{"id":15532,"date":"2017-11-06T22:41:57","date_gmt":"2017-11-06T20:41:57","guid":{"rendered":"https:\/\/xoandelugo.org\/?p=15532\/"},"modified":"2017-11-06T22:41:57","modified_gmt":"2017-11-06T20:41:57","slug":"a-ideia-de-que-no-capitalismo-os-trabalhadores-sao-explorados-atenta-contra-a-logica-diversos-autores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/a-ideia-de-que-no-capitalismo-os-trabalhadores-sao-explorados-atenta-contra-a-logica-diversos-autores\/","title":{"rendered":"A IDEIA DE QUE, NO CAPITALISMO, OS TRABALHADORES S\u00c3O \u201cEXPLORADOS\u201d ATENTA CONTRA A L\u00d3GICA. Diversos Autores"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"background-color: rgba(255,255,255,0);background-position: center center;background-repeat: no-repeat;border-width: 0px 0px 0px 0px;border-color:#e2e2e2;border-style:solid;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start\" style=\"max-width:calc( 1200px + 0px );margin-left: calc(-0px \/ 2 );margin-right: calc(-0px \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\" style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;padding: 0px 0px 0px 0px;\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><h1 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #428fc9;\">A IDEIA DE QUE, NO CAPITALISMO, OS TRABALHADORES S\u00c3O \u201cEXPLORADOS\u201d ATENTA CONTRA A L\u00d3GICA<\/span><\/h1>\n<\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-2\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><h4 style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #428fc9;\"><em>\u00a0 \u00a0 &#8211; Diversos autores &#8211;\u00a0\u00a0<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div><div class=\"fusion-separator fusion-full-width-sep\" style=\"align-self: center;margin-left: auto;margin-right: auto;width:100%;\"><div class=\"fusion-separator-border sep-single sep-solid\" style=\"border-color:#ffe500;border-top-width:1px;\"><\/div><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 20px;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) {.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}@media only screen and (max-width:640px) {.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}<\/style><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-1 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\" style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;padding: 0px 0px 0px 0px;\"><div class=\"fusion-text fusion-text-3\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Foi Karl Marx quem popularizou a ideia de que os capitalistas exploram os trabalhadores. E os capitalistas fazem isso se &#8220;apropriando&#8221; de uma parte do trabalho de seus empregados.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 O argumento \u00e9 relativamente simples: o capitalista remunera o trabalhador com $100. Este trabalhador gera mercadorias, e essas mercadorias s\u00e3o vendidas por $120. Segundo Marx, este lucro s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel de ocorrer porque uma parte do trabalho n\u00e3o foi remunerada pelo capitalista \u2014 no caso, os $20.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Esses $20 seriam exatamente a &#8220;mais-valia&#8221;, que \u00e9 a mensura\u00e7\u00e3o da &#8220;explora\u00e7\u00e3o laboral&#8221;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Ou seja, o trabalhador prestou um servi\u00e7o para o capitalista e n\u00e3o obteve a &#8220;devida&#8221; remunera\u00e7\u00e3o. Sua remunera\u00e7\u00e3o foi menor do que o valor total que ele gerou para o capitalista.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Consequentemente, o capitalista, que n\u00e3o efetua trabalho f\u00edsico, reteve para si uma parte do valor dos que os trabalhadores produziram, e ele consegue fazer isso gra\u00e7as ao seu monop\u00f3lio dos meios de produ\u00e7\u00e3o (a f\u00e1brica e as m\u00e1quinas que o trabalhador utilizou para produzir o bem).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Logo, estando estes bens de produ\u00e7\u00e3o em propriedade do capitalista e n\u00e3o do trabalhador, o trabalhador tem de se sujeitar \u00e0s demandas do capitalista, aceitando entregar ao capitalista uma fatia daquilo que sua m\u00e3o-de-obra produz \u2014 caso contr\u00e1rio, morrer\u00e1 de fome no frio.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Desta maneira, ao pagar ao trabalhador um sal\u00e1rio menor que o valor total por ele produzido, o capitalista est\u00e1 &#8220;roubando&#8221; uma parte da m\u00e3o-de-obra do trabalhador.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Esta \u00e9 a origem da no\u00e7\u00e3o marxista de &#8220;renda imerecida&#8221;, que seria a renda que n\u00e3o decorre de ter de trabalhar e produzir, mas simplesmente de se ser o propriet\u00e1rio de um neg\u00f3cio privado que emprega trabalhadores, que s\u00e3o aqueles que realmente fazem todo o trabalho.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 O capitalista, nesta concep\u00e7\u00e3o, n\u00e3o faz nada. Apenas vive da explora\u00e7\u00e3o do trabalho dos outros, enquanto fica sentado em seu escrit\u00f3rio, com seus p\u00e9s sobre a escrivaninha, fumando um charuto.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 A solu\u00e7\u00e3o de Marx? Confiscar os meios de produ\u00e7\u00e3o da burguesia e repass\u00e1-los aos trabalhadores para que estes possam reter o produto integral do seu trabalho sem que haja intermedi\u00e1rios capitalistas que se apropriem de parte do suor dos trabalhadores.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\"><strong>\u00a0 Sem o capitalista, n\u00e3o h\u00e1 m\u00e3o-de-obra bem remunerada.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Come\u00e7ando pelo b\u00e1sico.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 De onde v\u00eam os empreendimentos nos quais os trabalhadores s\u00e3o empregados?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Como a f\u00e1brica ou a empresa foi constru\u00edda? De onde vem o capital \u2014 as m\u00e1quinas, ferramentas e equipamentos \u2014 das f\u00e1bricas e empresas, com o qual os trabalhadores contratados realizam seu trabalho para produzir os bens que eventualmente estar\u00e3o dispon\u00edveis para os consumidores comprarem?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 De onde v\u00eam os recursos que garantem o pagamento dos sal\u00e1rios dos trabalhadores?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Algu\u00e9m necessariamente teve de poupar uma parte dos rendimentos obtidos no passado para, ent\u00e3o, utilizar esses recursos poupados na constru\u00e7\u00e3o da empresa e no seu aparelhamento com todos os bens de capital necess\u00e1rios \u2014 sem os quais o trabalho de qualquer trabalhador seria consideravelmente muito menos produtivo, com muito menos quantidades produzidas, e muito mais imperfeito em sua qualidade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 O empreendedor que inicia um empreendimento tem necessariamente de ou ter economizado os fundos necess\u00e1rios para cobrir suas pr\u00f3prias despesas de investimento ou ter tomado emprestado de outros que pouparam o necess\u00e1rio.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Logo, sem o capitalista para financiar e sem o empreendedor para empreender, o trabalhador n\u00e3o teria \u00e0 sua disposi\u00e7\u00e3o as m\u00e1quinas, as ferramentas e todos os bens de capital que possibilitam seu trabalho, que o tornam mais produtivo, e que aumentam seu valor.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Mas isso ainda \u00e9 o de menos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\"><strong>\u00a0 A incontorn\u00e1vel quest\u00e3o da prefer\u00eancia temporal.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Eis a quest\u00e3o mais crucial de todas: os trabalhadores que os empreendedores e capitalistas empregam n\u00e3o precisam esperar at\u00e9 que os bens sejam produzidos e realmente vendidos para receberem seus sal\u00e1rios.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Os capitalistas adiantam bens presentes (sal\u00e1rios) aos trabalhadores em troca de receber \u2014 somente quando o processo de produ\u00e7\u00e3o estiver finalizado \u2014 bens futuros (retorno do investimento). Existe necessariamente uma diferen\u00e7a de valor entre os bens presentes dos quais os capitalistas abrem m\u00e3o (seu capital investido na forma de sal\u00e1rios e maquin\u00e1rio) e os bens futuros que eles receber\u00e3o (se \u00e9 que receber\u00e3o).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 S\u00e3o muitas as pessoas que n\u00e3o entendem corretamente esse conceito de que os capitalistas adiantam bens presentes para receber, ap\u00f3s muito tempo, bens futuros. No entanto, basta verificar os balancetes de qualquer empresa para verificar esse fen\u00f4meno. Por exemplo, a General Electric investiu (adiantou) US$685 bilh\u00f5es para recuperar, na forma de fluxo de caixa anual, aproximadamente US$35 bilh\u00f5es. Ou seja, os capitalistas da GE abriram m\u00e3o de US$685 bilh\u00f5es (e seu equivalente em bens de consumo que eles poderiam ter adquirido no presente) para receber, anualmente, uma receita de US$35 bilh\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Nesse ritmo, ser\u00e3o necess\u00e1rios 20 anos apenas para recuperar todo o capital adiantado.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 A pergunta \u00e9: os capitalistas que adiantam $685 bilh\u00f5es \u2014 que se abst\u00eam de consumi-los e que incorrem em risco para recuper\u00e1-los \u2014 n\u00e3o deveriam receber nenhuma remunera\u00e7\u00e3o por isso? Ser\u00e1 que durante os pr\u00f3ximos 20 ou 30 anos eles deveriam se contentar apenas em recuperar \u2014 isso se tudo der certo \u2014 t\u00e3o-somente os $685 bilh\u00f5es de que abriram m\u00e3o, sem receber nenhuma remunera\u00e7\u00e3o pelo seu tempo de espera e pelo risco em que incorreram?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Quem pensa assim est\u00e1, na pr\u00e1tica, dizendo que ter $1.000 hoje \u00e9 o mesmo que ter $1.000 apenas daqui a 500 anos (e assumindo zero de infla\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 E este \u00e9 exatamente o racioc\u00ednio por tr\u00e1s de toda a an\u00e1lise marxista da explora\u00e7\u00e3o capitalista. O que h\u00e1 de errado, portanto, com a teoria da explora\u00e7\u00e3o \u00e9 que ele n\u00e3o compreende o fen\u00f4meno da prefer\u00eancia temporal como uma categoria universal da a\u00e7\u00e3o humana.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 A &#8220;mais-valia&#8221; n\u00e3o \u00e9 a apropria\u00e7\u00e3o de um tempo de trabalho n\u00e3o-remunerado, mas sim o juro derivado do tempo de espera e do risco assumido at\u00e9 que o processo produtivo esteja conclu\u00eddo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Os capitalistas, ao adiantarem seu capital e sua poupan\u00e7a para todos os seus fatores de produ\u00e7\u00e3o (pagando os sal\u00e1rios da m\u00e3o-de-obra e comprando maquin\u00e1rio), esperam ser remunerados pelo tempo de espera e pelo risco que assumem. Por outro lado, os trabalhadores, ao receberem seu sal\u00e1rio no presente, est\u00e3o trocando a incerteza do futuro pelo conforto da certeza do presente.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 O fato de o trabalhador n\u00e3o receber o &#8220;valor total&#8221; da produ\u00e7\u00e3o futura nada tem a ver com explora\u00e7\u00e3o; simplesmente reflete o fato de que \u00e9 imposs\u00edvel o homem trocar bens futuros por bens presentes sem que haja um desconto. O pagamento salarial representa bens presentes, ao passo que os servi\u00e7os de sua m\u00e3o-de-obra representam apenas bens futuros.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 A rela\u00e7\u00e3o trabalhista, portanto, \u00e9 apenas uma rela\u00e7\u00e3o de troca entre bens presentes (o capital e a poupan\u00e7a do capitalista) por bens futuros (bens que ser\u00e3o produzidos pelos trabalhadores e pelo maquin\u00e1rio utilizado, mas que s\u00f3 estar\u00e3o dispon\u00edveis no futuro).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 O economista austr\u00edaco Eugen von B\u00f6hm-Bawerk expressou tudo isso de maneira bem mais resumida: &#8220;Parece-me justo que os trabalhadores cobrem o valor integral dos frutos futuros do seu trabalho; mas n\u00e3o \u00e9 justo eles cobrarem a totalidade desse valor futuro &#8216;agora&#8217;.&#8221;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\"><strong>\u00a0 Empreendedores e capitalistas arcam com a incerteza de planejar para o futuro.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Os trabalhadores e todos os demais ligados ao processo de produ\u00e7\u00e3o recebem seu pagamento enquanto o trabalho est\u00e1 sendo feito. J\u00e1 o empreendedor arca com toda a incerteza sobre se ir\u00e1 ganhar ou n\u00e3o o suficiente com a venda de seus produtos para cobrir todas as despesas nas quais incorreu. Ele, ali\u00e1s, nem sequer sabe se conseguir\u00e1 vender seu produto.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Ao pagar aos seus empregados os sal\u00e1rios que foram acordados por contrato, o empreendedor os alivia da incerteza a respeito de se, no final do processo, haver\u00e1 lucro, preju\u00edzo, ou se a empresa ficar\u00e1 no zero a zero.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 \u00c9 o empreendedor quem tem de fazer os julgamentos especulativos e criativos sobre o que produzir e a que pre\u00e7os seus produtos poder\u00e3o ser vendidos. A precis\u00e3o deste ju\u00edzo empreendedorial em conseguir antecipar melhor do que seus concorrentes aquilo que seus consumidores podem querer comprar no futuro, bem como os pre\u00e7os que poder\u00e3o pagar por esses bens, \u00e9 o que determinar\u00e1 o sucesso ou fracasso de seu empreendimento.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Sem o empreendedor e o capitalista para organizar, financiar e dirigir o empreendimento, seus empregados n\u00e3o teriam trabalho e nem receberiam sal\u00e1rios antes que um \u00fanico produto fosse fabricado e vendido.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Portanto, o empreendedor n\u00e3o \u00e9 somente o organizador da empresa e o investidor que faz tudo acontecer; ele tamb\u00e9m \u00e9 quem ir\u00e1 arcar com as consequ\u00eancias caso n\u00e3o obtenha um lucro pelos seus esfor\u00e7os empresariais.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\"><strong>\u00a0 Conclus\u00e3o.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Por tudo isso, n\u00e3o faz sentido dizer que o capital explora o trabalhador. A realidade \u00e9 oposta: o capital n\u00e3o s\u00f3 aumenta o valor da m\u00e3o-de-obra do trabalhador \u2014 ao fornecer as m\u00e1quinas e ferramentas de que ele necessita para produzir bens e servi\u00e7os que os consumidores valorizam e compram voluntariamente \u2014 como ainda o alivia da incerteza do futuro.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 N\u00e3o fosse o capital disponibilizado pelos capitalistas e empreendedores (maquin\u00e1rio, ferramentas, mat\u00e9ria prima, insumos, instala\u00e7\u00f5es etc.), a m\u00e3o-de-obra n\u00e3o teria como produzir estes bens de demandados pelos consumidores. Consequentemente, os trabalhadores nem sequer teriam renda \u2014 ao menos, n\u00e3o t\u00e3o alta quanto a possibilitada pelos capitalistas.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-1{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 20px;}.fusion-builder-column-1 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) {.fusion-body .fusion-builder-column-1{width:100% !important;}.fusion-builder-column-1 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}@media only screen and (max-width:640px) {.fusion-body .fusion-builder-column-1{width:100% !important;}.fusion-builder-column-1 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}<\/style><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-2 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\" style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;padding: 0px 0px 0px 0px;\"><div class=\"fusion-separator fusion-full-width-sep\" style=\"align-self: center;margin-left: auto;margin-right: auto;width:100%;\"><div class=\"fusion-separator-border sep-double sep-solid\" style=\"border-color:#ffeb3b;border-top-width:1px;border-bottom-width:1px;\"><\/div><\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-4\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-2{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 20px;}.fusion-builder-column-2 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) {.fusion-body .fusion-builder-column-2{width:100% !important;}.fusion-builder-column-2 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}@media only screen and (max-width:640px) {.fusion-body .fusion-builder-column-2{width:100% !important;}.fusion-builder-column-2 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}<\/style><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-flex-container.fusion-builder-row-1{ padding-top : 0px;margin-top : 0px;padding-right : 0px;padding-bottom : 0px;margin-bottom : 0px;padding-left : 0px;}<\/style><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-15532","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos-cy"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15532","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15532"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15532\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15533,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15532\/revisions\/15533"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15532"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15532"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15532"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}