{"id":16304,"date":"2018-05-07T20:35:43","date_gmt":"2018-05-07T18:35:43","guid":{"rendered":"https:\/\/xoandelugo.org\/?p=16304\/"},"modified":"2018-05-07T20:35:43","modified_gmt":"2018-05-07T18:35:43","slug":"a-democracia-do-patibulo-luciano-rocha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/a-democracia-do-patibulo-luciano-rocha\/","title":{"rendered":"A DEMOCRACIA DO PAT\u00cdBULO. Luciano Rocha"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"background-color: rgba(255,255,255,0);background-position: center center;background-repeat: no-repeat;border-width: 0px 0px 0px 0px;border-color:#e2e2e2;border-style:solid;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start\" style=\"max-width:calc( 1200px + 0px );margin-left: calc(-0px \/ 2 );margin-right: calc(-0px \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\" style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;padding: 0px 0px 0px 0px;\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><h1 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #428fc9;\">A DEMOCRACIA DO PAT\u00cdBULO<\/span><\/h1>\n<\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-2\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><h4 style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #428fc9;\"><em>\u00a0 \u00a0 &#8211;\u00a0Luciano Rocha &#8211;\u00a0 \u00a0<\/em><\/span><\/h4>\n<h4 style=\"text-align: right;\"><\/h4>\n<\/div><div class=\"fusion-separator fusion-full-width-sep\" style=\"align-self: center;margin-left: auto;margin-right: auto;width:100%;\"><div class=\"fusion-separator-border sep-single sep-solid\" style=\"border-color:#ffe500;border-top-width:1px;\"><\/div><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 20px;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) {.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}@media only screen and (max-width:640px) {.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}<\/style><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-1 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\" style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;padding: 0px 0px 0px 0px;\"><div class=\"fusion-text fusion-text-3\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Numa democracia, sem d\u00favida o regime mais superestimado da hist\u00f3ria, predomina o car\u00e1ter divisor (o famoso &#8220;n\u00f3s e eles&#8221;).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Um regime que v\u00ea na &#8220;vontade da maioria&#8221; um exemplo de modernidade, prosperidade e respeito aos direitos individuais \u00e9, na melhor das hip\u00f3teses, incoerente; na pior, representa um atentado aos direitos de propriedade, inclusive dos mais pobres.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Na democracia, sempre haver\u00e1 aqueles que querer\u00e3o que seus estudos, sua sa\u00fade, sua seguran\u00e7a, seu transporte, seus subs\u00eddios, seu assistencialismo sejam pagos &#8220;pelo estado&#8221;, o que, na pr\u00e1tica, significa &#8220;por outros que n\u00e3o eu&#8221;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Como explicou Hans-Hermann Hoppe:<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">Dado que o homem \u00e9 como ele \u00e9, em todas as sociedades existem pessoas que cobi\u00e7am a propriedade de outros. [&#8230;]<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">Quando a entrada no aparato governamental \u00e9 livre, qualquer um pode expressar abertamente seu desejo pela propriedade alheia. O que antes era considerado imoral e era adequadamente suprimido, agora passa a ser considerado um sentimento leg\u00edtimo. Todos agora podem cobi\u00e7ar abertamente a propriedade de outros em nome da democracia; e todos podem agir de acordo com esse desejo pela propriedade alheia, desde que ele j\u00e1 tenha conseguido entrar no governo. Assim, em uma democracia, qualquer um pode legalmente se tornar uma amea\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">Consequentemente, sob condi\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas, o popular \u2014 embora imoral e anti-social \u2014 desejo pela propriedade de outro homem \u00e9 sistematicamente fortalecido. Toda e qualquer exig\u00eancia passa a ser leg\u00edtima, desde que seja proclamada publicamente. Em nome da &#8220;liberdade de express\u00e3o&#8221;, todos s\u00e3o livres para exigir a tomada e a consequente redistribui\u00e7\u00e3o da propriedade alheia. Tudo pode ser dito e reivindicado, e tudo passa a ser de todos. Nem mesmo o mais aparentemente seguro direito de propriedade est\u00e1 isento das demandas redistributivas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">Pior: em decorr\u00eancia da exist\u00eancia de elei\u00e7\u00f5es em massa, aqueles membros da sociedade com pouca ou nenhuma inibi\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao confisco da propriedade de terceiros \u2014 ou seja, amorais vulgares que possuem enorme talento em agregar uma turba de seguidores adeptos de demandas populares moralmente desinibidas e mutuamente incompat\u00edveis (demagogos eficientes) \u2014 ter\u00e3o as maiores chances de entrar no aparato governamental e ascender at\u00e9 o topo da linha de comando. Da\u00ed, uma situa\u00e7\u00e3o ruim se torna ainda pior.<\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Essa mentalidade explica por que partidos de esquerda obt\u00eam sucesso nas elei\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 S\u00f3 que sempre pode chegar o momento em que aqueles que s\u00e3o obrigados a sustentar esse arranjo se cansam da espolia\u00e7\u00e3o e, impelidos por uma eventual deteriora\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, decidem protestar mais veementemente contra o governo, exacerbando ainda mais os problemas inerentes da democracia.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Mas esse fen\u00f4meno \u00e9 apenas um efeito colateral da democracia. O grande e real problema da democracia \u00e9 que tal regime representa uma forma de controle quase que total sobre os indiv\u00edduos e sobre suas respectivas propriedades.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Pior ainda: tal totalitarismo vigora sob o verniz da legitimidade pol\u00edtica, o que permite \u00e0queles que est\u00e3o no poder \u2014 e, por conseguinte, aos seus defensores ideol\u00f3gicos \u2014 cometerem o maior n\u00famero poss\u00edvel de atentados aos direitos dos indiv\u00edduos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\"><strong>\u00a0 A democracia do pat\u00edbulo.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Um pequeno j\u00fari de uma cidade condena um indiv\u00edduo \u00e0 morte pelo &#8220;crime&#8221; de sonega\u00e7\u00e3o fiscal. Ele n\u00e3o estava &#8220;compartilhando sua riqueza&#8221; como deveria. A maioria da popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o aprova a severidade da puni\u00e7\u00e3o, mas nada pode fazer contra, pois \u00e9 a lei.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 O &#8220;criminoso&#8221; \u00e9 ent\u00e3o enviado ao pat\u00edbulo, prestes a ser executado.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 O carrasco l\u00ea a sua senten\u00e7a da seguinte maneira: &#8220;O senhor ser\u00e1 condenado \u00e0 morte por meio de uma vota\u00e7\u00e3o, da qual o senhor ter\u00e1 o direito de participar. H\u00e1 4 formas poss\u00edveis de morrer: enforcado, queimado, decapitado ou crucificado. Haver\u00e1 uma primeira vota\u00e7\u00e3o, ao fim da qual as duas maneiras mais bem votadas ir\u00e3o para um segundo turno de vota\u00e7\u00e3o, na qual ser\u00e1 decidida a forma de sua execu\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 O condenado pensa: &#8220;Prefiro morrer decapitado. \u00c9 uma morte mais r\u00e1pida e indolor.&#8221;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Come\u00e7a a vota\u00e7\u00e3o. Todas as pessoas da vizinhan\u00e7a s\u00e3o obrigadas a votar neste espet\u00e1culo escatol\u00f3gico, inclusive o condenado. A ele tamb\u00e9m \u00e9 dado o direito de fazer lobby e tentar convencer as pessoas a votarem na execu\u00e7\u00e3o que mais lhe agrada \u2014 ou, melhor dizendo, na que ele considera a menos dolorosa.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Acaba a primeira vota\u00e7\u00e3o:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">1\u00aa) Crucificado: 35% dos votos v\u00e1lidos<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">2\u00aa) Queimado: 24% dos votos v\u00e1lidos<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">3\u00aa) Enforcado: 22% dos votos v\u00e1lidos<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">4) Decapitado: 19% dos votos v\u00e1lidos<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Muitas pessoas n\u00e3o votaram, ou por serem contra a pena de morte ou por considerarem qualquer uma das quatro penas cruel demais. A vota\u00e7\u00e3o, portanto, \u00e9 efetuada apenas por aquela fatia da popula\u00e7\u00e3o mais adepta da crueldade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 A vota\u00e7\u00e3o \u00e9 validada e comemorada como a &#8216;festa do povo&#8217;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 E a maneira menos dolorosa de morrer foi fragorosamente derrotada.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 \u00c9 ent\u00e3o dada a largada para o segundo turno da vota\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 S\u00f3 que agora, tanto o condenado quanto todas as outras pessoas que n\u00e3o escolheram nenhuma das duas op\u00e7\u00f5es de execu\u00e7\u00e3o que restaram na c\u00e9dula de vota\u00e7\u00e3o \u2014 ou seja, 41% dos eleitores que votaram (em enforcamento ou decapita\u00e7\u00e3o) e mais todos os outros que n\u00e3o votaram \u2014 ter\u00e3o justamente de escolher entre duas formas de morte que claramente desprezam.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Novamente, \u00e9 dado ao condenado o direito de fazer lobby pela forma de morte que ele menos abomina. No entanto, compreensivelmente, o homem decide n\u00e3o fazer. Nenhuma das duas formas de execu\u00e7\u00e3o &#8220;escolhidas pelo povo&#8221; \u00e9 do seu agrado, de modo que ele n\u00e3o v\u00ea sentido em despender energia apoiando uma ou outra.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Realizada a segunda vota\u00e7\u00e3o, o resultado se segue:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">1\u00aa) Queimado: 52% dos votos v\u00e1lidos<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">2\u00aa) Crucificado: 48% dos votos v\u00e1lidos<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Novamente, houve uma grande quantidade de pessoas que n\u00e3o votou, por motivos similares aos da primeira vota\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Mas, dessa vez, o condenado se incluiu entre os n\u00e3o-votantes.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 A senten\u00e7a \u00e9 deferida e a &#8216;festa do povo&#8217; \u00e9 celebrada pela m\u00eddia local.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 E a fogueira come\u00e7a a ser preparada.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 O r\u00e9u, compreensivelmente, protesta contra uma clara viola\u00e7\u00e3o do seu direito de n\u00e3o ser submetido a algo que ele n\u00e3o escolheu. Mais ainda: ele protesta por n\u00e3o estar sendo submetido \u00e0 op\u00e7\u00e3o &#8220;menos ruim&#8221; que lhe foi apresentada (a decapita\u00e7\u00e3o).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 O carrasco ent\u00e3o lhe pergunta: &#8220;Se o senhor n\u00e3o queria ser queimado, por que n\u00e3o votou na crucifica\u00e7\u00e3o?&#8221;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Ele responde: &#8220;Porque eu preferia ser decapitado, ora! N\u00e3o queimado ou crucificado!&#8221;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 O carrasco rebate: &#8220;Sim, mas a decapita\u00e7\u00e3o perdeu, foi a escolha do povo. E a voz do povo \u00e9 a voz de Deus. Foram lhe dadas mais duas op\u00e7\u00f5es e voc\u00ea n\u00e3o escolheu nenhuma. Portanto, seu destino ficou nas m\u00e3os do povo. E o povo sempre sabe escolher o que \u00e9 melhor.&#8221;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u2014 &#8220;Mas eu nem conhe\u00e7o essas pessoas!&#8221;, exclama o condenado.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u2014 &#8220;Olha s\u00f3: se o senhor quer reclamar de algu\u00e9m, reclame dos que n\u00e3o votaram. Essas pessoas poderiam ter mudado o seu destino, mas n\u00e3o fizeram nada. Escolheram n\u00e3o votar tamb\u00e9m. Bote na conta delas a culpa de voc\u00ea estar sendo queimado!&#8221;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u2014 &#8220;O voto delas me faria ser decapitado?&#8221;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u2014 &#8220;N\u00e3o, a decapita\u00e7\u00e3o perdeu na primeira vota\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u2014 &#8220;Ent\u00e3o, me faria escapar da morte?&#8221;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u2014 &#8220;N\u00e3o, ora! Voc\u00ea iria morrer de qualquer jeito. S\u00f3 teria que escolher a forma, e de maneira livre e democr\u00e1tica. Veja que privil\u00e9gio!&#8221;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 O condenado explode: &#8220;Ent\u00e3o, como diabos voc\u00ea acha que os votos de quem n\u00e3o votou em uma elei\u00e7\u00e3o &#8216;livre e democr\u00e1tica&#8217; para decidir algo contra a minha vontade poderiam me ajudar?!&#8221;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 O carrasco olha para ele de forma incisiva e diz: &#8220;Boa. Escreverei isso na sua l\u00e1pide&#8221;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\"><strong>\u00a0 Da met\u00e1fora \u00e0 realidade.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 O mais assustador da met\u00e1fora acima \u00e9 que ela \u00e9 muito mais branda do que a nossa realidade democr\u00e1tica. Exatamente: ela \u00e9 muito mais branda.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Na met\u00e1fora acima, tanto as pessoas que n\u00e3o votaram quanto aquelas que votaram, mas cuja op\u00e7\u00e3o foi a derrotada, n\u00e3o sofreram nenhuma consequ\u00eancias. Suas vidas continuaram rigorosamente as mesmas, pois o \u00fanico afetado foi o condenado.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 J\u00e1 no nosso sistema democr\u00e1tico, tanto os que n\u00e3o votam quanto aqueles que votam e perdem sofrem as consequ\u00eancias da elei\u00e7\u00e3o de algu\u00e9m que n\u00e3o queriam. N\u00e3o apenas sua propriedade \u00e9 afetada, como tamb\u00e9m elas se tornam obrigadas a viver sob pol\u00edticas das quais discordam \u2014 e muitas vezes abominam.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 \u00c9 dif\u00edcil conceber um arranjo pol\u00edtico mais inst\u00e1vel, anti-social e propenso a explos\u00f5es do que esse.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 As pessoas que ir\u00e3o \u00e0s ruas neste pr\u00f3ximo domingo para protestar contra o governo s\u00e3o aquelas que se sentem como o condenado da met\u00e1fora: ao passo que o condenado foi obrigado a aceitar uma execu\u00e7\u00e3o que ele n\u00e3o quis, tais pessoas est\u00e3o se vendo obrigadas a viver sob um regime comandado por um carrasco que n\u00e3o foi escolhido por elas e de cujas pol\u00edticas elas discordam.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 S\u00f3 que, assim como o condenado queria apenas troca do m\u00e9todo da execu\u00e7\u00e3o, boa parte dessas pessoas est\u00e1 apenas pedindo a troca do carrasco. E de nada adianta apenas trocar o carrasco se o pat\u00edbulo democr\u00e1tico continuar intacto.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 A \u00fanica maneira de o pat\u00edbulo democr\u00e1tico deixar de produzir resultados que s\u00e3o contra a vontade da maioria das pessoas (lembrando que o n\u00famero de absten\u00e7\u00f5es, de votos brancos e nulos e de votos em outro carrasco \u00e9 sempre maior do que o n\u00famero de votos obtidos pelo carrasco vencedor) \u00e9 convencendo essas pessoas a se separar desse regime.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 E a solu\u00e7\u00e3o mais vi\u00e1vel \u00e9 a secess\u00e3o.<\/span><\/p>\n<\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-1{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 20px;}.fusion-builder-column-1 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) {.fusion-body .fusion-builder-column-1{width:100% !important;}.fusion-builder-column-1 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}@media only screen and (max-width:640px) {.fusion-body .fusion-builder-column-1{width:100% !important;}.fusion-builder-column-1 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}<\/style><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-2 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\" style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;padding: 0px 0px 0px 0px;\"><div class=\"fusion-separator fusion-full-width-sep\" style=\"align-self: center;margin-left: auto;margin-right: auto;width:100%;\"><div class=\"fusion-separator-border sep-double sep-solid\" style=\"border-color:#ffeb3b;border-top-width:1px;border-bottom-width:1px;\"><\/div><\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-4\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><pre><span style=\"color: #999999;\">*Artigo cedido polo Instituto Mises Brasil<\/span><\/pre>\n<\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-2{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 20px;}.fusion-builder-column-2 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) {.fusion-body .fusion-builder-column-2{width:100% !important;}.fusion-builder-column-2 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}@media only screen and (max-width:640px) {.fusion-body .fusion-builder-column-2{width:100% !important;}.fusion-builder-column-2 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}<\/style><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-flex-container.fusion-builder-row-1{ padding-top : 0px;margin-top : 0px;padding-right : 0px;padding-bottom : 0px;margin-bottom : 0px;padding-left : 0px;}<\/style><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-16304","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos-cy"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16304","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16304"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16304\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16306,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16304\/revisions\/16306"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16304"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16304"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16304"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}