{"id":16160,"date":"2018-04-09T22:09:18","date_gmt":"2018-04-09T20:09:18","guid":{"rendered":"https:\/\/xoandelugo.org\/?p=16160\/"},"modified":"2018-04-10T03:22:00","modified_gmt":"2018-04-10T01:22:00","slug":"as-5-licoes-de-capitalismo-das-favelas-brasileiras-joel-pinheiro-da-fonseca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/as-5-licoes-de-capitalismo-das-favelas-brasileiras-joel-pinheiro-da-fonseca\/","title":{"rendered":"AS 5 LI\u00c7\u00d5ES DE CAPITALISMO DAS FAVELAS BRASILEIRAS. Joel Pinheiro da Fonseca"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"background-color: rgba(255,255,255,0);background-position: center center;background-repeat: no-repeat;border-width: 0px 0px 0px 0px;border-color:#e2e2e2;border-style:solid;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start\" style=\"max-width:calc( 1200px + 0px );margin-left: calc(-0px \/ 2 );margin-right: calc(-0px \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\" style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;padding: 0px 0px 0px 0px;\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><h1 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #428fc9;\">AS 5 LI\u00c7\u00d5ES DE CAPITALISMO DAS FAVELAS BRASILEIRAS<\/span><\/h1>\n<\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-2\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><h4 style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #428fc9;\"><em>\u00a0 \u00a0 &#8211;\u00a0Joel Pinheiro da Fonseca &#8211;\u00a0 \u00a0<\/em><\/span><\/h4>\n<\/div><div class=\"fusion-separator fusion-full-width-sep\" style=\"align-self: center;margin-left: auto;margin-right: auto;width:100%;\"><div class=\"fusion-separator-border sep-single sep-solid\" style=\"border-color:#ffe500;border-top-width:1px;\"><\/div><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 20px;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) {.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}@media only screen and (max-width:640px) {.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}<\/style><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-1 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\" style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;padding: 0px 0px 0px 0px;\"><div class=\"fusion-text fusion-text-3\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 As \u00faltimas duas d\u00e9cadas foram palco de uma verdadeira revolu\u00e7\u00e3o nas favelas brasileiras. A pir\u00e2mide social delas se inverteu. Se antes a propor\u00e7\u00e3o entre pobres e classe m\u00e9dia ficava em torno de 65% e 35%, ela agora est\u00e1 ao contr\u00e1rio.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Pelos dados do Data Favela 2015 (maior pesquisa nacional com moradores de favela do Brasil), mais de 65% dos favelados s\u00e3o classe m\u00e9dia e 7% est\u00e3o nas classes A e B.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Muito se fala dos h\u00e1bitos de consumo das favelas brasileiras: roupas de marca, TVs de tela plana, smartphones, geladeiras, viagens de avi\u00e3o. Mas mais do que uma revolu\u00e7\u00e3o de consumo, ela vive uma revolu\u00e7\u00e3o empreendedora. Muitos moradores de favela t\u00eam ou querem ter seu pr\u00f3prio neg\u00f3cio. Eles s\u00e3o, em outras palavras, capitalistas em potencial. E esses neg\u00f3cios, por ocorrerem muitas vezes entre a formalidade e a informalidade, muitas vezes cumprem fun\u00e7\u00f5es que, no senso comum, s\u00f3 podem ser cumpridas por grandes investimentos de estado ou de grandes empresas.<\/span><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\">\n<li><span style=\"color: #808080;\"><strong> Correio.<\/strong><\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 A Rocinha, maior favela do Brasil, tem muitas ruas, becos, escadas e vielas que nunca foram devidamente mapeadas e numeradas por nenhuma autoridade. Nem por isso as pessoas deixam de ter endere\u00e7o e de querer receber entregas, mas at\u00e9 certo tempo os Correios simplesmente n\u00e3o entregavam nas casas, mostrando como \u00e9 fr\u00e1gil a ideia de que cobrem todo o territ\u00f3rio nacional. A correspond\u00eancia dos moradores era em geral deixada em algum com\u00e9rcio pr\u00f3ximo, com alto risco de se perder, fora o inconveniente de ter que passar em duas ou tr\u00eas lojas ou mercados para saber se uma carta chegou.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Isso mudou quando tr\u00eas moradores da comunidade que conhece bem a geografia interna, pois tinham trabalhado com o Censo, iniciaram a Carteiro Amigo, sua empresa de entrega de correspond\u00eancia. Mapearam a favela (mapa que continua a ser atualizado) e passaram a numerar todas as resid\u00eancias que quisessem se inscrever. E n\u00e3o \u00e9 por caridade, n\u00e3o. Os moradores que desejam receber suas cartas em casa pagam, voluntariamente, uma taxa mensal de R$16,00. O neg\u00f3cio deu t\u00e3o certo que a Carteiro Amigo j\u00e1 abriu franquias em outras sete comunidades.<\/span><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"2\">\n<li><span style=\"color: #808080;\"><strong> Noticias.<\/strong><\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 A gera\u00e7\u00e3o e veicula\u00e7\u00e3o de not\u00edcias deixou de ser monop\u00f3lio dos grandes grupos de m\u00eddia. Rene Silva, comunicador e twitteiro do Complexo do Alem\u00e3o que documentou em tempo real o avan\u00e7o das for\u00e7as da pacifica\u00e7\u00e3o, come\u00e7ou seu pr\u00f3prio jornal e seu pr\u00f3prio portal de not\u00edcias quando tinha apenas 11 anos, o Voz da Comunidade. Ele traz reportagens, pesquisas, artigos de opini\u00e3o e guia de eventos, al\u00e9m de ajudar em diversas campanhas sociais. O livro &#8220;A Voz do Alem\u00e3o&#8221; conta um pouco de sua trajet\u00f3ria e seu contexto. Embora n\u00e3o vise lucro, o jornal \u00e9 um exemplo de empreendedorismo social, e consegue se manter por meio de patroc\u00ednio de grandes marcas e publicidade de neg\u00f3cios locais.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Diversas favelas do Brasil seguiram seu exemplo e passaram a manter seus pr\u00f3prios portais, p\u00e1ginas de facebook e twitters. O olhar local sobre o que acontece \u00e9 muitas vezes bem diferente do que a m\u00eddia tradicional oferece. Ele \u00e9 a fonte mais r\u00e1pida e confi\u00e1vel para registrar e divulgar as mortes no Complexo. Quando a Prefeitura demole neg\u00f3cios tradicionais no Alem\u00e3o por falta de permiss\u00e3o, ficamos sabendo que trabalhadores e clientes da comunidade t\u00eam uma vis\u00e3o muito diferente da a\u00e7\u00e3o do governo.<\/span><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"3\">\n<li><span style=\"color: #808080;\"><strong> Saneamento.<\/strong><\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Grande parte das periferias do Brasil vive sem condi\u00e7\u00f5es adequadas de saneamento b\u00e1sico, que o estado supostamente proveria a todos. Nem por isso os moradores ficam sentados \u00e0 merc\u00ea de doen\u00e7as e da sujeira.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 A favela do Sol Nascente, pr\u00f3xima a Bras\u00edlia, concorre com a Rocinha pelo t\u00edtulo de maior favela do Brasil. O que n\u00e3o est\u00e1 em discuss\u00e3o \u00e9 um outro triste t\u00edtulo dela: tem o pior saneamento b\u00e1sico do pa\u00eds. S\u00f3 6% das casas s\u00e3o ligadas \u00e0 rede de esgotos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 A Prefeitura tomou a iniciativa de cavar uma fossa na frente de cada casa. Depois disso, cada um que se vire. Dessa forma, as necessidades sanit\u00e1rias da popula\u00e7\u00e3o sustentam diversas empresas e profissionais aut\u00f4nomos que esvaziam e limpam as fossas s\u00e9pticas. O trabalho carrega algum estigma social, mas \u00e9 relativamente bem remunerado. Uma limpeza sai entre R$ 80,00 R$ 140,00.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Sem d\u00favida, a fossa s\u00e9ptica fica muito aqu\u00e9m da coleta de esgoto, mas \u00e9 bem melhor do que nada. Podemos apenas imaginar como seria a cara desse setor se o empreendedorismo e a concorr\u00eancia fossem permitidos tamb\u00e9m nos encanamentos e na coleta de esgoto formal. Sistemas informais \u2013 e portanto altamente prec\u00e1rios \u2013 surgem volta e meia em locais pouco servidos (e pouco fiscalizados) pelo estado. Mas o tipo de investimento pesado que uma rede s\u00f3lida requer \u00e9 invi\u00e1vel sem o amparo legal.<\/span><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"4\">\n<li><span style=\"color: #808080;\"><strong> Transporte.<\/strong><\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Nas grandes cidades brasileiras, o transporte de pessoas \u00e9 tratado como compet\u00eancia do governo. Ele \u00e9 que tem que planejar rotas, definir os pontos e esta\u00e7\u00f5es e decidir a quantidade de cada servi\u00e7o. Imagina se n\u00e3o houvesse defini\u00e7\u00e3o das rotas de \u00f4nibus, segrega\u00e7\u00e3o de faixas? Imagine se o direito de oferecer transporte fosse tirado das m\u00e3os das empresas monopolistas, ou dos possuidores de licen\u00e7a de taxis? Seria uma anarquia!<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Aparentemente, a anarquia funciona. Em muitas favelas brasileiras, vigora a livre concorr\u00eancia de servi\u00e7os de transporte. Taxis, vans, kombis, moto-taxis e at\u00e9 bicicletas. Qualquer pessoa pode prestar esse servi\u00e7o valioso e gerar renda para si. A maioria desses empreendedores gostaria de se regulamentar a atender seus clientes de forma completamente legal; mas os governos s\u00e3o t\u00e3o lentos, e as exig\u00eancias s\u00e3o tantas, que a maioria tem que seguir ganhando a vida no mercado informal. Seus consumidores agradecem.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 A clientela nos morros cariocas \u00e9 fiel. Motoqueiros acabam n\u00e3o apenas levando pessoas para cima e para baixo, como tamb\u00e9m fazendo entregas e at\u00e9 pagando boleto em banco para seus clientes mais pr\u00f3ximos. Felizmente, a fiscaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 pouca, o que permite que esse setor continue a operar.<\/span><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"5\">\n<li><span style=\"color: #808080;\"><strong> Artes pl\u00e1sticas.<\/strong><\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 As favelas nos morros do Rio de Janeiro t\u00eam um atrativo \u00f3bvio para turistas: a vista magn\u00edfica para o mar. Em S\u00e3o Paulo, a coisa \u00e9 mais dif\u00edcil. Parais\u00f3polis, que disputa com Heli\u00f3polis o status de maior favela da cidade, encontrou uma outra maneira de se destacar e atrair visitantes: as artes pl\u00e1sticas. S\u00e3o diversas atra\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 A comunidade tem um artesanato local vibrante. Um de seus maiores expoentes \u00e9 a oficina de Antonio Edivaldo da Silva, ou Berbela, mec\u00e2nico que faz esculturas com pe\u00e7as de ferro velho. Suas obras j\u00e1 ganharam destaque mundial e hoje aparecem na abertura da novela I Love Parais\u00f3polis.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 A arquitetura tamb\u00e9m conta com pelo menos dois artistas locais. Um \u00e9 o Antenor Feitosa, que fez uma casa inteira revestida de garrafas pet. Por dentro, a experi\u00eancia \u00e9 de se cruzar uma catedral de luz esverdeada. Outro \u00e9 Est\u00eav\u00e3o Concei\u00e7\u00e3o, o Gaud\u00ed de Parais\u00f3polis. Sua &#8220;Casa de Pedra&#8221; \u00e9 um verdadeiro deslumbre de criatividade e de uso de curvas e materiais inusitados, que lembram muito o car\u00e1ter org\u00e2nico da obra de Antoni Gaudi. Est\u00eav\u00e3o desenvolveu seu estilo isoladamente; nunca tinha ouvido falar do mestre de Barcelona. Mas visitantes notaram as semelhan\u00e7as e o Centro de Estudos Gaud\u00ed pagou sua viagem a Barcelona para conhecer e se inspirar a continuar suas cria\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Por essas e outras, Parais\u00f3polis conta com um turismo de suas artes. O tour art\u00edstico pelos pontos mais interessantes da vizinhan\u00e7a, que recebe o nome &#8220;Parais\u00f3polis das Artes&#8221;, organizado por l\u00edderes da pr\u00f3pria comunidade e feito a p\u00e9 com guias locais, custa R$ 150,00.<\/span><\/p>\n<\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-1{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 20px;}.fusion-builder-column-1 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) {.fusion-body .fusion-builder-column-1{width:100% !important;}.fusion-builder-column-1 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}@media only screen and (max-width:640px) {.fusion-body .fusion-builder-column-1{width:100% !important;}.fusion-builder-column-1 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}<\/style><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-2 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\" style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;padding: 0px 0px 0px 0px;\"><div class=\"fusion-separator fusion-full-width-sep\" style=\"align-self: center;margin-left: auto;margin-right: auto;width:100%;\"><div class=\"fusion-separator-border sep-double sep-solid\" style=\"border-color:#ffeb3b;border-top-width:1px;border-bottom-width:1px;\"><\/div><\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-4\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><pre><span style=\"color: #999999;\">*Artigo cedido polo Instituto Mises Brasil<\/span><\/pre>\n<\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-2{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 20px;}.fusion-builder-column-2 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) {.fusion-body .fusion-builder-column-2{width:100% !important;}.fusion-builder-column-2 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}@media only screen and (max-width:640px) {.fusion-body .fusion-builder-column-2{width:100% !important;}.fusion-builder-column-2 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}<\/style><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-flex-container.fusion-builder-row-1{ padding-top : 0px;margin-top : 0px;padding-right : 0px;padding-bottom : 0px;margin-bottom : 0px;padding-left : 0px;}<\/style><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-16160","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos-cy"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16160","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16160"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16160\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16161,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16160\/revisions\/16161"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16160"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16160"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16160"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}