{"id":16336,"date":"2018-05-15T00:33:36","date_gmt":"2018-05-14T22:33:36","guid":{"rendered":"https:\/\/xoandelugo.org\/?p=16336\/"},"modified":"2018-05-15T00:33:36","modified_gmt":"2018-05-14T22:33:36","slug":"o-estado-anti-social-rodrigo-constantino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/o-estado-anti-social-rodrigo-constantino\/","title":{"rendered":"O ESTADO ANTI-SOCIAL. Rodrigo Constantino"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"background-color: rgba(255,255,255,0);background-position: center center;background-repeat: no-repeat;border-width: 0px 0px 0px 0px;border-color:#e2e2e2;border-style:solid;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start\" style=\"max-width:calc( 1200px + 0px );margin-left: calc(-0px \/ 2 );margin-right: calc(-0px \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\" style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;padding: 0px 0px 0px 0px;\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><h1 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #428fc9;\">O ESTADO ANTI-SOCIAL\u00a0<\/span><\/h1>\n<\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-2\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><h4 style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #428fc9;\"><em>\u00a0 \u00a0 &#8211;\u00a0\u00a0Rodrigo Constantino &#8211;\u00a0 \u00a0<\/em><\/span><\/h4>\n<\/div><div class=\"fusion-separator fusion-full-width-sep\" style=\"align-self: center;margin-left: auto;margin-right: auto;width:100%;\"><div class=\"fusion-separator-border sep-single sep-solid\" style=\"border-color:#ffe500;border-top-width:1px;\"><\/div><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 20px;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) {.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}@media only screen and (max-width:640px) {.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}<\/style><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-1 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\" style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;padding: 0px 0px 0px 0px;\"><div class=\"fusion-text fusion-text-3\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Muitas pessoas confundem a realidade dos sistemas pol\u00edticos com suas expectativas sobre como tais sistemas deveriam funcionar. Elas idealizam um ente abstrato &#8211; o estado &#8211; e passam a imaginar que esse instrumento ser\u00e1 capaz de transformar em realidade todas as suas aspira\u00e7\u00f5es, num passe de m\u00e1gica. Essas mesmas pessoas costumam chamar os cr\u00edticos do estado de &#8220;ut\u00f3picos&#8221;, ignorando que a grande utopia est\u00e1 na f\u00e9 de que o poder estatal poder\u00e1 ser restringido de forma satisfat\u00f3ria, preservando as liberdades b\u00e1sicas. Em 1935, no auge do avan\u00e7o estatal sobre as liberdades individuais no mundo todo, Albert Jay Nock defendeu esta tese em <em>Our Enemy, The State<\/em>, livro que culpa a pr\u00f3pria exist\u00eancia do estado pelos maiores males da humanidade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Entre as principais influ\u00eancias sobre Nock est\u00e3o nomes como Herbert Spencer, Ortega y Gasset, H. L. Mencken e Franz Oppenheimer. Deste \u00faltimo, Nock aproveitou a tese sobre a origem do estado, que sempre se deu na base da conquista, e n\u00e3o atrav\u00e9s de um &#8220;contrato social&#8221;. Para Oppenheimer, existem somente duas formas de se obter os bens e servi\u00e7os demandados: a via pol\u00edtica e a via econ\u00f4mica. A primeira representa o uso da for\u00e7a, da coer\u00e7\u00e3o, da conquista, enquanto a segunda representa o m\u00e9todo das trocas volunt\u00e1rias, do consentimento. Basta lembrar o que Nietzsche j\u00e1 havia sintetizado de forma brilhante: tudo que o estado tem, ele roubou!<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Nock faz uma distin\u00e7\u00e3o importante entre o poder estatal e o poder social, afirmando que sempre o aumento de um se d\u00e1 \u00e0 custa do outro. Como exemplo b\u00e1sico, ele cita a pr\u00f3pria solidariedade. Uma sociedade de indiv\u00edduos livres teria in\u00fameros atos de caridade praticados voluntariamente pelos cidad\u00e3os. Mas sob o poder crescente do estado, o instinto de muitos \u00e9 negar ajuda aos mais pobres, pois eles assumem que o estado j\u00e1 confiscou sua parcela da renda para tal benef\u00edcio. Em outras palavras, h\u00e1 uma transfer\u00eancia de responsabilidade, pois o mendigo deve buscar ajuda no estado, que j\u00e1 tributa os trabalhadores com tal objetivo. Creio que o mais triste caso para ilustrar isso seja o conhecido exemplo de chineses que ignoram at\u00e9 mesmo crian\u00e7as jogadas nas cal\u00e7adas, perto da morte. A concentra\u00e7\u00e3o absurda de poder no estado foi o grande respons\u00e1vel por esta barbaridade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Apesar da conquista estar na origem dos estados, Nock argumenta, seguindo a linha de David Hume, que as pessoas v\u00e3o cada vez ficando mais condicionadas ao aumento do poder estatal, assim como \u00e0 sua legitimidade. As primeiras gera\u00e7\u00f5es de dominados se rebelam, mas com o tempo as novas gera\u00e7\u00f5es v\u00e3o assumindo como natural esta ordem, e enxergam no estado um poder indispens\u00e1vel para preservar a ordem. A analogia usada por Nock \u00e9 com a igreja medieval, cujo poder era tido como totalmente natural pela maioria. Raros s\u00e3o os casos de indiv\u00edduos mais c\u00e9ticos que resolvem questionar a origem desse poder, assim como sua legitimidade e necessidade. Quando isso acontece, a conclus\u00e3o \u00e9 quase inequ\u00edvoca: o estado nasce da for\u00e7a, vive da escravid\u00e3o e \u00e9 bastante prejudicial \u00e0 pr\u00f3pria liberdade. Em suma, em vez de o estado ser o agente social que muitos imaginam, ele \u00e9, na verdade, o oposto disso.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 At\u00e9 mesmo os defensores de um estado m\u00ednimo, limitado por uma constitui\u00e7\u00e3o, eram vistos como ing\u00eanuos por Nock. Para ele, a tend\u00eancia natural e inexor\u00e1vel sempre seria do crescimento do estado, e a cren\u00e7a de que palavras escritas, interpretadas por agentes do pr\u00f3prio estado, poderiam restringir seu crescimento, n\u00e3o passava de uma ilus\u00e3o. Ele ia al\u00e9m: o normal seria a concentra\u00e7\u00e3o de poder no Executivo. Quando observamos as democracias modernas, incluindo os pr\u00f3prios Estados Unidos, n\u00e3o podemos deixar de dar raz\u00e3o a Nock: o poder estatal avan\u00e7ou de uma forma que seria impens\u00e1vel um s\u00e9culo atr\u00e1s, com a presid\u00eancia respondendo por boa parte deste avan\u00e7o. N\u00f3s vivemos uma era de culto ao presidente.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 As reformas e disputas pol\u00edticas, para Nock, n\u00e3o passam de uma luta para ver qual grupo ter\u00e1 acesso ao poder estatal. Cada partido apresenta novas promessas, sempre tendendo ao aumento do poder estatal. A exist\u00eancia da democracia, do &#8220;governo do povo&#8221;, permite que o indiv\u00edduo seja persuadido de que a a\u00e7\u00e3o estatal \u00e9 uma cria\u00e7\u00e3o sua, que o estado o representa de fato, e que a glorifica\u00e7\u00e3o do estado \u00e9 sua pr\u00f3pria glorifica\u00e7\u00e3o. A mentalidade coletivista, em suas diferentes formas &#8211; principalmente o nacionalismo, \u00e9 um resultado disso. Se o estado de um pa\u00eds \u00e9 criticado, ent\u00e3o o pr\u00f3prio povo se sente atacado. Algo como o monarca no passado, idolatrado pelos plebeus &#8211; que eram distra\u00eddos com o &#8220;p\u00e3o e circo&#8221;, e confundido com o pr\u00f3prio povo em si. O melhor exemplo est\u00e1 em Luiz XIV, que teria dito &#8220;O Estado sou Eu&#8221;. O povo, imerso na ignor\u00e2ncia, acaba endeusando seu pr\u00f3prio algoz.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 O fato de Nock condenar veementemente a exist\u00eancia do estado n\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo de abominar qualquer governo. Nock deixa clara a distin\u00e7\u00e3o entre ambos. Ele defende os direitos naturais dos indiv\u00edduos, e acredita que alguma forma de governo pode existir para administrar tais direitos de forma negativa, ou seja, impedindo a invas\u00e3o das liberdades individuais. No entanto, ele n\u00e3o v\u00ea necessidade alguma desse governo ser um estado com o monop\u00f3lio da for\u00e7a. Ao contr\u00e1rio, o pr\u00f3prio poder social pode se encarregar disso, atrav\u00e9s de uma &#8220;ordem natural&#8221;. O poder estatal tem um hist\u00f3rico incr\u00edvel de inefici\u00eancia e desonestidade em todas as \u00e1reas que atua. Nock, repetindo Spencer, considera um paradoxo a insist\u00eancia da f\u00e9 no poder estatal, ap\u00f3s tantas demonstra\u00e7\u00f5es de fracasso. O estado passou a representar um deus moderno mesmo, sem o qual as pessoas n\u00e3o conseguem mais imaginar a vida.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Diante dessa constata\u00e7\u00e3o, Nock chega ao pessimismo de achar que nada pode ser feito para evitar o destino do crescimento estatal at\u00e9 uma desgra\u00e7a maior. Como os imp\u00e9rios antigos que ru\u00edram, Nock acredita que no futuro a civiliza\u00e7\u00e3o atual ir\u00e1 pagar um elevado pre\u00e7o por suas escolhas coletivistas. Ele enxergava uma seq\u00fc\u00eancia de passos rumo ao despotismo, como uma maior centraliza\u00e7\u00e3o do poder estatal, uma burocracia crescente, a f\u00e9 no poder estatal crescendo, a f\u00e9 no poder social diminuindo, o estado absorvendo uma propor\u00e7\u00e3o cada vez maior da riqueza produzida, o estado dominando ind\u00fastria atr\u00e1s de ind\u00fastria, administrando tudo com crescente corrup\u00e7\u00e3o e inefici\u00eancia, e finalmente chegando a um sistema de trabalho for\u00e7ado. Dessa lista, apenas o \u00faltimo item n\u00e3o virou realidade total ainda, mesmo nos Estados Unidos. O restante n\u00e3o apenas aconteceu, mas \u00e9 visto como algo totalmente natural.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Se Nock nutria uma vis\u00e3o t\u00e3o negra em rela\u00e7\u00e3o aos rumos da civiliza\u00e7\u00e3o, por que escreveu o livro ent\u00e3o? Em primeiro lugar, ele n\u00e3o esperava que seu livro pudesse alterar as opini\u00f5es pol\u00edticas das pessoas, pois ele reconhecia que a f\u00e9 no poder estatal estava enraizada demais. Mesmo assim, ele sentia que era uma esp\u00e9cie de dever moral o simples fato de registrar o que estava vendo, sem a pretens\u00e3o de algum fim pr\u00e1tico ou imediato. Por fim, ele achava que os poucos esp\u00edritos independentes, aqueles com a curiosidade intelectual sobre as coisas da natureza, mereciam seu esfor\u00e7o. Seriam para esses que o livro foi escrito, com o intuito de manter acesa a chama da liberdade. E Nock sabia tamb\u00e9m que n\u00e3o adiantava procurar esses indiv\u00edduos diferenciados; eles \u00e9 que chegariam at\u00e9 seu livro, atrav\u00e9s de seu esp\u00edrito inquisitivo. Espero que muitos leitores possam chegar at\u00e9 Nock, atrav\u00e9s das perguntas certas, e com o verdadeiro objetivo de conhecer as respostas. Eu recomendo, para come\u00e7ar, as seguintes perguntas: como o estado surgiu, e por qu\u00ea?\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-1{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 20px;}.fusion-builder-column-1 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) {.fusion-body .fusion-builder-column-1{width:100% !important;}.fusion-builder-column-1 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}@media only screen and (max-width:640px) {.fusion-body .fusion-builder-column-1{width:100% !important;}.fusion-builder-column-1 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}<\/style><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-2 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\" style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;padding: 0px 0px 0px 0px;\"><div class=\"fusion-separator fusion-full-width-sep\" style=\"align-self: center;margin-left: auto;margin-right: auto;width:100%;\"><div class=\"fusion-separator-border sep-double sep-solid\" style=\"border-color:#ffeb3b;border-top-width:1px;border-bottom-width:1px;\"><\/div><\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-4\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><pre><span style=\"color: #999999;\">*Artigo cedido polo Instituto Mises Brasil<\/span><\/pre>\n<\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-2{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 20px;}.fusion-builder-column-2 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) {.fusion-body .fusion-builder-column-2{width:100% !important;}.fusion-builder-column-2 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}@media only screen and (max-width:640px) {.fusion-body .fusion-builder-column-2{width:100% !important;}.fusion-builder-column-2 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}<\/style><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-flex-container.fusion-builder-row-1{ padding-top : 0px;margin-top : 0px;padding-right : 0px;padding-bottom : 0px;margin-bottom : 0px;padding-left : 0px;}<\/style><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-16336","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos-cy"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16336","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16336"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16336\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16337,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16336\/revisions\/16337"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16336"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16336"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16336"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}