{"id":16592,"date":"2018-08-23T22:35:11","date_gmt":"2018-08-23T20:35:11","guid":{"rendered":"https:\/\/xoandelugo.org\/?p=16592\/"},"modified":"2018-08-23T22:37:41","modified_gmt":"2018-08-23T20:37:41","slug":"por-que-o-livre-mercado-e-melhor-para-os-pobres-joao-marcos-theodoro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/por-que-o-livre-mercado-e-melhor-para-os-pobres-joao-marcos-theodoro\/","title":{"rendered":"POR QUE O LIVRE MERCADO \u00c9 MELHOR PARA OS POBRES. Jo\u00e3o Marcos Theodoro"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"background-color: rgba(255,255,255,0);background-position: center center;background-repeat: no-repeat;border-width: 0px 0px 0px 0px;border-color:#e2e2e2;border-style:solid;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start\" style=\"max-width:calc( 1200px + 0px );margin-left: calc(-0px \/ 2 );margin-right: calc(-0px \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\" style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;padding: 0px 0px 0px 0px;\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><h1 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #428fc9;\">POR QUE O LIVRE MERCADO \u00c9 MELHOR PARA OS POBRES<\/span><\/h1>\n<\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-2\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><h4 style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #428fc9;\"><em>\u00a0 \u00a0 &#8211; Jo\u00e3o Marcos Theodoro &#8211;\u00a0 \u00a0<\/em><\/span><\/h4>\n<\/div><div class=\"fusion-separator fusion-full-width-sep\" style=\"align-self: center;margin-left: auto;margin-right: auto;width:100%;\"><div class=\"fusion-separator-border sep-single sep-solid\" style=\"border-color:#ffe500;border-top-width:1px;\"><\/div><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 20px;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) {.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}@media only screen and (max-width:640px) {.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}<\/style><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-1 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\" style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;padding: 0px 0px 0px 0px;\"><div class=\"fusion-text fusion-text-3\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Diz-se que Adam Smith motivou-se a escrever seu A Riqueza das Na\u00e7\u00f5es ap\u00f3s haver constatado, na observa\u00e7\u00e3o de s\u00e9culos de dados reunidos, que o sistema pol\u00edtico no qual os pobres s\u00e3o mais favorecidos, de modo a se escaparem da pen\u00faria, \u00e9 o de livre mercado. A ignor\u00e2ncia quanto a isso leva a brados en\u00e9rgicos contra o libertarianismo, quando n\u00e3o v\u00eam tais brados por motivo de velhacaria, caso n\u00e3o raro.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Todos os meus lit\u00edgios fizeram parecer a mim que a preocupa\u00e7\u00e3o maior dos socialistas, e neste grupo incluo at\u00e9 socialdemocratas moderados, \u00e9 com o bem-estar dos mais pobres. Assim, urge trazer-lhes a ilumina\u00e7\u00e3o com que poder\u00e3o enxergar a verdade, segundo a qual a \u00fanica m\u00e3o que pode baixar aos pobres e elev\u00e1-los \u00e0 riqueza n\u00e3o \u00e9 a m\u00e3o do Estado nem a de Deus, mas a do Livre Mercado.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Num ambiente econ\u00f4mico sem grilh\u00f5es estatais, n\u00e3o haveria leis de sal\u00e1rio m\u00ednimo, leis trabalhistas, impostos in\u00fateis, regula\u00e7\u00f5es credit\u00edcias, controle de juros, infla\u00e7\u00e3o nem privil\u00e9gios para certos empres\u00e1rios ou setores da economia; a concorr\u00eancia seria vigorosa, fomentando uma constante busca por excelsitude e efici\u00eancia, o que faria aumentar o padr\u00e3o geral de vida. Darei raz\u00f5es, sucintamente, para que se aceite que um tal ambiente favoreceria a todos, especialmente os pobres.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Leis trabalhistas e de sal\u00e1rio m\u00ednimo, por l\u00f3gica, geram desemprego. Um empreendedor, ao se certificar da viabilidade de seu empreendimento, calcula seus poss\u00edveis gastos, os quais devem ser menores que sua perspectiva de lucro. Para ele, \u00e9 terrivelmente desestimulante ter de pagar impostos sobre tudo que deseja obter, como bens de capital e um estabelecimento, al\u00e9m de ter de se submeter a regulamenta\u00e7\u00f5es e buscar autoriza\u00e7\u00e3o. Tudo isso j\u00e1 o faz investir menos ou o dissuade da empresa. Quando o empres\u00e1rio consegue galgar esses obst\u00e1culos, deve podar ainda mais seus intentos, pois \u00e9 coagido a respeitar leis trabalhistas e de sal\u00e1rio m\u00ednimo. Desse modo, se ele pretendia contratar dez funcion\u00e1rios e lhes pagar o sal\u00e1rio de mercado, agora s\u00f3 pode contratar quatro, para que lhe seja poss\u00edvel respeitar as ditas leis. O que o pobre deixa de ganhar em virtude da dificuldade de se empreender, n\u00e3o se levando em conta ainda o fato de ele pr\u00f3prio ser impedido de investir? Como o empreendedor deve pagar sal\u00e1rios m\u00ednimos e acatar leis trabalhistas, contratar\u00e1 n\u00e3o s\u00f3 menos funcion\u00e1rios, mas tamb\u00e9m s\u00f3 contratar\u00e1 aqueles que valerem o sal\u00e1rio m\u00ednimo. Assim, se este valer seiscentos reais, ficar\u00e3o desempregados todos aqueles cuja m\u00e3o de obra s\u00f3 valer quinhentos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Imagino que se dir\u00e1: \u201cmas, se n\u00e3o houver sal\u00e1rio m\u00ednimo, o trabalhador ser\u00e1 explorado!\u201d. Tal afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 filha da teoria da explora\u00e7\u00e3o de Karl Marx, que Eugen von B\u00f6hm-Bawerk j\u00e1 refutou mas que continua infectando as academias e as mentes de crian\u00e7as doutrinadas. Primeiramente, ningu\u00e9m pode oferecer a quantia que quiser pelo servi\u00e7o que quiser. Se fosse assim, eu compraria um iPhone dando por ele cinco centavos. Do mesmo jeito, o empregador n\u00e3o pode pagar o valor que quiser pelo servi\u00e7o de seus empregados, mas deve submeter-se ao valor que o mercado estabelece naturalmente. A ideia da qual se deduz a teoria da explora\u00e7\u00e3o \u00e9 a ideia do valor-trabalho, segundo a qual um bem tem seu valor de acordo com a quantidade de trabalho que cont\u00e9m. Nessa vis\u00e3o, um carro vale mais que uma televis\u00e3o por sua feitura demandar mais trabalho. Mas essa teoria est\u00e1 errada, pois as coisas n\u00e3o t\u00eam valor intr\u00ednseco adquirido por ac\u00famulo de trabalho; s\u00e3o os indiv\u00edduos que valoram subjetivamente cada objeto. Valor \u00e9 subjetivo. Atrav\u00e9s do conceito de prefer\u00eancia temporal, um conceito verdadeiro a priori, B\u00f6hm-Bawerk mostrou por que n\u00e3o existe explora\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Aqui eu poderia findar meu texto sem deixar muito a desejar, uma vez que o argumento da explora\u00e7\u00e3o \u00e9 praticamente o \u00fanico que os socialistas usam. Mas quero prosseguir e explicar por que outras formas de interven\u00e7\u00e3o estatal prejudicam mais os pobres do que a todo o resto.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 De maneira muito breve e simples, elucidei alguns dos males, sobre os pobres, da tributa\u00e7\u00e3o e das leis trabalhistas, incluindo o sal\u00e1rio m\u00ednimo. Acima eu mencionara a regula\u00e7\u00e3o credit\u00edcia e de juros, portanto devo dizer algo acerca disso. Numa economia de mercado, h\u00e1 natural aumento de cr\u00e9dito e abaixamento de juros quando h\u00e1 aumento de poupan\u00e7a. Quem empresta dinheiro o faz com cautela, dando cr\u00e9dito somente a pagadores confi\u00e1veis, que t\u00eam poupan\u00e7a. Ao expandir cr\u00e9dito, o Banco Central n\u00e3o tem o mesmo cuidado que os credores privados. Disse-o Henry Hazlitt assim:<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">H\u00e1, entretanto, decisiva diferen\u00e7a entre os empr\u00e9stimos fornecidos por particulares e os fornecidos por um \u00f3rg\u00e3o governamental. Todo emprestador particular arrisca seus pr\u00f3prios fundos. (\u00c9 verdade que o banqueiro arrisca fundos de outros que lhe foram confiados; mas, se perder o dinheiro, ter\u00e1 de compensar a perda com seus pr\u00f3prios fundos ou, ent\u00e3o, ser\u00e1 obrigado a abandonar o neg\u00f3cio.) Quando algu\u00e9m p\u00f5e em risco seus pr\u00f3prios recursos, comumente \u00e9 cuidadoso em suas investiga\u00e7\u00f5es, para determinar a adequa\u00e7\u00e3o do ativo empenhado, a perspic\u00e1cia comercial e honestidade do tomador do empr\u00e9stimo.<\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Quando o Estado expande cr\u00e9dito de maneira artificial, e isto vem acompanhado de abaixamento tamb\u00e9m artificial de juros, ele cria sinais ilus\u00f3rios no mercado, e investimentos que antes pareciam invi\u00e1veis tornam-se atraentes. S\u00e3o como miragens. O empreendedor seduzido pela miragem gasta dinheiro onde a economia n\u00e3o o demandava, como se estivesse enviando recursos a terras despovoadas. At\u00e9 chegar o momento da percep\u00e7\u00e3o do erro, o capital j\u00e1 foi perdido, de modo a n\u00e3o ser mais poss\u00edvel pagar devidamente o empr\u00e9stimo. Em larga escala, esse processo pode levar a uma recess\u00e3o econ\u00f4mica, como aconteceu em 1929. O mais prejudicado com isso sempre ser\u00e1 o pobre, que tem pouco dinheiro para manter um padr\u00e3o de vida digno numa crise.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Outra a\u00e7\u00e3o estatal que cria mis\u00e9ria \u00e9 a impress\u00e3o de papel-moeda sem lastro \u2013 ou, mais precisamente, falsifica\u00e7\u00e3o de dinheiro \u2013, que resulta na infla\u00e7\u00e3o. Esta ocorre num processo gradual, e n\u00e3o como se todas as pessoas ganhassem a mesma quantia de dinheiro ao mesmo tempo. Os primeiros a receberem o novo papel colorido s\u00e3o os mais favorecidos, ent\u00e3o passam a gastar mais, transferindo o dinheiro para os recebedores secund\u00e1rios, que tamb\u00e9m s\u00e3o muito favorecidos e, por terem come\u00e7ado a vender mais, aumentam os pre\u00e7os. Os que recebem em segundo lugar, por seu turno, sentem-se em condi\u00e7\u00e3o de tamb\u00e9m despenderem mais, e assim o novo papel passa para as terceiras m\u00e3os, as quais, por\u00e9m, s\u00e3o menos beneficiadas que as primeiras e as segundas, e naturalmente aumentam o pre\u00e7o de seus bens e servi\u00e7os. Assim por diante, de tal modo que, quanto mais distante, nessa cadeia, um indiv\u00edduo est\u00e1 dos primeiros a terem recebido o novo dinheiro, menos favorecido ele \u00e9, at\u00e9 chegar ao ponto em que alguns agentes econ\u00f4micos passam a ser desfavorecidos, pois os pre\u00e7os ter\u00e3o sido aumentados sem que qualquer dinheiro tenha lhes chegado aos bolsos. No cabo dessa cadeia encontram-se justamente os pobres, que n\u00e3o veem dinheiro algum, mas pre\u00e7os inflacionados. Logo empobrecem-se ainda mais.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Por fim, eu havia falado dos privil\u00e9gios concedidos pelo Estado a certos empres\u00e1rios e setores da economia. Isso abrange, entre outras desgra\u00e7as, o protecionismo, o resgate de empresas e a concess\u00e3o de monop\u00f3lios. Proteger ind\u00fastrias atrav\u00e9s de tarifas protecionistas e resgatar empresas que, n\u00e3o havendo as tarifas, iriam \u00e0 fal\u00eancia s\u00e3o medidas de consequ\u00eancias semelhantes. O protecionismo favorece certas ind\u00fastrias nacionais na medida em que imp\u00f5e tarifas sobre produtos importados. Assim, os consumidores s\u00e3o levados a comprar produtos de baixa qualidade porque estes se apresentam mais baratos, uma vez que os produtos melhores tornaram-se mais caros devido \u00e0s tarifas. Essa interven\u00e7\u00e3o beneficia t\u00e3o-somente aquelas ind\u00fastrias que competem com as importa\u00e7\u00f5es, em detrimento das outras ind\u00fastrias e, principalmente, dos consumidores, os quais s\u00e3o privados de obter bens de maior qualidade a pre\u00e7os mais baixos; tal medida, ademais, faz sobreviverem no mercado ind\u00fastrias ineficientes, que gastam recursos escassos de maneira improf\u00edcua. Empresas assim devem mesmo sucumbir \u00e0 concorr\u00eancia e deixar a feitura dos bens e servi\u00e7os aos fabricantes que alocam melhor seus recursos, fornecendo produtos bons a pre\u00e7os menores. Os ricos, mesmo sob esse sistema, preservam elevado padr\u00e3o de vida, enquanto os pobres rebaixam-se, incapazes de comprar bens de n\u00edvel. O salvamento de ind\u00fastrias pelo Estado tamb\u00e9m faz se manterem no mercado empres\u00e1rios incompetentes \u2013 e com isso seus produtos caros \u2013, ao inv\u00e9s de esses darem lugar \u00e0queles que poderiam alocar mais eficientemente os meios produtivos, beneficiando a economia e os consumidores, sobretudo os pobres.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Em defesa do dito resgate e do protecionismo, dir-se-ia que, sem essas medidas, muitas empresas faliriam, e seus empregados seriam jogados \u00e0s ruas. Ao ouvir tal argumento, o sujeito deve lembrar-se da valorosa li\u00e7\u00e3o de Fr\u00e9d\u00e9ric Bastiat, que nos disse para atentarmos n\u00e3o s\u00f3 ao que est\u00e1 muito claro e na frente dos olhos, mas tamb\u00e9m ao que s\u00f3 enxergamos ao for\u00e7ar as vistas. Sob o peso da concorr\u00eancia e do mau uso dos meios produtivos, observa-se que algumas empresas sucumbem, e com elas seus funcion\u00e1rios; o Estado interv\u00e9m por vezes e salva a todos. \u00c9 isto o que se v\u00ea. Mas n\u00e3o vemos que, ao fazer isso, o Estado est\u00e1 prejudicando empresas ascendentes, mantendo vivos seus concorrentes que alocam recursos escassos improficuamente; e o Estado deve necessariamente tomar \u00e0 for\u00e7a o dinheiro do resgate de outros indiv\u00edduos, por meio de impostos, o que desestimula novos investimentos, assim como o aperfei\u00e7oamento de servi\u00e7os j\u00e1 existentes. Toda vez que o Estado ajuda uma ind\u00fastria ou um empres\u00e1rio, na verdade ele est\u00e1 espoliando outra ou outro, como se estivesse tirando comida \u00e0 boca de cavalos belos, r\u00e1pidos e fortes para dar a cavalos d\u00e9beis: aqueles se enfraquecem e este n\u00e3o se torna mais viril que dantes.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Voltemo-nos agora ao \u00faltimo rebento do intervencionismo a que me referira: o monop\u00f3lio. Este consiste em o Estado garantir, por meio de regulamenta\u00e7\u00f5es, tarifas exorbitantes e burocracia, a uma \u00fanica empresa a presta\u00e7\u00e3o de determinado servi\u00e7o. Quando envolve-se mais de uma empresa, trata-se de um oligop\u00f3lio, como o temos na telefonia. Ao se criar um monop\u00f3lio, elimina-se em absoluto a concorr\u00eancia no setor; o \u00fanico agente deste, ent\u00e3o, n\u00e3o ter\u00e1 incentivo para melhorar seus servi\u00e7os, os quais ser\u00e3o sempre caros e ruins, havendo ainda eventual encarecimento destes devido \u00e0 infla\u00e7\u00e3o criada pelo Estado, como se viu no recente caso dos transportes coletivos, que gozam um oligop\u00f3lio. O padr\u00e3o de vida do pobre avilta-se. Contrariamente, num ambiente de economia desamarrada e, logo, concorr\u00eancia pulsante, os servi\u00e7os e bens p\u00f5em-se em crescente qualidade a pre\u00e7os decadentes. Sob esse modelo, o pobre eleva seu bem-estar cada vez mais, podendo at\u00e9 deixar de ser considerado como tal com facilidade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 \u00c9 mau todo tipo de monop\u00f3lio. Incluam-se a\u00ed os dos fornecimentos de bens tais como a \u00e1gua tratada, a energia el\u00e9trica e o transporte. H\u00e1 quem pregue a exist\u00eancia de algo chamado \u201cmonop\u00f3lio natural\u201d, dizendo que alguns servi\u00e7os s\u00e3o muito melhor prestados quando o s\u00e3o por monopolistas. Todavia a experi\u00eancia mostrou-nos o contr\u00e1rio, isto \u00e9, mostrou que o monop\u00f3lio natural \u00e9 um mito. Com efeito, \u00e9 poss\u00edvel haver competi\u00e7\u00e3o em todos os setores, e, mesmo que n\u00e3o haja concorr\u00eancia de fato, haver\u00e1 concorr\u00eancia em potencial, que por si s\u00f3 exerce temor.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Tendo visto suas ideias destru\u00eddas, via de regra os socialistas apelam para a fal\u00e1cia do polilogismo, dizendo que estou a exaltar o livre mercado pelo benef\u00edcio de minha classe social. Apelar para isso \u00e9 sinal de confus\u00e3o mental e aliena\u00e7\u00e3o. O polilogismo \u00e9 um artif\u00edcio er\u00edstico t\u00e3o vil e parvo que me admira Ludwig von Mises ter despendido tempo e papel em sua refuta\u00e7\u00e3o, no sublime A\u00e7\u00e3o Humana. O que eu deveria dizer acerca dessa acusa\u00e7\u00e3o descabida? N\u00e3o sou rico: diz\u00ea-lo talvez seja necess\u00e1rio enquanto preven\u00e7\u00e3o contra marxistas fan\u00e1ticos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Diante desta exposi\u00e7\u00e3o brev\u00edssima, o leitor prudente saber\u00e1 que deve defender o Livre Mercado caso queira bem os pobres. No entanto, nem todo conhecimento econ\u00f4mico correto do mundo ser\u00e1 suficiente para dissuadir velhacos da defesa de ideias socialistas, porque esses n\u00e3o se importam com o bem-estar do pr\u00f3ximo, mas t\u00eam inveja do rico e odeiam qualquer homem de sucesso, almejando com ardor poder roubar-lhes a fortuna e as terras leg\u00edtimas. Sabem qual sistema \u00e9 melhor para os pobres, mas o ignoram; querem o Poder, s\u00e3o autorit\u00e1rios por natureza e sua inveja patol\u00f3gica os faz berrar com insist\u00eancia suas ideias imorais e catastr\u00f3ficas. Defender uma filosofia pol\u00edtica moral e irm\u00e3 da prosperidade \u00e9 exerc\u00edcio para esp\u00edritos elevados, n\u00e3o para loucos nem canalhas.<\/span><\/p>\n<\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-1{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 20px;}.fusion-builder-column-1 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) {.fusion-body .fusion-builder-column-1{width:100% !important;}.fusion-builder-column-1 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}@media only screen and (max-width:640px) {.fusion-body .fusion-builder-column-1{width:100% !important;}.fusion-builder-column-1 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}<\/style><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-2 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\" style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;padding: 0px 0px 0px 0px;\"><div class=\"fusion-separator fusion-full-width-sep\" style=\"align-self: center;margin-left: auto;margin-right: auto;width:100%;\"><div class=\"fusion-separator-border sep-double sep-solid\" style=\"border-color:#ffeb3b;border-top-width:1px;border-bottom-width:1px;\"><\/div><\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-4\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><pre><span style=\"color: #999999;\">*Artigo cedido polo Instituto Mises Brasil<\/span><\/pre>\n<\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-2{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 20px;}.fusion-builder-column-2 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) {.fusion-body .fusion-builder-column-2{width:100% !important;}.fusion-builder-column-2 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}@media only screen and (max-width:640px) {.fusion-body .fusion-builder-column-2{width:100% !important;}.fusion-builder-column-2 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}<\/style><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-flex-container.fusion-builder-row-1{ padding-top : 0px;margin-top : 0px;padding-right : 0px;padding-bottom : 0px;margin-bottom : 0px;padding-left : 0px;}<\/style><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-16592","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos-cy"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16592","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16592"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16592\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16593,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16592\/revisions\/16593"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16592"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16592"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16592"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}