado com a inten\u00e7\u00e3o de se efetuar trocas indiretas; por\u00e9m, de um ponto de vista praxeol\u00f3gico, qualquer objeto utilizado como dinheiro s\u00f3 \u00e9 interessante na medida em que ele \u00e9 mais conveniente do que outro objeto para se efetuar trocas indiretas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Em suma, a an\u00e1lise praxeol\u00f3gica est\u00e1 voltada tanto para os objetos vis\u00edveis quanto para as escolhas e inten\u00e7\u00f5es invis\u00edveis. Mas ela est\u00e1 primordialmente preocupada com escolhas e inten\u00e7\u00f5es, e lida apenas incidentalmente com os objetos vis\u00edveis. E o conhecimento que possu\u00edmos sobre escolhas e inten\u00e7\u00f5es \u00e9 derivado de outras fontes que n\u00e3o os sentidos humanos. A an\u00e1lise praxeol\u00f3gica, portanto, n\u00e3o \u00e9 de forma alguma conhecimento emp\u00edrico; n\u00e3o \u00e9 emp\u00edrico no mesmo sentido no qual o conhecimento que ganhamos por meio da observa\u00e7\u00e3o, da audi\u00e7\u00e3o, do olfato e do tato \u00e9 emp\u00edrico.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Este \u00e9 o sentido da afirma\u00e7\u00e3o de Mises de que a praxeologia (ci\u00eancia da a\u00e7\u00e3o humana) e a ci\u00eancia econ\u00f4mica s\u00e3o ci\u00eancias aprior\u00edsticas. Estas disciplinas n\u00e3o lidam com nenhum aspecto visivelmente aleat\u00f3rio do comportamento humano, mas sim com as caracter\u00edsticas invariantes no tempo (as naturezas) da a\u00e7\u00e3o humana e dos meios da a\u00e7\u00e3o. Tais naturezas podem ser analisadas, e at\u00e9 mesmo devem ser analisadas, independentemente da informa\u00e7\u00e3o que recebemos por meio de nossos sentidos. A validade das proposi\u00e7\u00f5es praxeol\u00f3gicas (sua veracidade ou falsidade) pode portanto ser avaliada do modo totalmente independente do \u201chist\u00f3rico emp\u00edrico\u201d.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #808080;\">[1] N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel \u201cver\u201d uma pessoa fazendo escolhas porque, antes de qualquer coisa, \u00e9 imposs\u00edvel ver a alternativa da qual a pessoa abriu m\u00e3o para fazer a a\u00e7\u00e3o que a estamos vendo fazer. Sendo assim, materialistas consistentes, como Marx e a maioria de seus seguidores, simplesmente negaram a pr\u00f3pria exist\u00eancia da escolha.<\/span><\/p>\n<\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-1{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 20px;}.fusion-builder-column-1 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) {.fusion-body .fusion-builder-column-1{width:100% !important;}.fusion-builder-column-1 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}@media only screen and (max-width:640px) {.fusion-body .fusion-builder-column-1{width:100% !important;}.fusion-builder-column-1 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}<\/style><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-2 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\" style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;padding: 0px 0px 0px 0px;\"><div class=\"fusion-separator fusion-full-width-sep\" style=\"align-self: center;margin-left: auto;margin-right: auto;width:100%;\"><div class=\"fusion-separator-border sep-double sep-solid\" style=\"border-color:#ffeb3b;border-top-width:1px;border-bottom-width:1px;\"><\/div><\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-4\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><pre><span style=\"color: #999999;\">*Artigo cedido polo<span style=\"color: #008fab;\"><a style=\"color: #008fab;\" href=\"http:\/\/rothbardbrasil.com\/explicando-o-verdadeiro-significado-do-apriorismo\/\"> Instituto Rothbard<\/a><\/span><\/span><\/pre>\n<\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-2{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 20px;}.fusion-builder-column-2 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) {.fusion-body .fusion-builder-column-2{width:100% !important;}.fusion-builder-column-2 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}@media only screen and (max-width:640px) {.fusion-body .fusion-builder-column-2{width:100% !important;}.fusion-builder-column-2 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}<\/style><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-flex-container.fusion-builder-row-1{ padding-top : 31px;margin-top : 24;padding-right : 31px;padding-bottom : 31px;margin-bottom : 24;padding-left : 31px;}<\/style><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-16886","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos-cy"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16886","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16886"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16886\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16890,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16886\/revisions\/16890"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16886"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16886"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16886"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}