{"id":16514,"date":"2018-07-24T04:30:02","date_gmt":"2018-07-24T02:30:02","guid":{"rendered":"https:\/\/xoandelugo.org\/?p=16514\/"},"modified":"2018-07-24T04:34:11","modified_gmt":"2018-07-24T02:34:11","slug":"toda-acao-humana-e-racional-tullio-bertini","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/toda-acao-humana-e-racional-tullio-bertini\/","title":{"rendered":"TODA A\u00c7\u00c3O HUMANA \u00c9 RACIONAL.  Tullio Bertini"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"background-color: rgba(255,255,255,0);background-position: center center;background-repeat: no-repeat;border-width: 0px 0px 0px 0px;border-color:#e2e2e2;border-style:solid;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start\" style=\"max-width:calc( 1200px + 0px );margin-left: calc(-0px \/ 2 );margin-right: calc(-0px \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\" style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;padding: 0px 0px 0px 0px;\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><h1 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #428fc9;\">TODA A\u00c7\u00c3O HUMANA \u00c9 RACIONAL<\/span><\/h1>\n<\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-2\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><h4 style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #428fc9;\"><em>\u00a0 \u00a0 -Tullio Bertini &#8211;\u00a0 \u00a0<\/em><\/span><\/h4>\n<\/div><div class=\"fusion-separator fusion-full-width-sep\" style=\"align-self: center;margin-left: auto;margin-right: auto;width:100%;\"><div class=\"fusion-separator-border sep-single sep-solid\" style=\"border-color:#ffe500;border-top-width:1px;\"><\/div><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 20px;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) {.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}@media only screen and (max-width:640px) {.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}<\/style><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-1 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\" style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;padding: 0px 0px 0px 0px;\"><div class=\"fusion-text fusion-text-3\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 A an\u00e1lise econ\u00f4mica tradicional, baseada nas teorias neocl\u00e1ssicas, assume em seus modelos que os agentes s\u00e3o racionais. Dentre as premissas consideradas como justificativa para o modelo de agente racional<a style=\"color: #808080;\" href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[i]<\/a> [1], destacam-se aquelas em que os indiv\u00edduos tomam decis\u00f5es buscando maximizar os seus valores esperados e que apresentam prefer\u00eancias consistentes ao longo do tempo. Isso significa que as decis\u00f5es e prefer\u00eancias dos indiv\u00edduos devem seguir uma l\u00f3gica baseada nas probabilidades estat\u00edsticas de classe e manter-se &#8220;coerentes&#8221; ao longo do tempo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Para essa escola do pensamento econ\u00f4mico, seria uma irracionalidade, por exemplo, um indiv\u00edduo rejeitar uma jogada de cara ou coroa, que envolva a chance de perda de cem reais ou o ganho de duzentos reais<a style=\"color: #808080;\" href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\">[ii]<\/a> [2]. Isso porque o valor esperado dessa aposta, associado \u00e0 probabilidade de classe de 50% de sucesso, \u00e9 de cinquenta reais: (\u00bd x 200) \u2013 (\u00bd x100) = 50.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Tamb\u00e9m seria uma irracionalidade, segundo os te\u00f3ricos da escolha racional, que os indiv\u00edduos mudem suas prefer\u00eancias ao longo do tempo. Utilizando os termos da aposta de cara ou coroa acima, seria inconceb\u00edvel para esses te\u00f3ricos que um indiv\u00edduo rejeite essa jogada de cara ou coroa, mas aceite-a caso a aposta envolva o oferecimento de v\u00e1rias jogadas da mesma moeda. Para os adeptos dessa teoria, um maximizador de utilidade que rejeite uma \u00fanica aposta tamb\u00e9m deve rejeitar o oferecimento de v\u00e1rias jogadas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Os adeptos dessa teoria n\u00e3o percebem que a escala de valores \u00e9 uma abstra\u00e7\u00e3o subjetiva ordinal, que s\u00f3 pode ser revelada no momento da a\u00e7\u00e3o. Somente \u00e9 poss\u00edvel saber se determinada escolha individual \u00e9 a mais valorizada \u2014 ou seja, a mais urgente e &#8220;racional&#8221; \u2014 no momento em que ela est\u00e1 sendo executada.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Assim, os te\u00f3ricos positivistas, baseados em modelos matem\u00e1ticos e em probabilidades estat\u00edsticas, ignoram o fato de que as diversas a\u00e7\u00f5es de um indiv\u00edduo s\u00e3o subjetivas e n\u00e3o ocorrem simultaneamente. Isso porque os modelos estat\u00edsticos s\u00e3o incapazes de contemplar em suas premissas as rela\u00e7\u00f5es de causa e efeito da a\u00e7\u00e3o humana; o antes e o depois.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Enfim, por meio do uso da modelagem estat\u00edstica esquecem que a Ci\u00eancia Econ\u00f4mica \u00e9 concebida a partir do estudo da l\u00f3gica das a\u00e7\u00f5es de seres humanos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 A Ci\u00eancia Econ\u00f4mica, ao contr\u00e1rio do que pregam os economistas positivistas, n\u00e3o pode ser enquadrada em modelos est\u00e1ticos, baseados em probabilidades de classe ou frequ\u00eancias estat\u00edsticas, pois ela pressup\u00f5e o estudo da l\u00f3gica da a\u00e7\u00e3o humana, que \u00e9 \u00fanica, proposital e se ajusta \u00e0s condi\u00e7\u00f5es do ambiente que variam.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\"><strong>\u00a0 A a\u00e7\u00e3o humana e a percep\u00e7\u00e3o de causa e efeito.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 A a\u00e7\u00e3o humana \u00e9 din\u00e2mica, subjetiva, envolve mudan\u00e7a, incerteza, tentativa e erro. Ela sempre objetiva um fim, uma situa\u00e7\u00e3o mais confort\u00e1vel e um futuro desejado, que pode ou n\u00e3o ser atingido. A a\u00e7\u00e3o empreendida ocorre em determinado momento e rapidamente se torna passado. Ela se confunde com a percep\u00e7\u00e3o da passagem do tempo, com a verifica\u00e7\u00e3o do sucesso da a\u00e7\u00e3o empreendida.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Dado que o indiv\u00edduo percebe o tempo como um bem escasso, o agente &#8220;homem&#8221; busca economiz\u00e1-lo por meio da prioriza\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es numa escala de valores. Podemos dizer, a partir do &#8220;axioma da a\u00e7\u00e3o&#8221;, de L.v. Mises<a style=\"color: #808080;\" href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\">[iii]<\/a> [3], que toda a\u00e7\u00e3o realizada no momento \u00e9 aquela \u00e0 qual atribu\u00edmos maior valor, pois se assim n\u00e3o fosse, por que agir de determinada forma no presente? A a\u00e7\u00e3o presente \u00e9 considerada, portanto, a mais urgente, simplesmente porque \u00e9 a a\u00e7\u00e3o que est\u00e1 sendo executada no momento, como por exemplo ler esse artigo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Fazemos escolhas porque somos capazes de perceber previamente rela\u00e7\u00f5es de causa e efeito entre determinado meio de a\u00e7\u00e3o e o fim objetivado. Sabemos, por exemplo, que cadeiras foram feitas para servir de assento, que o dinheiro surgiu para possibilitar a compra e a venda de produtos, que os talheres foram inventados para nos auxiliar na alimenta\u00e7\u00e3o etc. Se n\u00e3o fosse essa percep\u00e7\u00e3o de causalidade pr\u00e9via, jamais ter\u00edamos consci\u00eancia de nossas a\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Perceba que todo objeto criado pelo homem est\u00e1 associado a alguma categoria da a\u00e7\u00e3o. Exemplo: dinheiro -&gt; comprar e vender; cadeira -&gt; sentar; talheres -&gt; comer; quadros -&gt; olhar, contemplar, refletir etc. Isso porque compreendemos o mundo a partir dos efeitos advindos de nossas a\u00e7\u00f5es propositais, que por sua vez s\u00e3o motivadas por nossos objetivos finais. \u00c9 imposs\u00edvel negar esse fato sem entrar em contradi\u00e7\u00e3o. A realidade humana definitivamente est\u00e1 associada a algum fim propositalmente almejado.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\"><strong>\u00a0 A a\u00e7\u00e3o humana \u00e9 sempre racional.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Tamb\u00e9m n\u00e3o cabe falarmos em racionalidade ou irracionalidade da a\u00e7\u00e3o, pois ela \u00e9 executada sempre objetivando um fim, concebido subjetivamente pelo autor da a\u00e7\u00e3o. S\u00f3 ele tem a exata no\u00e7\u00e3o de qu\u00e3o &#8220;irracional&#8221;, ou melhor, o qu\u00e3o distante do fim almejado resultou a a\u00e7\u00e3o empreendida.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 De acordo com Mises<a style=\"color: #808080;\" href=\"#_edn4\" name=\"_ednref4\">[iv]<\/a> [4]:<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">A\u00e7\u00e3o humana \u00e9 necessariamente sempre racional. A express\u00e3o &#8220;creio ser racional&#8221; \u00e9, portanto, pleon\u00e1stica e, como tal, deve ser rejeitada. Quando aplicados aos objetivos finais da a\u00e7\u00e3o, os termos racional e irracional s\u00e3o inadequados e sem sentido. O objetivo final da a\u00e7\u00e3o \u00e9 sempre a satisfa\u00e7\u00e3o de algum desejo do agente homem. Uma vez que ningu\u00e9m tem condi\u00e7\u00f5es de substituir os julgamentos de valor de um indiv\u00edduo pelo seu pr\u00f3prio julgamento, \u00e9 in\u00fatil fazer julgamentos dos objetivos e das vontades de outras pessoas. Ningu\u00e9m tem condi\u00e7\u00f5es de afirmar o que faria outro homem mais feliz ou menos descontente. Aquele que critica est\u00e1 nos informando o que imagina que faria se estivesse no lugar do seu semelhante, ou ent\u00e3o est\u00e1 proclamando, com arrog\u00e2ncia ditatorial, o comportamento do seu semelhante que lhe seria mais conveniente.<\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Mesmo que um indiv\u00edduo tenha se arrependido ap\u00f3s observar os resultados da a\u00e7\u00e3o empreendida, o fato \u00e9 que, no momento da execu\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o, o objetivo almejado era o que ele mais valorizava, pois de outra forma ele jamais a executaria \u2014 ele teria mudado o curso da a\u00e7\u00e3o, ou a teria evitado e empreendido outro tipo de a\u00e7\u00e3o, de modo a atingir outro objetivo mais interessante.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 A forma mainstream de entender a Ci\u00eancia Econ\u00f4mica, enquadrando-a num arcabou\u00e7o te\u00f3rico est\u00e1tico em que as a\u00e7\u00f5es humanas s\u00e3o praticamente &#8220;engessadas&#8221;, \u00e9 influenciada pelo uso excessivo da estat\u00edstica e da matem\u00e1tica. O positivismo no campo econ\u00f4mico induz ao falso entendimento de que a a\u00e7\u00e3o humana \u00e9 est\u00e1tica e s\u00edncrona. S\u00e3o ferramentais incapazes de contemplar em suas premissas as rela\u00e7\u00f5es de causa e efeito da a\u00e7\u00e3o humana \u2014 o antes e o depois. Contaminam e desumanizam a Ci\u00eancia Econ\u00f4mica \u2014 que \u00e9 din\u00e2mica \u2014 com uma esp\u00e9cie de &#8220;paralisia positivista&#8221;, tornando-a dependente e &#8220;logicamente&#8221; pautada por dados do passado.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Assim, a deriva\u00e7\u00e3o de teoremas econ\u00f4micos a partir da hist\u00f3ria \u00e9 um procedimento inadequado, podendo levar a erros graves. N\u00e3o h\u00e1 uma via de m\u00e3o dupla quando falamos em deriva\u00e7\u00e3o de teorias econ\u00f4micas. O caminho flui da teoria concebida para a hist\u00f3ria<a style=\"color: #808080;\" href=\"#_edn5\" name=\"_ednref5\">[v]<\/a> [5].<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\"><strong>\u00a0 A\u00e7\u00e3o humana e probabilidades estat\u00edsticas.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 As escolhas humanas ocorrem num ambiente de incerteza genu\u00edna, rodeada por eventos singulares do mundo f\u00edsico, como o tempo de vida de uma pessoa, o sinistro de tr\u00e2nsito de um segurado, uma aposta de cara ou coroa, a chance de sobreviver a um tipo de cirurgia, a chance de sucesso em atravessar uma rua movimentada etc.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 \u00c9 nesse ambiente incerto, envolto por eventos singulares, que o indiv\u00edduo busca agir propositalmente para sair de uma situa\u00e7\u00e3o de desconforto, descobrindo novas rela\u00e7\u00f5es de causa e efeito e ajustando suas a\u00e7\u00f5es \u00e0s condi\u00e7\u00f5es do ambiente que se alteram. Nesse contexto, \u00e9 importante fazermos uma distin\u00e7\u00e3o entre probabilidade de classe, que envolve frequ\u00eancia estat\u00edstica de um conjunto de eventos passados, e probabilidade de caso, que envolve eventos singulares, como a a\u00e7\u00e3o humana.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 De acordo com Ludwig Von Mises<a style=\"color: #808080;\" href=\"#_edn6\" name=\"_ednref6\">[vi]<\/a> [6], probabilidade de classe significa que &#8220;sabemos ou presumimos saber tudo sobre o comportamento de uma classe de eventos ou fen\u00f4menos; mas, quanto a espec\u00edficos eventos singulares, n\u00e3o sabemos nada, a n\u00e3o ser que s\u00e3o elementos dessa classe&#8221;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 \u00c9 assim que funciona com os mecanismos de seguro, que s\u00f3 s\u00e3o poss\u00edveis devido ao conhecimento a respeito do conjunto dos eventos associados a uma determinada classe. Uma opera\u00e7\u00e3o de seguro implica assegurar toda uma classe. S\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel assegurar um evento em particular (ex: uma batida de carro espec\u00edfica) porque ele est\u00e1 inserido em uma classe de eventos de frequ\u00eancia estat\u00edstica conhecida. Ao formar um pool de segurados, uma seguradora torna poss\u00edvel o compartilhamento dos preju\u00edzos resultantes da ocorr\u00eancia de eventos dessa classe entre cada indiv\u00edduo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 \u00c9 importante ressaltar que entre os segurados s\u00e3o compartilhados os riscos de preju\u00edzo da classe e n\u00e3o a probabilidade de eventos desfavor\u00e1veis associada a ela. Nada sabemos sobre a probabilidade de ocorr\u00eancia de cada evento dessa classe. Do ponto de vista do segurado, o valor do seguro pago n\u00e3o passa de uma aposta na ocorr\u00eancia de um eventual contratempo no tr\u00e2nsito. J\u00e1 do ponto de vista da seguradora, o risco do neg\u00f3cio \u00e9 controlado a partir do conhecimento da m\u00e9dia de sinistros (frequ\u00eancia estat\u00edstica), associada a toda classe eventos. Essa conduta de realizar seguros tamb\u00e9m \u00e9 verificada no cotidiano das pessoas, como bem destacado por Mises<a style=\"color: #808080;\" href=\"#_edn7\" name=\"_ednref7\">[vii]<\/a> [7]:<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">Qualquer comerciante inclui no seu custo uma parcela para compensar perdas que regularmente ocorrem no seu neg\u00f3cio. &#8220;Regularmente&#8221;, neste contexto, significa que o montante dessas perdas \u00e9 conhecido em rela\u00e7\u00e3o ao conjunto de artigos em quest\u00e3o. O vendedor de frutas sabe, por exemplo, que uma em cada cinquenta ma\u00e7\u00e3s apodrecer\u00e1 antes de ser vendida, sem poder precisar qual delas. Desta forma, acrescenta aos seus custos o montante necess\u00e1rio para cobrir a perda.<\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 J\u00e1 a probabilidade de caso envolve eventos singulares, como a chance de apodrecimento de uma ma\u00e7\u00e3 espec\u00edfica, o resultado de uma partida de futebol, um jogo de loteria, o tempo de vida de uma pessoa, o sinistro de tr\u00e2nsito de um segurado, uma aposta de cara ou coroa, a chance de sobreviver a um tipo de cirurgia etc. De acordo com Mises<a style=\"color: #808080;\" href=\"#_edn8\" name=\"_ednref8\">[viii]<\/a> [8], probabilidade de caso significa que &#8220;conhecemos alguns dos fatores que determinam o resultado de um evento; mas existem outros fatores que tamb\u00e9m podem influenciar o resultado e sobre os quais nada sabemos&#8221;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 O conceito de probabilidade de caso nos permite compreender o conceito de incerteza genu\u00edna e o qu\u00e3o ignorantes somos a respeito dos resultados associados a eventos \u00fanicos, mesmo que tais eventos fa\u00e7am parte de uma classe cujo comportamento seja bem conhecido. Por exemplo, mesmo sabendo que a expectativa de vida no Brasil \u00e9 de 74,6 anos, isso n\u00e3o nos permite obter a mesma conclus\u00e3o para o tempo de vida de um brasileiro espec\u00edfico. Da mesma forma, quando ficamos sabendo que ap\u00f3s um determinado tipo de cirurgia sobrevivem 7 a cada 10 pessoas, isso n\u00e3o significa dizer que a chance de um indiv\u00edduo sobreviver a esse tipo de cirurgia \u00e9 de 70%, mas que a probabilidade associada a essa classe de eventos \u00e9 de 70%.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Essa probabilidade estat\u00edstica n\u00e3o \u00e9 uma previs\u00e3o sobre casos espec\u00edficos futuros, mas apenas informa\u00e7\u00f5es estat\u00edsticas passadas, baseadas em uma classe de eventos. N\u00e3o podemos associar uma estat\u00edstica de classe passada \u00e0 chance de sobreviv\u00eancia do pr\u00f3ximo paciente. Podemos apenas dizer, com base em alguns fatores conhecidos do pr\u00f3ximo paciente, que: &#8220;\u00e9 prov\u00e1vel que sobreviva&#8221; ou &#8220;\u00e9 improv\u00e1vel que sobreviva&#8221;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 A ci\u00eancia econ\u00f4mica e as categorias praxeol\u00f3gicas se enquadram nesse contexto. Elas est\u00e3o relacionadas com a a\u00e7\u00e3o humana, que \u00e9 \u00fanica no tempo e no espa\u00e7o, e n\u00e3o com a probabilidade associada a uma classe de eventos passados ou com as propriedades f\u00edsicas dos objetos envolvidos nesses eventos. N\u00e3o podemos associar probabilidades de classe a escolhas humanas, pois os indiv\u00edduos agem por conta pr\u00f3pria, visando a seus objetivos num ambiente de incerteza genu\u00edna.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Entendida a diferen\u00e7a entre probabilidade de caso e probabilidade de classe, fica mais f\u00e1cil compreender que n\u00e3o h\u00e1 nada de irracional no fato de um indiv\u00edduo rejeitar uma jogada de cara ou coroa que envolva a chance de perda R$ 100,00 ou o ganho de R$ 200,00, mas aceit\u00e1-la caso essa aposta inclua v\u00e1rias jogadas da mesma moeda. Tendemos a perceber uma jogada de cara ou coroa como ela realmente \u00e9: um evento \u00fanico e incerto, mesmo que a aposta esteja limitada por duas faces de uma moeda honesta. A probabilidade de classe de 50% de cara e 50% coroa, por defini\u00e7\u00e3o, s\u00f3 \u00e9 obtida ap\u00f3s um conjunto suficientemente grande de jogadas e n\u00e3o a partir de um evento \u00fanico.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Um indiv\u00edduo que rejeita uma aposta no lan\u00e7amento de uma moeda em que ele poderia perder R$ 100,00 ou ganhar R$ 200,00 pode, racionalmente, aceitar essa mesma aposta para m\u00faltiplas jogadas. Isso porque ele ajusta suas a\u00e7\u00f5es \u00e0s novas condi\u00e7\u00f5es do ambiente ou do jogo, no caso, a percep\u00e7\u00e3o de aumento das chances de lucro com m\u00faltiplas jogadas, conforme o conjunto de eventos se aproxime da probabilidade de classe de 50% de acerto para cara ou coroa. Dessa forma, nas condi\u00e7\u00f5es da aposta mencionada \u00e9 recomendado que ele proceda esse ajuste, caso queira aumentar suas chances de lucro.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Uma jogada de cara ou coroa, assim como a decis\u00e3o de aceitar ou n\u00e3o essa aposta, caracteriza-se como um evento \u00fanico e incerto. Mesmo sabendo que a moeda \u00e9 limitada por duas faces, isso n\u00e3o significa dizer que a chance de uma \u00fanica jogada de cara ou cora \u00e9 de 50%. O mesmo n\u00e3o pode ser dito a respeito do resultado de um conjunto suficientemente grande de jogadas dessa mesma moeda.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Assim, utilizar informa\u00e7\u00f5es de frequ\u00eancias estat\u00edsticas passadas com o intuito de modelar o resultado de eventos \u00fanicos ou singulares, seja uma jogada de cara ou coroa ou uma escolha humana, se assemelha a tentativa de um vendedor de frutas em utilizar a frequ\u00eancia conhecida de ma\u00e7\u00e3s podres da quitanda para dizer qual delas apodrecer\u00e1. Isso sim, algo il\u00f3gico ou &#8220;irracional&#8221;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\"><strong>\u00a0 Conclus\u00e3o.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Condicionar a teoria econ\u00f4mica a modelos probabil\u00edsticos \u00e9 um grave equ\u00edvoco metodol\u00f3gico. Isso porque a Ci\u00eancia Econ\u00f4mica est\u00e1 contida no estudo da l\u00f3gica da a\u00e7\u00e3o humana, que \u00e9 um evento \u00fanico, assim como o resultado da jogada de uma \u00fanica moeda. Mesmo que a moeda seja limitada por duas faces, isso n\u00e3o nos autoriza a fixar a l\u00f3gica de escolha de um apostador \u00e0 chance de 50% de acerto para o resultado de uma \u00fanica jogada.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Portanto, \u00e9 um equ\u00edvoco atrelar o conceito de racionalidade da escolha ao valor esperado de 50 reais, conforme modelo proposto pelos te\u00f3ricos da mainstream no in\u00edcio do artigo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Adicionalmente, mesmo que um indiv\u00edduo rejeite uma \u00fanica jogada de valor esperado positivo, \u00e9 racionalmente poss\u00edvel que ele aceite essa mesma aposta para m\u00faltiplas jogadas. Isso porque a chance de lucro associada \u00e0 probabilidade de classe de 50% de cara ou coroa tende a se elevar ap\u00f3s um conjunto suficientemente grande de jogadas. Assim, temos que conceber esse fato: que os indiv\u00edduos agem propositalmente, para sair de uma situa\u00e7\u00e3o de desconforto, em um ambiente de incerteza genu\u00edna, ajustando suas a\u00e7\u00f5es \u00e0s condi\u00e7\u00f5es do ambiente que variam.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Por fim, do ponto de vista praxeol\u00f3gico n\u00e3o faz sentido afirmar que determinado indiv\u00edduo \u00e9 irracional por tomar decis\u00f5es de forma incompat\u00edvel com a probabilidade estat\u00edstica de um conjunto de eventos passados. Somente o pr\u00f3prio indiv\u00edduo tem a exata no\u00e7\u00e3o de qu\u00e3o &#8220;irracional&#8221; ou qu\u00e3o distante do fim almejado resultou a a\u00e7\u00e3o empreendida. \u00c9 nesse sentido teleol\u00f3gico e causal, que por meio da a\u00e7\u00e3o humana proposital moldamos nossa hist\u00f3ria ao longo dos tempos. Enquanto agentes, somos todos racionais.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\"><\/a><\/p>\n<\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-1{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 20px;}.fusion-builder-column-1 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) {.fusion-body .fusion-builder-column-1{width:100% !important;}.fusion-builder-column-1 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}@media only screen and (max-width:640px) {.fusion-body .fusion-builder-column-1{width:100% !important;}.fusion-builder-column-1 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}<\/style><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-2 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\" style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;padding: 0px 0px 0px 0px;\"><div class=\"fusion-separator fusion-full-width-sep\" style=\"align-self: center;margin-left: auto;margin-right: auto;width:100%;\"><div class=\"fusion-separator-border sep-double sep-solid\" style=\"border-color:#ffeb3b;border-top-width:1px;border-bottom-width:1px;\"><\/div><\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-4\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\"><a style=\"color: #999999;\" href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[i]<\/a> <a style=\"color: #999999;\" href=\"http:\/\/es.wikipedia.org\/wiki\/Agente_racional\">http:\/\/es.wikipedia.org\/wiki\/Agente_racional<\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\"><a style=\"color: #999999;\" href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[ii]<\/a> Cerca de 50 anos atr\u00e1s, Paul Samuelson relatou uma conversa na hora do almo\u00e7o com um de seus colegas acad\u00eamicos do MIT. Durante o almo\u00e7o, Samuelson teria supostamente perguntado a E. Cary Brown se ele aceitaria uma aposta no lan\u00e7amento de uma moeda em que ele poderia perder US $ 100 ou ganhar US $ 200. O amigo respondeu que n\u00e3o aceitaria participar da aposta porque sentiria mais a perda de US $ 100 do que o ganho de US $ 200. Mas disse que toparia a aposta se Samuelson prometesse realizar 100 jogadas de cara ou coroa. Prontamente Samuelson foi ao seu escrit\u00f3rio escrever o paper, mais tarde publicado como &#8220;Risco e Incerteza: A Fal\u00e1cia dos Grandes N\u00fameros&#8221; (Scientia , 98, 1963), no qual ele argumentou que o seu colega estava sendo irracional em sua tomada de decis\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\"><a style=\"color: #999999;\" href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[iii]<\/a> O &#8220;axioma da a\u00e7\u00e3o&#8221; baseia-se na proposi\u00e7\u00e3o autoevidente de que os humanos agem de forma proposital, para sair de uma situa\u00e7\u00e3o de menor conforto para maior conforto. Todo indiv\u00edduo que tentar neg\u00e1-la por meio de qualquer a\u00e7\u00e3o entrar\u00e1 em contradi\u00e7\u00e3o, acabando por confirm\u00e1-la. Por exemplo, ao tentar negar &#8220;o axioma da a\u00e7\u00e3o&#8221;, um indiv\u00edduo necessariamente estar\u00e1 se utilizando de argumentos (a\u00e7\u00e3o meio) para atingir um objetivo ou um fim desejado, qual seja: refutar o axioma da a\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, ao tentar refut\u00e1-lo entrar\u00e1 em contradi\u00e7\u00e3o, pois estar\u00e1 empreendendo uma a\u00e7\u00e3o humana proposital para sair de uma situa\u00e7\u00e3o de desconforto.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\"><a style=\"color: #999999;\" href=\"#_ednref4\" name=\"_edn4\">[iv]<\/a> MISES, L. A\u00e7\u00e3o Humana. S\u00e3o Paulo: Instituto Mises Brasil, 2010. 3\u00aa Edi\u00e7\u00e3o (pg. 43)<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\"><a style=\"color: #999999;\" href=\"#_ednref5\" name=\"_edn5\">[v]<\/a> MISES, L. A\u00e7\u00e3o Humana. S\u00e3o Paulo: Instituto Mises Brasil, 2010. 3\u00aa Edi\u00e7\u00e3o (pg. 59)<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\"><a style=\"color: #999999;\" href=\"#_ednref6\" name=\"_edn6\">[vi]<\/a> MISES, L. A\u00e7\u00e3o Humana. S\u00e3o Paulo: Instituto Mises Brasil, 2010. 3\u00aa Edi\u00e7\u00e3o (pg. 141)<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\"><a style=\"color: #999999;\" href=\"#_ednref7\" name=\"_edn7\">[vii]<\/a> MISES, L. A\u00e7\u00e3o Humana. S\u00e3o Paulo: Instituto Mises Brasil, 2010. 3\u00aa Edi\u00e7\u00e3o (pg. 143)<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\"><a style=\"color: #999999;\" href=\"#_ednref8\" name=\"_edn8\">[viii]<\/a> MISES, L. A\u00e7\u00e3o Humana. S\u00e3o Paulo: Instituto Mises Brasil, 2010. 3\u00aa Edi\u00e7\u00e3o (pg. 144)<\/span><\/p>\n<\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-2{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 20px;}.fusion-builder-column-2 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) {.fusion-body .fusion-builder-column-2{width:100% !important;}.fusion-builder-column-2 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}@media only screen and (max-width:640px) {.fusion-body .fusion-builder-column-2{width:100% !important;}.fusion-builder-column-2 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}<\/style><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-flex-container.fusion-builder-row-1{ padding-top : 0px;margin-top : 0px;padding-right : 0px;padding-bottom : 0px;margin-bottom : 0px;padding-left : 0px;}<\/style><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-16514","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos-cy"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16514","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16514"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16514\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16515,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16514\/revisions\/16515"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16514"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16514"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16514"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}