{"id":15865,"date":"2018-01-29T23:28:11","date_gmt":"2018-01-29T21:28:11","guid":{"rendered":"https:\/\/xoandelugo.org\/?p=15865\/"},"modified":"2018-01-29T23:28:11","modified_gmt":"2018-01-29T21:28:11","slug":"dez-licoes-de-economia-para-iniciantes-nona-licao-moeda-e-precos-ubiratan-jorge-iorio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/dez-licoes-de-economia-para-iniciantes-nona-licao-moeda-e-precos-ubiratan-jorge-iorio\/","title":{"rendered":"DEZ LI\u00c7\u00d5ES DE ECONOMIA PARA INICIANTES &#8211; NONA LI\u00c7\u00c3O: MOEDA E PRE\u00c7OS. Ubiratan Jorge Iorio"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"background-color: rgba(255,255,255,0);background-position: center center;background-repeat: no-repeat;border-width: 0px 0px 0px 0px;border-color:#e2e2e2;border-style:solid;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start\" style=\"max-width:calc( 1200px + 0px );margin-left: calc(-0px \/ 2 );margin-right: calc(-0px \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\" style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;padding: 0px 0px 0px 0px;\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><h1 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #428fc9;\">DEZ LI\u00c7\u00d5ES DE ECONOMIA PARA INICIANTES &#8211; NONA LI\u00c7\u00c3O: MOEDA E PRE\u00c7OS<\/span><\/h1>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-2\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><h4 style=\"text-align: right;\"><em><span style=\"color: #428fc9;\">\u00a0 \u00a0 &#8211;\u00a0Ubiratan Jorge Iorio &#8211;\u00a0\u00a0<\/span><\/em><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div><div class=\"fusion-separator fusion-full-width-sep\" style=\"align-self: center;margin-left: auto;margin-right: auto;width:100%;\"><div class=\"fusion-separator-border sep-single sep-solid\" style=\"border-color:#ffe500;border-top-width:1px;\"><\/div><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 20px;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) {.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}@media only screen and (max-width:640px) {.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}<\/style><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-1 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\" style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;padding: 0px 0px 0px 0px;\"><div class=\"fusion-text fusion-text-3\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Um dos maiores avan\u00e7os de todos os tempos foi sem d\u00favida a inven\u00e7\u00e3o da moeda. Sim, hoje \u00e9 dif\u00edcil pensar que as transa\u00e7\u00f5es eram realizadas sem dinheiro, mas na mais remota antiguidade o que existiam eram trocas diretas: se voc\u00ea, por exemplo, criava galinhas e desejava comprar arroz, deveria levar algumas galinhas at\u00e9 o mercado (que era um espa\u00e7o f\u00edsico) e procurar algu\u00e9m que, ao mesmo tempo estivesse interessado nas suas galinhas e que tivesse arroz para trocar por elas. \u00c9 f\u00e1cil perceber que isso dificultava tremendamente as trocas, porque os custos de transa\u00e7\u00e3o envolvidos eram gigantescos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 O passo seguinte, centenas de anos depois, em um processo de evolu\u00e7\u00e3o chamado ordem espont\u00e2nea, em que as coisas v\u00e3o sendo descobertas como consequ\u00eancia da a\u00e7\u00e3o das pessoas, mas sem que elas planejem como ser\u00e3o descobertas, foi a chamada moeda-mercadoria. Algumas mercadorias, por serem dur\u00e1veis, por serem f\u00e1ceis de transportar e, principalmente, por serem aceitas em quase todas as trocas, transformaram-se na moeda da \u00e9poca. O sal foi a principal dessas mercadorias. Ent\u00e3o, voc\u00ea n\u00e3o precisava mais levar suas galinhas ao mercado para troc\u00e1-las por arroz, bastava levar certa quantidade de sal.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Mais tarde, sempre seguindo essa evolu\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea, os metais preciosos, como ouro e prata, passaram a ser usados como moeda, especialmente depois da inven\u00e7\u00e3o do processo de cunhagem. A etapa seguinte foi a da chamada moeda-papel, um certificado nominativo que voc\u00ea recebia do seu banqueiro declarando que voc\u00ea havia depositado certa quantidade de ouro e que s\u00f3 voc\u00ea poderia pegar de volta quando desejasse. Quando esses pap\u00e9is passaram a ser ao portador, se transformaram no papel-moeda. E o que chamamos de moeda ou dinheiro passou a ser composto por aqueles certificados (que se transformaram com o tempo nas c\u00e9dulas) e as moedas met\u00e1licas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Posteriormente, quando os banqueiros descobriram que poderiam emprestar parte do dinheiro que recebiam como dep\u00f3sitos (mesmo este dinheiro n\u00e3o lhes pertencendo, o que \u00e9 um absurdo) ao p\u00fablico, esses empr\u00e9stimos, ao gerarem novos dep\u00f3sitos, transformaram-se no que conhecemos como moeda escritural. E a moeda ou dinheiro passou a ser o papel-moeda (mais as moedas met\u00e1licas) e os dep\u00f3sitos \u00e0 vista do p\u00fablico nos bancos comerciais. A faceta mais moderna desse processo evolutivo \u00e9 a chamada moeda eletr\u00f4nica, que s\u00e3o os cart\u00f5es magn\u00e9ticos utilizados largamente a partir do final do s\u00e9culo XX. Qual ser\u00e1 o pr\u00f3ximo passo? \u00c9 imposs\u00edvel dizermos, porque, como ressaltamos, a moeda \u00e9 uma ordem espont\u00e2nea, um produto da a\u00e7\u00e3o humana, por\u00e9m n\u00e3o planejada.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Os economistas austr\u00edacos sempre disseram que aumentos na quantidade existente de moeda n\u00e3o geram benef\u00edcios para a sociedade, basicamente porque eles n\u00e3o alteram os servi\u00e7os de troca que a moeda proporciona; apenas diluem o poder de compra de cada unidade monet\u00e1ria. Portanto, n\u00e3o existe nenhuma &#8220;necessidade social&#8221; que justifique o crescimento da quantidade de moeda, nem mesmo se a produ\u00e7\u00e3o ou a popula\u00e7\u00e3o aumentarem: simplesmente, as pessoas poder\u00e3o manter uma propor\u00e7\u00e3o maior de dinheiro para uma dada quantidade de moeda, gastando menos, o que far\u00e1 subir o poder de compra desse dinheiro. Conforme Mises escreveu no cap\u00edtulo XVII de &#8220;A\u00e7\u00e3o Humana&#8221;, em 1948, &#8220;&#8230; a quantidade de moeda dispon\u00edvel em toda a economia \u00e9 sempre suficiente para assegurar a todos tudo o que a moeda faz e pode fazer&#8221;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 A infla\u00e7\u00e3o \u2014 que n\u00e3o deve ser entendida simplesmente como um aumento cont\u00ednuo e generalizado de pre\u00e7os (este \u00e9 o seu efeito, n\u00e3o a sua causa), mas como uma queda progressiva do poder de compra da unidade monet\u00e1ria e a correspondente eleva\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os \u2014 \u00e9 um m\u00e9todo pelo qual o governo, o sistema banc\u00e1rio que ele controla e os grupos que ele favorece politicamente adquirem a capacidade de expropriar parte da riqueza dos demais grupos da sociedade. Portanto, \u00e9 mais do que aconselh\u00e1vel \u2014 \u00e9 crucial \u2014 que a sociedade, mediante o estabelecimento de institui\u00e7\u00f5es adequadas, impe\u00e7a que os governos e os pol\u00edticos tomem conta da quantidade de moeda, emitindo a seu bel prazer. O economista Friedrich von Hayek, um dos gigantes da Escola Austr\u00edaca, tem uma frase muito apropriada para descrever esse perigo: &#8220;Entregar o controle da oferta monet\u00e1ria aos pol\u00edticos \u00e9 o mesmo que pedir a um gato para tomar conta de um pires de leite&#8221;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Por sinal, antigamente n\u00e3o eram os governos que emitiam as moedas: elas eram emitidas por banqueiros privados e competiam entre si. Posteriormente \u00e9 que os governos descobriram que era um grande neg\u00f3cio para eles serem os detentores do monop\u00f3lio da moeda e inventaram a chamada &#8220;moeda de curso legal&#8221;, aquela que, por decreto, \u00e9 a moeda &#8220;oficial&#8221; de um pa\u00eds ou grupo de pa\u00edses.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Vamos abordar agora uma quest\u00e3o importante e que est\u00e1 sempre relacionada com a moeda. O que vem a ser a infla\u00e7\u00e3o? Sua causa prim\u00e1ria, sempre e em qualquer lugar, \u00e9 um crescimento na moeda e no cr\u00e9dito sem lastro em aumentos correspondentes na produ\u00e7\u00e3o, na produtividade e na popula\u00e7\u00e3o. Na verdade, a infla\u00e7\u00e3o deve ser definida mais propriamente como essa amplia\u00e7\u00e3o na oferta de moeda e cr\u00e9dito, e n\u00e3o da forma que se tornou usual \u2014 como um aumento cont\u00ednuo e generalizado de pre\u00e7os. A utiliza\u00e7\u00e3o da palavra &#8220;infla\u00e7\u00e3o&#8221; com este segundo significado tem gerado muitas interpreta\u00e7\u00f5es incorretas ao longo dos anos, produzindo diagn\u00f3sticos equivocados e terapias desastrosas. Obviamente, expans\u00f5es monet\u00e1rias n\u00e3o s\u00e3o o mesmo que as eleva\u00e7\u00f5es em todos os pre\u00e7os que elas provocam, porque causa n\u00e3o \u00e9 efeito.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Infla\u00e7\u00e3o significa simplesmente que se a moeda e o cr\u00e9dito s\u00e3o &#8220;inflados&#8221;, os agentes econ\u00f4micos passam a dispor de mais dinheiro para comprar bens e servi\u00e7os; ora, se a oferta desses \u00faltimos n\u00e3o cresce \u00e0 mesma velocidade que a das emiss\u00f5es \u2014 o que \u00e9 de se esperar, pois, no mundo real, tartarugas n\u00e3o conseguem acompanhar lebres \u2014, ent\u00e3o seus pre\u00e7os crescer\u00e3o e continuar\u00e3o a aumentar enquanto a causa persistir.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Como disse o Professor Mises, a batata \u00e9 mais barata do que o caviar porque sua oferta \u00e9 muito mais abundante. Pois em um processo inflacion\u00e1rio, a moeda e o cr\u00e9dito desempenham o papel da batata e os demais bens e servi\u00e7os o do caviar: para comprar as mesmas quantidades de produtos, ser\u00e3o necess\u00e1rias cada vez mais unidades monet\u00e1rias, assim como para comprar caviar se gasta mais do que para comprar batatas. \u00c9 t\u00e3o simples! Se h\u00e1 mais reais circulando sem lastro, nada mais natural do que o valor do real diminuir relativamente aos dos demais bens!<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Uma das fal\u00e1cias mais repetidas \u00e9 a de que a causa da infla\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o excessos de moeda e cr\u00e9dito, mas &#8220;escassez&#8221; de produtos. \u00c9 verdade que um aumento de pre\u00e7os \u2014 que n\u00e3o deve ser confundido com infla\u00e7\u00e3o \u2014 pode ser causado tanto por expans\u00f5es da moeda e do cr\u00e9dito como por escassez de produtos, ou por ambos. O pre\u00e7o do trigo, por exemplo, pode crescer temporariamente por conta de algum problema na safra, mas n\u00e3o h\u00e1 caso, mesmo em economias de guerra, de aumentos generalizados de pre\u00e7os gerados por escassez universal de bens. Na Alemanha p\u00f3s-guerra de 1923, por exemplo, os pre\u00e7os subiam astronomicamente, todos reclamavam contra a escassez generalizada, mas levas de estrangeiros entravam no pa\u00eds para comprar produtos alem\u00e3es, porque muitos pre\u00e7os eram menores na Alemanha do que em seus pa\u00edses.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Guarde o seguinte: existe infla\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o existe &#8220;infla\u00e7\u00e3o dos alimentos&#8221;, ou &#8220;infla\u00e7\u00e3o&#8221; da cenoura, do chuchu, dos barbeiros, das pizzas, do cafezinho ou do petr\u00f3leo. Por mais importante que seja na economia, nenhum produto \u00e9 capaz de provocar aumentos permanentes em todos os demais, mas, devido ao p\u00e9ssimo h\u00e1bito de se olhar apenas para o que os \u00edndices mensais de pre\u00e7os refletem, sempre \u00e9 poss\u00edvel encontrar o vil\u00e3o da vez, o bandido do m\u00eas, aquele pre\u00e7o que subiu acima da m\u00e9dia&#8230;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Sair em uma noite fria sem estar agasalhado costuma causar gripe, cujos sintomas \u2014 dores no corpo, prostra\u00e7\u00e3o e entupimento nasal \u2014 apenas se manifestam dois ou tr\u00eas dias depois. Da mesma forma, a infla\u00e7\u00e3o nasce quando ocorre crescimento sem lastro na moeda e no cr\u00e9dito e se torna vis\u00edvel alguns meses depois, quando todos os pre\u00e7os come\u00e7am a subir sem parar.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 As varia\u00e7\u00f5es na quantidade de moeda em circula\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o &#8220;neutras&#8221; porque n\u00e3o afetam todos os pre\u00e7os de maneira uniforme e, portanto, alteram os pre\u00e7os relativos e, assim, a estrutura de capital, como veremos na pr\u00f3xima aula!<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 A id\u00e9ia central dos austr\u00edacos \u00e9 que o dinheiro novo entra em um ponto espec\u00edfico do sistema econ\u00f4mico e, sendo assim, ele \u00e9 gasto em certos bens e servi\u00e7os particulares, at\u00e9 que, gradualmente, vai-se espalhando por todo o sistema, assim como um objeto qualquer, ao ser atirado na superf\u00edcie de um lago, forma c\u00edrculos conc\u00eantricos com di\u00e2metros progressivamente maiores, ou como quando se derrama mel no centro de um pires e ele vai-se espalhando a partir do mont\u00edculo que se forma no ponto em que est\u00e1 sendo derramado (analogias, respectivamente, de Mises e Hayek). Por isso, alguns gastos e pre\u00e7os mudam antes e outros mudam depois e, enquanto a mudan\u00e7a monet\u00e1ria \u2014 digamos, uma expans\u00e3o do cr\u00e9dito \u2014 for mantida, sua irradia\u00e7\u00e3o para gastos e pre\u00e7os persiste em movimento.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Assim, as altera\u00e7\u00f5es provocadas nos pre\u00e7os relativos, que s\u00e3o definidos como as compara\u00e7\u00f5es de todos os pre\u00e7os tomados dois a dois, produzem mudan\u00e7as na aloca\u00e7\u00e3o de recursos. Quando ocorre uma expans\u00e3o do cr\u00e9dito banc\u00e1rio, supondo que as expectativas quanto \u00e0 infla\u00e7\u00e3o futura n\u00e3o existam, as taxas de juros, inicialmente, caem, mantendo-se abaixo dos n\u00edveis que alcan\u00e7ariam se o cr\u00e9dito n\u00e3o tivesse aumentado. O efeito disso \u00e9 que, necessariamente, os padr\u00f5es de gastos sofrer\u00e3o altera\u00e7\u00f5es: os gastos de investimentos subir\u00e3o relativamente aos gastos de consumo corrente e \u00e0s poupan\u00e7as. Portanto, a expans\u00e3o monet\u00e1ria, necessariamente, provoca uma descoordena\u00e7\u00e3o entre os planos de poupan\u00e7a e de investimento do setor privado. Esse impacto descoordenador da pol\u00edtica monet\u00e1ria \u00e9 essencial na vis\u00e3o hayekiana, mas n\u00e3o \u00e9 levado em conta pela teoria macroecon\u00f4mica convencional.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Como este curso \u00e9 dirigido a iniciantes em economia, n\u00e3o vamos discutir a importantes quest\u00f5es: os governos devem continuar detendo o monop\u00f3lio sobre a moeda? Os bancos centrais devem mesmo existir? Para incentivar voc\u00ea a se aprofundar no fascinante mundo econ\u00f4mico, vamos apenas dizer que a resposta de alguns austr\u00edacos (entre os quais me incluo) para ambas as perguntas \u00e9: n\u00e3o!<\/span><\/p>\n<\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-1{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 20px;}.fusion-builder-column-1 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) {.fusion-body .fusion-builder-column-1{width:100% !important;}.fusion-builder-column-1 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}@media only screen and (max-width:640px) {.fusion-body .fusion-builder-column-1{width:100% !important;}.fusion-builder-column-1 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}<\/style><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-2 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\" style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;padding: 0px 0px 0px 0px;\"><div class=\"fusion-separator fusion-full-width-sep\" style=\"align-self: center;margin-left: auto;margin-right: auto;width:100%;\"><div class=\"fusion-separator-border sep-double sep-solid\" style=\"border-color:#ffeb3b;border-top-width:1px;border-bottom-width:1px;\"><\/div><\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-4\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><pre><span style=\"color: #999999;\">*artigo cedido polo Instituto Mises Brasil<\/span><\/pre>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-2{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 20px;}.fusion-builder-column-2 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) {.fusion-body .fusion-builder-column-2{width:100% !important;}.fusion-builder-column-2 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}@media only screen and (max-width:640px) {.fusion-body .fusion-builder-column-2{width:100% !important;}.fusion-builder-column-2 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}<\/style><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-flex-container.fusion-builder-row-1{ padding-top : 0px;margin-top : 0px;padding-right : 0px;padding-bottom : 0px;margin-bottom : 0px;padding-left : 0px;}<\/style><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-15865","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos-cy"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15865","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15865"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15865\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15867,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15865\/revisions\/15867"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15865"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15865"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15865"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}