{"id":16280,"date":"2018-04-30T20:39:55","date_gmt":"2018-04-30T18:39:55","guid":{"rendered":"https:\/\/xoandelugo.org\/?p=16280\/"},"modified":"2018-04-30T20:39:55","modified_gmt":"2018-04-30T18:39:55","slug":"como-a-cultura-progressista-esta-destruindo-as-legitimas-aspiracoes-das-mulheres-catarina-rochamonte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/como-a-cultura-progressista-esta-destruindo-as-legitimas-aspiracoes-das-mulheres-catarina-rochamonte\/","title":{"rendered":"COMO A CULTURA PROGRESSISTA EST\u00c1 DESTRUINDO AS LEG\u00cdTIMAS ASPIRA\u00c7\u00d5ES DAS MULHERES. Catarina Rochamonte"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"background-color: rgba(255,255,255,0);background-position: center center;background-repeat: no-repeat;border-width: 0px 0px 0px 0px;border-color:#e2e2e2;border-style:solid;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start\" style=\"max-width:calc( 1200px + 0px );margin-left: calc(-0px \/ 2 );margin-right: calc(-0px \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\" style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;padding: 0px 0px 0px 0px;\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><h1 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #428fc9;\">COMO A CULTURA PROGRESSISTA EST\u00c1 DESTRUINDO AS LEG\u00cdTIMAS ASPIRA\u00c7\u00d5ES DAS MULHERES<\/span><\/h1>\n<\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-2\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><h4 style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #428fc9;\"><em>\u00a0 \u00a0 &#8211;\u00a0Catarina Rochamonte &#8211;\u00a0\u00a0<\/em><\/span><\/h4>\n<\/div><div class=\"fusion-separator fusion-full-width-sep\" style=\"align-self: center;margin-left: auto;margin-right: auto;width:100%;\"><div class=\"fusion-separator-border sep-single sep-solid\" style=\"border-color:#ffe500;border-top-width:1px;\"><\/div><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 20px;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) {.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}@media only screen and (max-width:640px) {.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}<\/style><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-1 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\" style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;padding: 0px 0px 0px 0px;\"><div class=\"fusion-text fusion-text-3\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 S\u00f3 uma pequena parte da esquerda mant\u00e9m um discurso mais ligado \u00e0s ra\u00edzes dos movimentos socialistas e continua apelando para desusados termos do dicion\u00e1rio marxista e revolucion\u00e1rio. J\u00e1 a maioria desse espectro pol\u00edtico \u2014 aquela que ainda tem algum poder de sedu\u00e7\u00e3o sobre as mentes mais jovens \u2014 centraliza seu discurso fundamentalmente em quest\u00f5es de g\u00eanero e sexualidade, apelando para uma ideia de desconstru\u00e7\u00e3o que passa inevitavelmente por um questionamento dos valores morais e da tradi\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Assim, \u00e9 de se notar que, ao passo que o marxismo punha em cheque os valores morais qualificando-os de valores burgueses, a esquerda progressista continua esse processo de desqualifica\u00e7\u00e3o por outros meios, e um deles consiste em centrar esfor\u00e7os na constru\u00e7\u00e3o de um discurso afirmativo e glorificante em rela\u00e7\u00e3o a todo e qualquer desvio da sexualidade normal, inclusive problematizando, por meio da cria\u00e7\u00e3o de neologismos, a exist\u00eancia dessa normalidade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Fala-se, por exemplo, de &#8216;heteronormatividade&#8217;, palavra <em>cult<\/em> que visa a questionar o pressuposto de que somos e de que os outros s\u00e3o naturalmente heterossexuais ou que essa seria, pelo menos, a chamada normalidade sexual. Ocorre que o fato de pressupormos alguma normalidade, naturalidade ou regra n\u00e3o significa que n\u00e3o tenhamos em mente a exist\u00eancia de exce\u00e7\u00f5es e, principalmente, n\u00e3o impede que respeitemos, que acolhamos e que afirmemos a dignidade da pessoa homossexual, bissexual ou transexual.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 O problema \u00e9 que, na preocupa\u00e7\u00e3o excessiva de n\u00e3o sermos tachados de preconceituosos, deixamo-nos subjugar por uma vis\u00e3o de mundo que, de t\u00e3o autorit\u00e1ria, quer nos impor uma linguagem criada por eles mesmos. Quer impor, por exemplo, uma absurda modifica\u00e7\u00e3o na l\u00edngua trocando as desin\u00eancias de g\u00eanero por um &#8220;x&#8221; ou &#8220;@&#8221; que denotaria justamente aquela aus\u00eancia de pressuposi\u00e7\u00e3o heteronormativa, sugerindo que tudo, inclusive o g\u00eanero, seria uma constru\u00e7\u00e3o social.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Trata-se, obviamente, de uma revolta contra a natureza e explicita o car\u00e1ter totalmente materialista e imanentista da vis\u00e3o de mundo da esquerda progressista.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 N\u00e3o seria uma v\u00e3 digress\u00e3o irmos at\u00e9 a Gr\u00e9cia Cl\u00e1ssica, pois l\u00e1 ver\u00edamos que a concep\u00e7\u00e3o naturalista, hedonista e reducionista do ser humano j\u00e1 era combatida por S\u00f3crates, cuja originalidade foi justamente sugerir que n\u00e3o \u00e9 por meio da expans\u00e3o e da satisfa\u00e7\u00e3o da sua natureza f\u00edsica que o homem pode encontrar a harmonia com o ser, mas sim pelo dom\u00ednio completo sobre si pr\u00f3prio, de acordo com a lei que se descobre no exame da pr\u00f3pria alma.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Ora, nenhum materialista acredita nessa alma imortal que, para S\u00f3crates, era a fonte dos supremos valores. Materialistas n\u00e3o acreditam em valores eternos. Consequentemente, pensam ser poss\u00edvel criar e impor valores e verdades por meio do discurso e da pr\u00e1tica social. Os sofistas, outrora vencidos pela dial\u00e9tica socr\u00e1tica, est\u00e3o hoje dominando a cultura, a m\u00eddia e as salas de aula. Os sofistas de hoje (que n\u00e3o chegam aos p\u00e9s do pior sofista da antiguidade) est\u00e3o educando os nossos filhos e tentando faz\u00ea-los crer que a moralidade humana \u00e9 algo puramente convencional.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 A disputa cultural de hoje permanece sendo, pois, como na \u00e9poca de Plat\u00e3o, uma disputa entre dois tipos de humanismo ou duas concep\u00e7\u00f5es distintas a respeito de natureza humana:<\/span><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\">\n<li><span style=\"color: #808080;\">a) Um lado parte da concep\u00e7\u00e3o da natureza humana como mero instinto, e o seu ideal coincide com o ideal dos tiranos \u2014 embora atue nos espa\u00e7os democr\u00e1ticos e desvirtue a palavra democracia ao seu bel prazer como fazem com as outras.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #808080;\">b) O outro lado n\u00e3o julga apetec\u00edvel o poder do tirano e, por isso, tem outra concep\u00e7\u00e3o de felicidade e de natureza humana. Ele pretere o poder \u00e0 Paid\u00e9ia, ou seja, ao aperfei\u00e7oamento gradual do homem conforme o destino de sua pr\u00f3pria natureza, concebida aqui da maneira mais elevada poss\u00edvel.<\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Hoje, como antes, trata-se de escolher entre a filosofia do poder e a filosofia da educa\u00e7\u00e3o; entre o ideal da kalokagathia (de kalos kai agathos\u2014 belo e bom) e o ideal tir\u00e2nico. Trata-se de escolher entre a luta que se prolonga por toda uma vida como uma batalha da alma para se libertar da ignor\u00e2ncia e a luta para exercer o poder externo e subjugar mentes \u00e0 concep\u00e7\u00e3o delet\u00e9ria e infantil do materialismo e das pr\u00e1ticas pol\u00edticas que o tem por base.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\"><strong>\u00a0 Mulheres e feminismo.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 E onde entram as mulheres nessa nossa reflex\u00e3o? Na necessidade premente de se vincularem \u00e0 pol\u00edtica por outro vi\u00e9s que n\u00e3o aquele pautado pelas feministas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 As pautas do feminismo atual s\u00e3o as pautas da esquerda progressista, e esse movimento tende a querer impor de cima para baixo leis que, em vez de limitar o poder \u2014 que o n\u00f3s liberais, libert\u00e1rios ou conservadores defendemos \u2014, querem exatamente ampli\u00e1-lo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Pior: querem faz\u00ea-lo incidir sobre nossas rela\u00e7\u00f5es interpessoais e quotidianas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Tome-se como exemplo os projetos de lei e, especificamente, a lei aprovada em Fortaleza que prev\u00ea multa de R$ 2.000 para quem for flagrado dando uma &#8220;cantada&#8221; em uma mulher. As feministas de hoje se dedicam a problematizar os elogios e descontos que recebem em casas de show, as propagandas das quais participam, e os brinquedos infantis que as lojas oferecem \u00e0s suas filhas. E, ao mesmo tempo em que problematizam at\u00e9 o (raro) comportamento cavalheiresco do homem, atribuem \u00e0 &#8220;sociedade&#8221; e \u00e0 sua suposta &#8220;cultura machista&#8221; a culpa por um crime repulsivo como o estupro, o qual \u00e9 de responsabilidade inteiramente individual, desta forma lan\u00e7ando sobre todos os homens uma culpa hipot\u00e9tica.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Agindo assim, cometem o equ\u00edvoco de considerar que entre uma simples cantada e um ass\u00e9dio real ou mesmo um estupro n\u00e3o h\u00e1 uma distin\u00e7\u00e3o de natureza, mas sim apenas de grau.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 O resultado dessa forma equivocada de abordagem \u00e9 que, em vez de concentrar esfor\u00e7os na puni\u00e7\u00e3o exemplar do indiv\u00edduo que cometeu o horrendo crime de estupro, passa-se a criminalizar, a policiar ou simplesmente a patrulhar a fala, o gesto, o olhar.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Esse exemplo nos mostra como as pautas feministas est\u00e3o absolutamente deslocadas da realidade e n\u00e3o raramente atuam contra as reais e concretas necessidades das mulheres. Por enxergarem o mundo sob uma \u00f3tica reducionista e, como tal, equivocada, militantes feministas, assim como militantes LGBTs servem a causas e projetos pol\u00edticos que, caso sa\u00edssem vitoriosos, resultariam em um atraso significativo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s conquistas dessas chamadas minorias.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Como n\u00e3o enxergar o paradoxo de uma &#8220;marcha das mulheres contra Trump&#8221;, ocorrida em Janeiro de 2017 e organizada pela islamita Linda Sarsour, uma ativista em prol da implementa\u00e7\u00e3o da lei isl\u00e2mica (sharia) nos EUA? Como n\u00e3o estranhar que ativistas dos direitos LGBT apoiem explicitamente os regimes socialistas ou sejam profundamente simp\u00e1ticos aos mu\u00e7ulmanos quando sabemos que, seja nas ditaduras socialistas, seja nos pa\u00edses isl\u00e2micos essas pessoas n\u00e3o t\u00eam seus direitos e sua liberdade minimamente respeitados e protegidos?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 A explica\u00e7\u00e3o \u00e9 que tanto as pautas que dizem respeito \u00e0 diversidade sexual quanto as pautas que dizem respeito \u00e0s mulheres foram instrumentalizadas pelos movimentos sociais progressistas, tendo como resultado o descolamento da realidade por meio de uma manipula\u00e7\u00e3o da linguagem. Com essa manipula\u00e7\u00e3o da linguagem, a esquerda progressista tenta calar toda e qualquer dissid\u00eancia, a qual passa a temer sua pr\u00f3pria express\u00e3o como se habit\u00e1ssemos realmente esse mundo imagin\u00e1rio em que todo homem que d\u00e1 uma cantada em uma mulher \u00e9 um estuprador em potencial, em que toda pessoa que n\u00e3o quer que se fa\u00e7a experi\u00eancias de engenharia social com o seu filho \u00e9 preconceituosa, em que todo homem que n\u00e3o quer ver seu filho brincando de boneca \u00e9 machista, em que toda mulher que n\u00e3o seja chata e problematizadora \u00e9 analfabeta pol\u00edtica, em que todo aquele que n\u00e3o quer se enquadrar nessa vis\u00e3o de mundo obtusa e dissolvente \u00e9 fascista.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 \u00c9 preciso coragem para enfrentar essa viol\u00eancia que nos \u00e9 quotidianamente imposta. A viol\u00eancia de sermos acusados do que n\u00e3o somos simplesmente porque a esquerda usa a linguagem como instrumento de poder, de manipula\u00e7\u00e3o, sem qualquer interesse pela verdade, pela realidade, pelos fatos. N\u00e3o odiamos pobres: isso seria patol\u00f3gico e desumano. N\u00e3o queremos retrocesso: isso seria est\u00fapido. N\u00e3o somos preconceituosos: lutamos pela liberdade. N\u00e3o somos fascistas: queremos menos estado. N\u00e3o somos mulheres sem consci\u00eancia pol\u00edtica: somos mulheres cuja consci\u00eancia moral n\u00e3o se anulou.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Se n\u00e3o confrontarmos as narrativas totalit\u00e1rias da esquerda e se n\u00e3o nos recusarmos ao sil\u00eancio obediente que nos querem impor, n\u00e3o conseguiremos agir eficazmente naquilo que realmente importa.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Queremos lutar contra injusti\u00e7as e n\u00e3o perder tempo com trivialidades. Por isso \u00e9 t\u00e3o importante come\u00e7armos a tratar a quest\u00e3o do feminino fora das categorias capturadas pelo discurso feminista. Somos mulheres, mas nosso discurso brota de uma experi\u00eancia direta, concreta, real. E essa experi\u00eancia nos diz que n\u00e3o \u00e9 achincalhando o homem que nos liberaremos dos supostos grilh\u00f5es que ainda porventura nos prendem.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\"><strong>\u00a0 Pol\u00edtica e &#8220;empoderamento&#8221; feminino.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 \u00c9 elevando a nossa voz e for\u00e7ando a passagem com contum\u00e1cia e retid\u00e3o que haveremos de lograr \u00eaxito nesse ambiente tradicionalmente masculino que \u00e9 a pol\u00edtica. Mulheres na pol\u00edtica para elevar a pol\u00edtica \u00e0 sutileza e \u00e0 experi\u00eancia est\u00e9tica e amorosa pr\u00f3prias da mulher, e n\u00e3o para degenerar a mulher em instrumento manipul\u00e1vel ao bel prazer das ideologias.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 A condi\u00e7\u00e3o de ser mulher \u00e9 totalmente compat\u00edvel com a possibilidade de aprimoramento pr\u00f3prio, de engrandecimento intelectual, moral, espiritual. Isso n\u00e3o significa que n\u00e3o se constate as particularidades e dificuldades da condi\u00e7\u00e3o feminina, mas, em muitos aspectos, seria poss\u00edvel ver as dificuldades sob um prisma positivo. Se levarmos em conta que uma das maiores realiza\u00e7\u00f5es do ser humano est\u00e1 na sua capacidade de servir, na doa\u00e7\u00e3o de si, no auto-sacrif\u00edcio, ent\u00e3o a mulher encontra na maternidade a grande oportunidade desse exerc\u00edcio e nisso leva vantagem em rela\u00e7\u00e3o ao homem, pois a natureza lhe favoreceu sobremaneira nesse caminho, proporcionando-lhe essa experi\u00eancia que \u00e9 natural e ao mesmo tempo supranatural pela sua grandeza potencial.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Bem sei que essa reflex\u00e3o ser\u00e1 tachada de conservadora, como se reservasse \u00e0 mulher apenas o lugar comum da maternidade, mas n\u00e3o se trata disso. Trata-se de afirmar que a capacidade de auto-entrega e de doa\u00e7\u00e3o de si pode, e at\u00e9 mesmo deve, ser levada em conta como esfera da realiza\u00e7\u00e3o e que, se o crit\u00e9rio de emancipa\u00e7\u00e3o ou de exist\u00eancia aut\u00eantica apregoado pelas feministas limita-se ao chamado &#8220;empoderamento feminino&#8221;, isso n\u00e3o deixa de ser o sintoma de uma civiliza\u00e7\u00e3o profundamente ego\u00edsta que, a despeito de se afirmar crist\u00e3, j\u00e1 n\u00e3o enxerga o sacrif\u00edcio como virtude.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 \u00c9 preciso reconhecer que, na civiliza\u00e7\u00e3o ocidental, a mulher j\u00e1 se al\u00e7ou a patamares elevad\u00edssimos na esfera social, material e cultural. \u00c9 por isso que \u00e9 absurdo e contraproducente para as pr\u00f3prias mulheres que as suas quest\u00f5es sejam pautadas por um movimento social que \u00e9 subserviente a uma vis\u00e3o de mundo que renega o pr\u00f3prio mundo que lhe assegura a liberdade e que flerta abertamente com modelos de sociedades fechadas e ditatoriais.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Esse feminismo, cuja pauta fundamental \u00e9 a descriminaliza\u00e7\u00e3o do aborto, n\u00e3o nos serve porque n\u00f3s servimos \u00e0 vida e n\u00e3o \u00e0 morte; nosso apre\u00e7o \u00e9 pela liberdade e nossa luta \u00e9 pela prote\u00e7\u00e3o da vida, desde a concep\u00e7\u00e3o. De fato, um dos problemas do pensamento pol\u00edtico que se auto-intitula progressista \u00e9 paradoxalmente a sua incapacidade de progredir, pois insiste em travar batalhas j\u00e1 vencidas em vez de fluir com o dinamismo social e enxergar os novos campos de luta que se p\u00f5em.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Se a quest\u00e3o da mulher permanecer circunscrita a esse conceito esdr\u00faxulo de &#8220;empoderamento feminino&#8221;, a suposta emancipa\u00e7\u00e3o s\u00f3 se dar\u00e1 pela recusa da moralidade, da ordem, da tradi\u00e7\u00e3o, das institui\u00e7\u00f5es, o que redundar\u00e1 em uma rebeldia tola e inconsequente que poder\u00e1 facilmente ser cooptada por um esp\u00edrito revolucion\u00e1rio cuja cosmovis\u00e3o \u00e9 claramente materialista e, por isso mesmo, limitada e sect\u00e1ria.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\"><strong>\u00a0 Homem e mulher.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 A tarefa da mulher, por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 apenas sublimar valores. \u00c9 isso e \u00e9 mais que isso. Sua tarefa \u00e9 elevar a cultura com sua sensibilidade, \u00e9 inovar na pol\u00edtica com sua bravura e \u00e9, tamb\u00e9m, conciliar o ser humano com aquilo que lhe \u00e9 mais nobre: a vontade de justi\u00e7a e de verdade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Isso n\u00e3o significa ditar &#8220;diretrizes de conduta&#8221;, mas sim apontar para o que \u00e9, em si mesmo, um valor e assumir esse valor como norteador de nossas estrat\u00e9gias, sejam elas quais forem, deem-se elas por meios culturais, pol\u00edticos ou religiosos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 O mesmo \u00edmpeto deve acompanhar aquele cuja luta se expressa na lideran\u00e7a dom\u00e9stica ou na lideran\u00e7a de uma empresa. Os mesmos valores \u00e9tico-morais devem nortear aquele que trabalha a terra ou o intelecto. E os mesmos valores devem ainda nortear a conduta daquele ente que est\u00e1 naturalmente mais familiarizado com a for\u00e7a e daquele ente cuja for\u00e7a se expressa tamb\u00e9m na sutileza de suas impress\u00f5es singulares e superiores.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 A mulher e o homem equiparam-se quando, juntos, buscam elevar a si mesmos e a sua descend\u00eancia, \u00e0 qual servir\u00e3o de exemplo; quando, juntos, conquistam terreno de conc\u00f3rdia e pacifica\u00e7\u00e3o; quando, juntos, renegam o discurso totalit\u00e1rio que os segrega, como se fossem dois combatentes e n\u00e3o seres humanos unidos no campo de batalha terreno.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Cada um com sua qualidade pr\u00f3pria, cada um com sua singularidade, cada um com suas caracter\u00edsticas que, conjugadas, podem aumentar exponencialmente a capacidade empreendedora e criadora da sociedade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\"><strong>\u00a0 Conclus\u00e3o.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 O \u00e2mbito pol\u00edtico \u00e9 um campo aberto para a participa\u00e7\u00e3o feminina. Que essa participa\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, venha em forma de acr\u00e9scimo de for\u00e7a e de moralidade, e n\u00e3o de intransig\u00eancia e devassid\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 A aus\u00eancia de maturidade moral dos integrantes de qualquer agremia\u00e7\u00e3o a transforma em uma esp\u00e9cie de doen\u00e7a inesperada e estranha que se incrusta no tecido social.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 O feminismo, como toda organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que se imanentizou totalmente, perdeu suas caracter\u00edsticas e hoje raramente traduz um anseio real e espont\u00e2neo. Na maioria das vezes \u00e9 um conjunto de lugares-comuns, clich\u00eas e palavras de ordem carentes de valor e sentido. Sua meta \u00e9, n\u00e3o raro, a dissolu\u00e7\u00e3o daquilo a que dever\u00edamos almejar por meio da conjuga\u00e7\u00e3o entre os iguais para metas superiores.<\/span><\/p>\n<\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-1{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 20px;}.fusion-builder-column-1 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) {.fusion-body .fusion-builder-column-1{width:100% !important;}.fusion-builder-column-1 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}@media only screen and (max-width:640px) {.fusion-body .fusion-builder-column-1{width:100% !important;}.fusion-builder-column-1 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}<\/style><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-2 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\" style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;padding: 0px 0px 0px 0px;\"><div class=\"fusion-separator fusion-full-width-sep\" style=\"align-self: center;margin-left: auto;margin-right: auto;width:100%;\"><div class=\"fusion-separator-border sep-double sep-solid\" style=\"border-color:#ffeb3b;border-top-width:1px;border-bottom-width:1px;\"><\/div><\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-4\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><pre><span style=\"color: #999999;\">*Artigo cedido polo Instituto Mises Brasil<\/span><\/pre>\n<\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-2{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 20px;}.fusion-builder-column-2 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) {.fusion-body .fusion-builder-column-2{width:100% !important;}.fusion-builder-column-2 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}@media only screen and (max-width:640px) {.fusion-body .fusion-builder-column-2{width:100% !important;}.fusion-builder-column-2 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}<\/style><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-flex-container.fusion-builder-row-1{ padding-top : 0px;margin-top : 0px;padding-right : 0px;padding-bottom : 0px;margin-bottom : 0px;padding-left : 0px;}<\/style><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-16280","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos-cy"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16280","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16280"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16280\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16282,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16280\/revisions\/16282"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16280"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16280"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16280"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}