{"id":15722,"date":"2017-12-16T00:29:19","date_gmt":"2017-12-15T22:29:19","guid":{"rendered":"https:\/\/xoandelugo.org\/?p=15722\/"},"modified":"2017-12-16T00:29:47","modified_gmt":"2017-12-15T22:29:47","slug":"diez-lecciones-de-economia-cuarta-leccion-que-son-los-mercados-y-como-se-determinan-los-precios-ubiratan-jorge-iorio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/diez-lecciones-de-economia-cuarta-leccion-que-son-los-mercados-y-como-se-determinan-los-precios-ubiratan-jorge-iorio\/","title":{"rendered":"DIEZ LECCIONES DE ECONOM\u00cdA \u2013 CUARTA LECCI\u00d3N: QU\u00c9 SON LOS MERCADOS Y C\u00d3MO SE DETERMINAN LOS PRECIOS &#8211; Ubiratan Jorge Iorio"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"background-color: rgba(255,255,255,0);background-position: center center;background-repeat: no-repeat;border-width: 0px 0px 0px 0px;border-color:#e2e2e2;border-style:solid;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start\" style=\"max-width:calc( 1200px + 0px );margin-left: calc(-0px \/ 2 );margin-right: calc(-0px \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\" style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;padding: 0px 0px 0px 0px;\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><h1 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #428fc9;\">DEZ LI\u00c7\u00d5ES DE ECONOMIA &#8211; QUARTA LI\u00c7\u00c3O: O QUE S\u00c3O OS MERCADOS E COMO S\u00c3O DETERMINADOS OS PRE\u00c7OS<\/span><\/h1>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-2\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><h4 style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #428fc9;\"><em>\u00a0 \u00a0 &#8211;\u00a0Ubiratan Jorge Iorio &#8211;\u00a0<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div><div class=\"fusion-separator fusion-full-width-sep\" style=\"align-self: center;margin-left: auto;margin-right: auto;width:100%;\"><div class=\"fusion-separator-border sep-single sep-solid\" style=\"border-color:#ffe500;border-top-width:1px;\"><\/div><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 20px;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) {.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}@media only screen and (max-width:640px) {.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}<\/style><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-1 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\" style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;padding: 0px 0px 0px 0px;\"><div class=\"fusion-text fusion-text-3\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Para definir os mercados, vamos utilizar as palavras do Prof. Ludwig von Mises, uma defini\u00e7\u00e3o simples, completa, abrangente e magistral, como praticamente tudo o que Mises escreveu e ensinou. A grandeza dessa defini\u00e7\u00e3o est\u00e1 em sua simplicidade, o que mostra que a economia \u00e9 algo simples, quando temos a humildade para reconhecer isso, atributo que s\u00f3 gigantes como Mises costumam possuir.<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">A economia de mercado \u00e9 o sistema social baseado na divis\u00e3o do trabalho e na propriedade privada dos meios de produ\u00e7\u00e3o. Todos agem por conta pr\u00f3pria; mas as a\u00e7\u00f5es de cada um procuram satisfazer tanto as suas pr\u00f3prias necessidades como tamb\u00e9m as necessidades de outras pessoas. Ao agir, todos servem seus concidad\u00e3os. Por outro lado, todos s\u00e3o por eles servidos. Cada um \u00e9 ao mesmo tempo um meio e um fim; um fim \u00faltimo em si mesmo e um meio para que outras pessoas possam atingir seus pr\u00f3prios fins.<\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Este sistema \u00e9 guiado pelo mercado. O mercado orienta as atividades dos indiv\u00edduos por caminhos que possibilitam melhor servir as necessidades de seus semelhantes. N\u00e3o h\u00e1, no funcionamento do mercado, nem compuls\u00e3o nem coer\u00e7\u00e3o. O estado, o aparato social de coer\u00e7\u00e3o e compuls\u00e3o, n\u00e3o interfere nas atividades dos cidad\u00e3os, as quais s\u00e3o dirigidas pelo mercado. O estado utiliza o seu poder exclusivamente com o prop\u00f3sito de evitar que as pessoas empreendam a\u00e7\u00f5es lesivas \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o e ao funcionamento da economia de mercado. Protege a vida, a sa\u00fade e a propriedade do indiv\u00edduo contra a agress\u00e3o violenta ou fraudulenta por parte de malfeitores internos e de inimigos externos. Assim, o estado se limita a criar e a preservar o ambiente onde a economia de mercado pode funcionar em seguran\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Prossegue o Professor Mises:<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 O mercado n\u00e3o \u00e9 um local, uma coisa, uma entidade coletiva. O mercado \u00e9 um processo, impulsionado pela intera\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es dos v\u00e1rios indiv\u00edduos que cooperam sob o regime da divis\u00e3o do trabalho. As for\u00e7as que determinam a \u2014 sempre vari\u00e1vel \u2014 situa\u00e7\u00e3o do mercado s\u00e3o os julgamentos de valor dos indiv\u00edduos e suas a\u00e7\u00f5es baseadas nesses julgamentos de valor. A situa\u00e7\u00e3o do mercado em um determinado momento \u00e9 a estrutura de pre\u00e7os, isto \u00e9, o conjunto de rela\u00e7\u00f5es de troca estabelecido pela intera\u00e7\u00e3o daqueles que est\u00e3o desejosos de vender com aqueles que est\u00e3o desejosos de comprar. N\u00e3o h\u00e1 nada, em rela\u00e7\u00e3o ao mercado, que n\u00e3o seja humano, que seja m\u00edstico. O processo de mercado resulta exclusivamente das a\u00e7\u00f5es humanas. Todo fen\u00f4meno de mercado pode ser rastreado at\u00e9 as escolhas espec\u00edficas feitas pelos membros da sociedade de mercado.<\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 O processo de mercado \u00e9 o ajustamento das a\u00e7\u00f5es individuais dos v\u00e1rios membros da sociedade aos requisitos da coopera\u00e7\u00e3o m\u00fatua. Os pre\u00e7os de mercado informam aos produtores o que produzir como produzir e em que quantidade. O mercado \u00e9 o ponto focal para onde convergem e de onde se irradiam as atividades dos indiv\u00edduos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Se voc\u00ea, depois desses quatro par\u00e1grafos, ainda n\u00e3o entendeu o que s\u00e3o os mercados, ent\u00e3o \u00e9 porque n\u00e3o os leu com aten\u00e7\u00e3o. Nesse caso, releia antes de prosseguir.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Bem, voc\u00ea est\u00e1 agora preparado para tentar responder a uma importante quest\u00e3o: o que determina o valor de um bem ou servi\u00e7o no mercado?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Ser\u00e3o os custos para produzir esse bem ou servi\u00e7o? N\u00e3o, porque uma pessoa pode ter que incorrer em alt\u00edssimos custos para produzir alguma coisa, mas se os consumidores n\u00e3o quiserem comprar essa coisa (na linguagem dos economistas, se eles n\u00e3o demandarem essa coisa), seu pre\u00e7o e seu valor ser\u00e1 zero.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Bom, se n\u00e3o s\u00e3o os custos, ent\u00e3o n\u00e3o ser\u00e3o as horas de trabalho gastas para produzir o bem ou servi\u00e7o? Tamb\u00e9m n\u00e3o, pelo mesmo motivo! Voc\u00ea pode ter um trabalho incr\u00edvel para produzir algum bem, mas se ningu\u00e9m quiser comprar esse bem, ele n\u00e3o ter\u00e1 valor.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Puxa vida, se n\u00e3o s\u00e3o os custos e nem o trabalho, ent\u00e3o ser\u00e1 o valor moral? \u00c9 claro que n\u00e3o, basta observar que h\u00e1 bens e servi\u00e7os que nada t\u00eam de morais e que t\u00eam valores muito altos no mercado, porque sua demanda \u00e9 grande.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Ent\u00e3o \u00e9 o valor est\u00e9tico? Tamb\u00e9m n\u00e3o e pelo mesm\u00edssimo motivo! Um ingresso para uma partida de futebol pode custar mais caro do que uma entrada para assistir a um concerto para fagote, obo\u00e9 e flauta de Vivaldi, por exemplo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Ai, ai, ai, ent\u00e3o \u00e9 o valor t\u00e9cnico? Nada disso, Man\u00e9, muitos inventores n\u00e3o ganharam um centavo com suas inven\u00e7\u00f5es, mas elas deixaram muitas pessoas ricas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Ser\u00e1 ent\u00e3o a escassez? Pode parecer que sim, mas tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9. A escassez depende da demanda, ela n\u00e3o \u00e9 uma quantidade aritm\u00e9tica espec\u00edfica do bem. Em minha casa tenho um desenho, um s\u00f3, que fiz h\u00e1 alguns anos e, no entanto, ele n\u00e3o tem valor, porque ningu\u00e9m vai querer comprar um desenho feito por mim.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Se n\u00e3o \u00e9 a escassez, ent\u00e3o \u00e9 a utilidade? Voc\u00ea est\u00e1 chegando l\u00e1, mas ainda n\u00e3o \u00e9 essa a resposta! A utilidade n\u00e3o significa nada no mercado se n\u00e3o estiver relacionada com a demanda. H\u00e1 coisas muito \u00fateis, mas que n\u00e3o t\u00eam valor, como o ar que respiramos; um velho livro de Economia pode ter um valor muito elevado para mim, mas para outras pessoas ele pode n\u00e3o valer nada. Como voc\u00ea j\u00e1 pode notar, do ponto de vista do mercado, o que importa n\u00e3o \u00e9 a utilidade objetiva, mas sim a utilidade subjetiva, aquela que \u00e9 estimada pessoalmente, por cada indiv\u00edduo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0Valorar algum bem ou servi\u00e7o no mercado significa escolher entre esse bem ou servi\u00e7o e bens e servi\u00e7os alternativos. Quando fazemos as escolhas, isto \u00e9, quando agimos, o fazemos achando que aquela escolha, ou aquela a\u00e7\u00e3o vai nos proporcionar satisfa\u00e7\u00e3o maior do que a satisfa\u00e7\u00e3o que os outros bens e servi\u00e7os proporcionariam. Mas, como nossas escolhas s\u00e3o individuais e subjetivas, como o nosso conhecimento n\u00e3o \u00e9 perfeito e, ainda, como nossas a\u00e7\u00f5es se d\u00e3o no decorrer do tempo e este tende a incorporar novos conhecimentos, corrermos sempre o risco de cometer erros.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Chegamos, ent\u00e3o, \u00e0 resposta que procur\u00e1vamos: o valor depende de uma combina\u00e7\u00e3o da utilidade com a escassez, ou, na linguagem dos economistas, ele depende da utilidade marginal, entendida como a satisfa\u00e7\u00e3o proporcionada pela \u00faltima unidade de um dado bem, em um dado momento do tempo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Por exemplo, se voc\u00ea oferecer, \u00e0s tr\u00eas horas da tarde, uma bandeja cheia de copos com \u00e1gua para algu\u00e9m que est\u00e1 morrendo de sede, essa pessoa vai dar ao primeiro copo um valor maior do que ao segundo, a este um valor maior do que ao terceiro, a este um valor maior do que ao quarto e assim sucessivamente. Supondo que essa pessoa beba, \u00e0s tr\u00eas horas da tarde, seis copos seguidos e rejeite o s\u00e9timo, podemos dizer que o valor do s\u00e9timo copo, \u00e0s tr\u00eas da tarde, era zero. Mas se perguntarmos \u00e0 mesma pessoa, cinco horas depois, diante da mesma bandeja, se ela quer beber \u00e1gua e ela responder afirmativamente, ent\u00e3o o valor daquele s\u00e9timo copo (que agora ser\u00e1 o primeiro) j\u00e1 ser\u00e1 positivo e maior do que o valor do oitavo (que, agora, passa a ser o segundo), o valor do oitavo ser\u00e1 maior do que o do nono (que, agora, ser\u00e1 o terceiro) e assim sucessivamente.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Vemos, assim, que o valor depende de uma combina\u00e7\u00e3o entre utilidade e escassez, combina\u00e7\u00e3o sintetizada pelo conceito de utilidade marginal, que foi descoberto em 1871 por Carl Menger, o fundador da Escola Austr\u00edaca e por William Stanley Jevons e Leon Walras. Por que aquele primeiro copo com \u00e1gua tinha um valor maior do que os valores dos copos seguintes naquele momento do tempo (tr\u00eas da tarde)? Ora, porque era escasso, j\u00e1 que aquela pessoa estava morrendo de sede, e tamb\u00e9m porque tinha muita utilidade. Mas, naquele ponto do tempo, cada copo a mais que era bebido tinha uma utilidade (marginal, na margem, daquela unidade adicional) menor do que a do anterior. Percebeu agora?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 E o que dizer dos pre\u00e7os? H\u00e1 certos conceitos \u2014 como o de pre\u00e7o \u2014 que pensamos dominar, mas que, a rigor, conhecemos apenas superficialmente. O que v\u00eam a ser pre\u00e7os? Em sua ess\u00eancia, s\u00e3o o resultado da a\u00e7\u00e3o de indiv\u00edduos e de grupos de indiv\u00edduos que, agindo intuitivamente em seu pr\u00f3prio interesse, fazem suas escolhas econ\u00f4micas, como j\u00e1 observamos, na suposi\u00e7\u00e3o de que sejam, a priori, as melhores dentre todas as poss\u00edveis, dados seu estado de conhecimento e suas motiva\u00e7\u00f5es em cada momento espec\u00edfico do tempo. Por isso, todos os pre\u00e7os que conhecemos s\u00e3o pre\u00e7os passados, meros fatos da hist\u00f3ria econ\u00f4mica. Ao falarmos de pre\u00e7os atuais, est\u00e1 impl\u00edcito que estamos supondo \u2014 mesmo inconscientemente \u2014 que os pre\u00e7os do futuro imediato n\u00e3o ser\u00e3o diferentes daqueles do passado recente. E tudo o que dizemos sobre pre\u00e7os futuros n\u00e3o passa de simples infer\u00eancia, de nossa vis\u00e3o particular sobre eventos que ainda s\u00e3o incertos. Pre\u00e7os, portanto, resultam da a\u00e7\u00e3o humana, das escolhas interativas de milh\u00f5es de indiv\u00edduos no mercado, ao longo do tempo e em condi\u00e7\u00f5es de incerteza e, por isso, s\u00f3 podemos conceb\u00ea-los como tal quando s\u00e3o determinados livremente por essa intera\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Quando o governo interv\u00e9m no processo de mercado determinando qualquer pre\u00e7o, na verdade o que est\u00e1 fixando n\u00e3o \u00e9 um pre\u00e7o genu\u00edno, mas um pseudopre\u00e7o, que n\u00e3o espelha o valor verdadeiro do respectivo bem ou servi\u00e7o. Isso ocorre com o Fed controlando a taxa de juros americana, com o Partido Comunista impondo por mais de setenta anos a mesma tarifa para o metr\u00f4 de Moscou, com os congelamentos dos anos 80 e in\u00edcio dos anos 90 no Brasil ou com a Petrobras fixando artificialmente o pre\u00e7o da gasolina e outros derivados de petr\u00f3leo. Cedo ou tarde, a realidade acaba vindo \u00e0 tona e punindo a mentira, o castigo se dando sob a forma de aus\u00eancia de coordena\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, infla\u00e7\u00e3o, desemprego e ciclos econ\u00f4micos. Estes ensinamentos dos economistas austr\u00edacos, simples e de uma l\u00f3gica irrepreens\u00edvel, t\u00eam sido negligenciados exatamente porque s\u00e3o simples e conduzem os economistas a uma postura humilde em rela\u00e7\u00e3o ao seu pr\u00f3prio conhecimento, o que os leva a ver o intervencionismo como uma pr\u00e1tica de &#8220;engenharia social&#8221;, sempre equivocada e perniciosa.<\/span><\/p>\n<\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-1{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 20px;}.fusion-builder-column-1 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) {.fusion-body .fusion-builder-column-1{width:100% !important;}.fusion-builder-column-1 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}@media only screen and (max-width:640px) {.fusion-body .fusion-builder-column-1{width:100% !important;}.fusion-builder-column-1 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}<\/style><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-2 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\" style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;padding: 0px 0px 0px 0px;\"><div class=\"fusion-separator fusion-full-width-sep\" style=\"align-self: center;margin-left: auto;margin-right: auto;width:100%;\"><div class=\"fusion-separator-border sep-double sep-solid\" style=\"border-color:#ffeb3b;border-top-width:1px;border-bottom-width:1px;\"><\/div><\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-4\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-5\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><pre><span style=\"color: #999999;\">*Artigo cedido polo Instituto Mises Brasil.<\/span><\/pre>\n<\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-2{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 20px;}.fusion-builder-column-2 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) {.fusion-body .fusion-builder-column-2{width:100% !important;}.fusion-builder-column-2 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}@media only screen and (max-width:640px) {.fusion-body .fusion-builder-column-2{width:100% !important;}.fusion-builder-column-2 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}<\/style><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-flex-container.fusion-builder-row-1{ padding-top : 0px;margin-top : 0px;padding-right : 0px;padding-bottom : 0px;margin-bottom : 0px;padding-left : 0px;}<\/style><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-15722","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos-cy"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15722","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15722"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15722\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15723,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15722\/revisions\/15723"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15722"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15722"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15722"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}