{"id":16057,"date":"2018-03-23T23:32:20","date_gmt":"2018-03-23T21:32:20","guid":{"rendered":"https:\/\/xoandelugo.org\/?p=16057\/"},"modified":"2018-03-23T23:32:20","modified_gmt":"2018-03-23T21:32:20","slug":"estado-violencia-e-leis-privadas-thiago-beserra-gomes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/estado-violencia-e-leis-privadas-thiago-beserra-gomes\/","title":{"rendered":"ESTADO, VIOL\u00caNCIA E LEIS PRIVADAS &#8211; Thiago Beserra Gomes"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"background-color: rgba(255,255,255,0);background-position: center center;background-repeat: no-repeat;border-width: 0px 0px 0px 0px;border-color:#e2e2e2;border-style:solid;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start\" style=\"max-width:calc( 1200px + 0px );margin-left: calc(-0px \/ 2 );margin-right: calc(-0px \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\" style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;padding: 0px 0px 0px 0px;\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><h1 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #428fc9;\">ESTADO, VIOL\u00caNCIA E LEIS PRIVADAS<\/span><\/h1>\n<\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-2\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><h4 style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #428fc9;\"><em>\u00a0 \u00a0 &#8211;\u00a0Thiago Beserra Gomes &#8211;\u00a0\u00a0<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div><div class=\"fusion-separator fusion-full-width-sep\" style=\"align-self: center;margin-left: auto;margin-right: auto;width:100%;\"><div class=\"fusion-separator-border sep-single sep-solid\" style=\"border-color:#ffe500;border-top-width:1px;\"><\/div><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 20px;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) {.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}@media only screen and (max-width:640px) {.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}<\/style><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-1 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\" style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;padding: 0px 0px 0px 0px;\"><div class=\"fusion-text fusion-text-3\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 A viol\u00eancia \u2014 uso da for\u00e7a f\u00edsica \u2014 \u00e9 um fato recorrente no nosso dia-a-dia. Causa-nos indigna\u00e7\u00e3o quando criminosos agridem inocentes. Contudo, sabemos tamb\u00e9m que a viol\u00eancia \u00e9 necess\u00e1ria \u00e0s vezes justamente para impedir que esses criminosos fa\u00e7am o que bem entender. Ent\u00e3o, nossa intui\u00e7\u00e3o nos diz que a viol\u00eancia tem um uso mal\u00e9fico e outro ben\u00e9fico. Mas qual a medida que podemos usar para aplicar em cada caso?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 A filosofia individualista nos diz que somos donos dos nossos pr\u00f3prios corpos, assim ningu\u00e9m possui o direito de escravizar as pessoas. Ou seja, temos a propriedade inalien\u00e1vel do nosso corpo. Quando nos apropriamos de recursos sem dono, dando algum uso a eles, estamos apenas estendendo nossa propriedade sobre o nosso corpo para objetos f\u00edsicos. Se a pessoa A encontra uma terra sem dono e come\u00e7a a us\u00e1-la de alguma forma, ela torna-se sua. Caso uma pessoa B se interesse pela terra da pessoa A, ela tem formas leg\u00edtimas de adquiri-la. Primeiro, ela pode oferecer algo em troca, como, por exemplo, uma quantia em dinheiro. Segundo, ela pode simplesmente pedir a terra, e se a pessoa A resolver do\u00e1-la, n\u00e3o h\u00e1 nada de errado. Em \u00faltimo lugar, a pessoa A pode simplesmente abandonar a terra (n\u00e3o apenas sair dela, mas declarar que n\u00e3o a quer mais) e deixar para quem quiser se apropriar.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Mas existe outra forma de intera\u00e7\u00e3o social: a viol\u00eancia. A pessoa B, bem mais forte e armada que a pessoa A, resolve expulsar essa \u00faltima da terra. O que nossa intui\u00e7\u00e3o moral nos diz sobre isso? Ora, se a pessoa A tem a propriedade leg\u00edtima sobre a terra, ningu\u00e9m pode tom\u00e1-la. A viol\u00eancia da pessoa B \u00e9 do tipo agressiva, pois n\u00e3o respeitou o direito da pessoa A. Esta \u00faltima ent\u00e3o resolve contratar duas pessoas, C e D, indiv\u00edduos fortemente armados, para tomar sua terra de volta. Eles expulsam B da terra de A utilizando a viol\u00eancia, que nesse caso \u00e9 leg\u00edtima. Conclu\u00edmos ent\u00e3o nossa medida \u00e9tica, que \u00e9 apenas usar a viol\u00eancia para proteger a propriedade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Mas agora vamos supor que a terra da pessoa A seja f\u00e9rtil e produza uma grande quantidade de alimentos. A pessoa B, preocupada em alimentar os famintos de sua cidade, resolve tomar a terra. A pessoa B agora tem uma boa inten\u00e7\u00e3o \u2014 alimentar os pobres \u2014, mas utiliza de viol\u00eancia agressiva. Nesse caso, podemos dizer que a a\u00e7\u00e3o da pessoa B foi \u00e9tica? L\u00f3gico que n\u00e3o. Por qualquer que seja a inten\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 justo que a propriedade de ningu\u00e9m seja agredida. A pessoa B pode apenas persuadir a pessoa A a fazer doa\u00e7\u00f5es, ou comprar alimentos da sua terra, mas nunca agredir sua propriedade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Vamos supor outro caso, onde a pessoa B n\u00e3o pensa em tomar a terra da pessoa A. A pessoa B agora exige que a pessoa A pague uma quantia por m\u00eas sobre o seu lucro da produ\u00e7\u00e3o de alimentos. Essa a\u00e7\u00e3o \u00e9 leg\u00edtima? Mais uma vez, n\u00e3o. Mesmo a pessoa B n\u00e3o tomando diretamente a terra, est\u00e1 roubando A ao exigir que ela lhe d\u00ea uma quantia que conseguiu com sua propriedade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\"><strong>\u00a0 O estado.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 A pessoa B nos exemplos acima pode muito bem ser substitu\u00edda pelo estado. Com a justificativa de proteger os cidad\u00e3os, o estado agride constantemente suas propriedades. Proibi\u00e7\u00f5es, regula\u00e7\u00f5es, taxa\u00e7\u00f5es, sequestros, roubos etc; a lista de crimes do estado \u00e9 imensa. Todavia, n\u00e3o \u00e9 incomum que as constitui\u00e7\u00f5es dos estados nos digam que uma de suas fun\u00e7\u00f5es \u00e9 proteger a propriedade. E realmente existem alguns \u00f3rg\u00e3os na estrutura governamental que fazem isso. O governo, em alguns casos, utiliza de viol\u00eancia leg\u00edtima. Um exemplo s\u00e3o os departamentos de sequestro e furtos da pol\u00edcia. Contudo, o governo usa a viol\u00eancia leg\u00edtima atrav\u00e9s da viol\u00eancia agressiva. Para custear esses departamentos, o governo recolhe coercitivamente impostos. Alguns argumentam que, no caso de regimes democr\u00e1ticos, como o governo representa a &#8220;vontade do povo&#8221;, a coer\u00e7\u00e3o estatal \u00e9 leg\u00edtima. Mas vimos que o que define o bom e o mau uso da viol\u00eancia n\u00e3o \u00e9 a vontade popular, mas sim a propriedade. Se a vontade da maioria for que se tome a propriedade da minoria, tal a\u00e7\u00e3o torna-se leg\u00edtima? Obviamente n\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 &#8220;Mas a democracia tem limites, pois as pessoas t\u00eam direitos&#8221;, algu\u00e9m pode contra-argumentar. Ou seja, a democracia \u00e9 limitada por alguns direitos fundamentais dos indiv\u00edduos. Mesmo que a maioria, por vota\u00e7\u00e3o popular, escolha escravizar a minoria, essa decis\u00e3o n\u00e3o \u00e9 v\u00e1lida, pois \u00e9 fato que viola direitos individuais. Mas em que s\u00e3o baseados os direitos individuais? Na \u00e9tica da propriedade! E a implica\u00e7\u00e3o l\u00f3gica dessa \u00e9tica nos diz que a viol\u00eancia agressiva \u00e9 ileg\u00edtima \u2014 logo, mesmo um estado democr\u00e1tico \u00e9 ileg\u00edtimo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Alguns liberais argumentam, entretanto, que o estado \u00e9 um mal necess\u00e1rio. Mesmo utilizando de viol\u00eancia agressiva, precisamos do aparato estatal para nos prover seguran\u00e7a e justi\u00e7a. De fato, h\u00e1 um incr\u00edvel consenso entre socialistas e liberais sobre a necessidade da interven\u00e7\u00e3o do governo nessas duas \u00e1reas. Ent\u00e3o, a viol\u00eancia leg\u00edtima que o estado nos proporciona \u00e9 superior \u00e0 viol\u00eancia agressiva. Ou seja, o estado \u00e9 anti\u00e9tico, mas necess\u00e1rio para a intera\u00e7\u00e3o social.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\"><strong>\u00a0 Sociedade de leis privadas.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Se a \u00e9tica nos revela o porqu\u00ea de determinada conduta ser justa ou injusta, ela nos revela tamb\u00e9m o que \u00e9 ben\u00e9fico e mal\u00e9fico na intera\u00e7\u00e3o social \u2014 logo, \u00e9 imposs\u00edvel determinada organiza\u00e7\u00e3o social ser anti\u00e9tica e ao mesmo tempo necess\u00e1ria para a sociedade. Resumindo: O estado, al\u00e9m de anti\u00e9tico, \u00e9 desnecess\u00e1rio para manter as boas rela\u00e7\u00f5es entre os indiv\u00edduos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Mas, ent\u00e3o, como resolver o problema da seguran\u00e7a e justi\u00e7a num ambiente com leis privadas? Primeiramente, \u00e9 bom esclarecer o que queremos dizer com &#8220;sociedade de leis privadas&#8221;. Como a propriedade \u00e9 o n\u00facleo da ordem social, as pessoas possuem liberdade para criar suas leis. Tais leis podem ser individuais ou coletivas. Elas t\u00eam liga\u00e7\u00e3o com nossos costumes e h\u00e1bitos. As leis individuais dizem respeito \u00e0 nossa propriedade. Dentro da nossa propriedade criamos nossas regras, com o \u00fanico limite de respeitar a propriedade alheia. Por exemplo, a pessoa A n\u00e3o pode criar a seguinte lei: &#8220;quem entrar na minha propriedade ser\u00e1 meu escravo&#8221;. Claramente isso desrespeita a \u00e9tica da propriedade. Leis coletivas s\u00e3o criadas por acordos ou contratos. Os indiv\u00edduos concordam entre si em segui-la. Como exemplo, temos os shoppings e condom\u00ednios.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Podemos encontrar algumas obje\u00e7\u00f5es \u00e0 sociedade de leis privadas, como: &#8220;Mas tudo viraria bagun\u00e7a se cada um pudesse criar sua pr\u00f3pria lei!&#8221;. Como dito acima, essas leis tem limites, pois as pessoas est\u00e3o sujeitas \u00e0 \u00e9tica da propriedade. Caso usem viol\u00eancia agressiva, est\u00e3o sujeitas \u00e0s puni\u00e7\u00f5es cab\u00edveis. Entretanto, pode surgir essa outra obje\u00e7\u00e3o: &#8220;Mas e se um indiv\u00edduo n\u00e3o der a m\u00ednima para a \u00e9tica da propriedade? Pior, e se ele for rico e bem armado e come\u00e7ar a aterrorizar as pessoas para que elas lhe obede\u00e7am?&#8221;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Como consequ\u00eancia de nos revelar o que \u00e9 justo, a \u00e9tica da propriedade tamb\u00e9m nos mostra o m\u00e1ximo de bem-estar que pode ser gerado pela intera\u00e7\u00e3o social. Isso significa que essa \u00e9tica n\u00e3o \u00e9 apenas justa, mas tem os melhores resultados sociais, inclusive econ\u00f4micos. Todas as crises sociais que tivemos durante a hist\u00f3ria foram resultados de agress\u00f5es \u00e0 propriedade. Ent\u00e3o, se um indiv\u00edduo n\u00e3o der a m\u00ednima para a \u00e9tica da propriedade, ele \u00e9 criminoso: fraudador, ladr\u00e3o, assassino etc. Caso esse indiv\u00edduo comece a usar sua for\u00e7a f\u00edsica para aterrorizar as outras pessoas, estar\u00e1 agindo exatamente como o estado: ou se submete \u00e0s suas ordens ou \u00e9 perseguido como se fosse um criminoso. A vantagem de leis privadas para impedir um caso de um indiv\u00edduo como esse \u00e9 que ele \u00e9 obrigado a internalizar os custos. Como o estado recolhe renda \u00e0 for\u00e7a das pessoas, ele pode gastar sem se preocupar muito, pois os custos s\u00e3o externalizados sempre. O indiv\u00edduo do nosso exemplo ter\u00e1 que arcar com os custos, a n\u00e3o ser que ele mesmo monte um estado e comece a recolher impostos. Tal exemplo nos esclarece o motivo pelo qual as a\u00e7\u00f5es do governo s\u00e3o naturalmente agressivas. O indiv\u00edduo do exemplo age quase como um governo (no pior dos casos, ele mesmo ter\u00e1 de montar um).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Explicado esses pontos, voltemos \u00e0 nossa pergunta anterior: como funcionaria a seguran\u00e7a e a justi\u00e7a na sociedade de leis privadas? A pol\u00edcia do governo n\u00e3o existiria, e a seguran\u00e7a seria fornecida por firmas privadas. Uma boa descri\u00e7\u00e3o do funcionamento de ag\u00eancias privadas de seguran\u00e7a \u00e9 do economista e f\u00edsico David Friedman em sua obra <em>Anarchy and Efficient Law<\/em>. O exemplo que o autor usa \u00e9 o de um roubo de uma televis\u00e3o. Vamos supor que a pessoa B roube a televis\u00e3o da pessoa A, e esta possua uma grava\u00e7\u00e3o como prova e ligue para sua pol\u00edcia privada. Um representante da pol\u00edcia de A vai \u00e0 casa de B e exige a devolu\u00e7\u00e3o da televis\u00e3o e amea\u00e7a dizendo que, caso ele n\u00e3o entregue, voltar\u00e1 com tr\u00eas homens armados. A pessoa B diz que a televis\u00e3o foi um presente e que se o representante voltar com tr\u00eas homens, ele vai ligar para sua pr\u00f3pria pol\u00edcia vir com cinco homens armados. Existem tr\u00eas formas como as pol\u00edcias privadas podem resolver essa situa\u00e7\u00e3o de conflito:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 1) Entrando em guerra; mas essa solu\u00e7\u00e3o \u00e9 a pior de todas, pois, diferente do estado, as pol\u00edcias privadas n\u00e3o podem externalizar custos, ent\u00e3o uma guerra contaria como despesa, o que diminuiria substancialmente os lucros.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 2) As pol\u00edcias podem fazer uma negocia\u00e7\u00e3o para resolver o conflito sem precisar pegar em armas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 3) um acordo no qual um tribunal privado ir\u00e1 julgar o caso. Quando a decis\u00e3o for proferida, as duas pol\u00edcias concordam em obedec\u00ea-la. Mas por que as pol\u00edcias deveriam confiar em algum tribunal privado? O tribunal privado, que busca o lucro, n\u00e3o seria mais f\u00e1cil de subornar? Pelo contr\u00e1rio: num ambiente de leis privadas, os tribunais tendem a ser mais honestos porque eles possuem uma reputa\u00e7\u00e3o para preservar, diferente dos tribunais do estado, que n\u00e3o necessitam de clientes, pois possuem poder de monop\u00f3lio. Se qualquer ag\u00eancia de pol\u00edcia desconfiar que determinado tribunal seja desonesto, ela n\u00e3o ir\u00e1 contrat\u00e1-lo. Os tribunais ser\u00e3o contratados se, pelo contr\u00e1rio, mostrarem rigor t\u00e9cnico nas decis\u00f5es. Um esc\u00e2ndalo para um tribunal ou pol\u00edcia privada \u00e9 pren\u00fancio de sua fal\u00eancia \u2014 logo, na sociedade de leis privadas h\u00e1 uma tend\u00eancia para ambos serem honestos e eficientes.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\"><strong>\u00a0 Conclus\u00e3o.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 A \u00e9tica da propriedade e a sociedade de leis privadas podem parecer um pouco estranhas ao leitor acostumado com pensamentos socialistas e intervencionistas, onde o governo \u00e9 supostamente respons\u00e1vel pelo &#8220;bem p\u00fablico&#8221;. Na verdade, o governo \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o que agride a propriedade e concede privil\u00e9gios a certos grupos. O n\u00facleo de estabilidade da ordem social \u00e9 a propriedade privada. Assim, para a sociedade ter paz, prosperidade e justi\u00e7a, ela deve se basear nessa \u00e9tica. Seria bom que n\u00e3o existisse viol\u00eancia, mas sabemos que isso \u00e9 utopia. O uso da viol\u00eancia s\u00f3 \u00e9 leg\u00edtimo para proteger a vida e a propriedade. Quanto mais uma sociedade se afasta desses pressupostos, mais se torna ca\u00f3tica.<\/span><\/p>\n<\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-1{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 20px;}.fusion-builder-column-1 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) {.fusion-body .fusion-builder-column-1{width:100% !important;}.fusion-builder-column-1 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}@media only screen and (max-width:640px) {.fusion-body .fusion-builder-column-1{width:100% !important;}.fusion-builder-column-1 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}<\/style><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-2 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\" style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;padding: 0px 0px 0px 0px;\"><div class=\"fusion-separator fusion-full-width-sep\" style=\"align-self: center;margin-left: auto;margin-right: auto;width:100%;\"><div class=\"fusion-separator-border sep-double sep-solid\" style=\"border-color:#ffeb3b;border-top-width:1px;border-bottom-width:1px;\"><\/div><\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-4\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><pre><span style=\"color: #999999;\">*Artigo cedido polo Instituto Mises Brasil<\/span><\/pre>\n<\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-2{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 20px;}.fusion-builder-column-2 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) {.fusion-body .fusion-builder-column-2{width:100% !important;}.fusion-builder-column-2 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}@media only screen and (max-width:640px) {.fusion-body .fusion-builder-column-2{width:100% !important;}.fusion-builder-column-2 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}<\/style><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-flex-container.fusion-builder-row-1{ padding-top : 0px;margin-top : 0px;padding-right : 0px;padding-bottom : 0px;margin-bottom : 0px;padding-left : 0px;}<\/style><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-16057","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos-cy"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16057","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16057"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16057\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16059,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16057\/revisions\/16059"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16057"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16057"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16057"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}