{"id":15439,"date":"2017-10-11T20:49:50","date_gmt":"2017-10-11T18:49:50","guid":{"rendered":"https:\/\/xoandelugo.org\/?p=15439\/"},"modified":"2017-10-11T20:49:50","modified_gmt":"2017-10-11T18:49:50","slug":"pode-a-filosofia-politica-desprezar-a-ciencia-economica-uma-analise-economica-da-cooperacao-social-lucas-mendes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/pode-a-filosofia-politica-desprezar-a-ciencia-economica-uma-analise-economica-da-cooperacao-social-lucas-mendes\/","title":{"rendered":"\u00bfPODE A FILOSOFIA POL\u00cdTICA DESPREZAR A CI\u00caNCIA ECON\u00d4MICA? UMA AN\u00c1LISE ECON\u00d4MICA DA COOPERA\u00c7\u00c3O SOCIAL. Lucas Mendes"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"background-color: rgba(255,255,255,0);background-position: center center;background-repeat: no-repeat;border-width: 0px 0px 0px 0px;border-color:#e2e2e2;border-style:solid;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start\" style=\"max-width:calc( 1200px + 0px );margin-left: calc(-0px \/ 2 );margin-right: calc(-0px \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\" style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;padding: 0px 0px 0px 0px;\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><h1 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #428fc9;\">\u00bfPODE A FILOSOFIA POL\u00cdTICA DESPREZAR A CI\u00caNCIA ECON\u00d4MICA? UMA AN\u00c1LISE ECON\u00d4MICA DA COOPERA\u00c7\u00c3O SOCIAL<\/span><\/h1>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-2\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><h4 style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #428fc9;\"><em>\u00a0 \u00a0 &#8211;\u00a0Lucas Mendes &#8211;\u00a0\u00a0<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div><div class=\"fusion-separator fusion-full-width-sep\" style=\"align-self: center;margin-left: auto;margin-right: auto;width:100%;\"><div class=\"fusion-separator-border sep-single sep-solid\" style=\"border-color:#ffe500;border-top-width:1px;\"><\/div><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 20px;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) {.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}@media only screen and (max-width:640px) {.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}<\/style><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-1 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\" style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;padding: 0px 0px 0px 0px;\"><div class=\"fusion-text fusion-text-3\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><ol>\n<li style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\"><strong> O mito hobbesiano do conflito social.<\/strong><\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Nas ci\u00eancias sociais em geral e na filosofia pol\u00edtica em particular, \u00e9 muito comum a ideia de que se os homens ficassem livres a sua pr\u00f3pria sorte &#8211; sem uma entidade soberana que regulasse o conv\u00edvio social de forma coercitiva &#8211; eles entrariam num conflito brutal incessante. Esta id\u00e9ia remonta ao fil\u00f3sofo ingl\u00eas Thomas Hobbes, em seu cl\u00e1ssico livro\u00a0<em>Leviathan<\/em>\u00a0(1651). \u00c9 preciso termos em mente que o contexto social de Hobbes era a guerra civil inglesa. Foi a realidade deste conflito que serviu de base para sua famosa frase de que no livre estado de natureza a humanidade vive permanentemente numa &#8220;guerra de todos contra todos&#8221; (<em>war of all against all<\/em>). Com efeito, esta no\u00e7\u00e3o de que a liberdade conduz a humanidade ao caos social permeou praticamente toda a hist\u00f3ria da filosofia pol\u00edtica, da economia, do direito e das demais ci\u00eancias sociais.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Sendo assim, soa muito paradoxal quando algu\u00e9m sugere o contr\u00e1rio: que se deixassem os homens livres, a grande tend\u00eancia seria a da coopera\u00e7\u00e3o social entre eles e n\u00e3o o conflito brutal e incessante. Esta pressuposi\u00e7\u00e3o parte de duas quest\u00f5es fundamentais.\u00a0<em>Primeira<\/em>,<em>\u00a0<\/em>que o estado de natureza brutal descrito por Hobbes, n\u00e3o condiz com a\u00a0<em>lei de associa\u00e7\u00e3o<\/em>\u00a0de Ricardo<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[i]<\/a>\u00a0e com a percep\u00e7\u00e3o atingida pelos homens atrav\u00e9s raz\u00e3o, das vantagens da\u00a0<em>divis\u00e3o social do trabalho<\/em>. Em\u00a0<em>segundo\u00a0<\/em>lugar, ao olhar a guerra civil, Hobbes n\u00e3o estava visualizando um estado de natureza &#8211; vi\u00e1vel de ser controlado pela for\u00e7a do Estado &#8211; mas ao contr\u00e1rio. Por certo, o estado de guerra era onipresente, mas o que se passava era precisamente um conflito para ver\u00a0<em>quem<\/em>\u00a0tomaria o poder do Estado Absolutista e o\u00a0<em>que<\/em>\u00a0fariam com ele. Ou seja, o conflito hobbesiano emanava da pr\u00f3pria exist\u00eancia do Estado e n\u00e3o de sua aus\u00eancia. Em contraposi\u00e7\u00e3o, os te\u00f3ricos libert\u00e1rios, desafiando o paradigma dominante das ci\u00eancias sociais, insistentemente t\u00eam nos advertido que a guerra e o conflito \u00e9 o alimento do Estado &#8211; independente de como veio a se formar, e n\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es privadas volunt\u00e1rias,<a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\">[ii]<\/a> exatamente porque n\u00e3o desprezam os ensinamentos da lei de associa\u00e7\u00e3o e da divis\u00e3o social do trabalho.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"2\">\n<li><span style=\"color: #808080;\"><strong> A\u00a0lei de associa\u00e7\u00e3o e a divis\u00e3o social do trabalho: fundamentos da coopera\u00e7\u00e3o social.<\/strong><\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Conv\u00e9m lembrar que Hobbes n\u00e3o pensava em assuntos econ\u00f4micos. Em fun\u00e7\u00e3o disso, o\u00a0<em>insight <\/em>econ\u00f4mico-liberal essencial n\u00e3o fazia parte de seu pensamento. E qual era o\u00a0<em>insight<\/em>? Resumindo-o, na afirma\u00e7\u00e3o do economista franc\u00eas do s\u00e9culo XIX, Fr\u00e9d\u00e9ric Bastiat, \u00e9 que &#8220;a grande tend\u00eancia social \u00e9 a harmonia&#8221;, conforme explica, em primeira inst\u00e2ncia, a lei de associa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 A\u00a0<em>lei de associa\u00e7\u00e3o<\/em>\u00a0mostra que pessoas de diferentes habilidades, hist\u00f3ria, cultura, ra\u00e7a, religi\u00e3o e capacidades podem cooperar exitosamente para atingir n\u00edveis mais altos de bem-estar social atrav\u00e9s da negocia\u00e7\u00e3o e das trocas. A lei de associa\u00e7\u00e3o \u00e9 que explica o m\u00e9todo pelo qual os homens foram<strong>\u00a0<\/strong>capazes de abandonar as cavernas e a produ\u00e7\u00e3o isolada &#8211; voltada meramente para a sobreviv\u00eancia &#8211; e entrar no que chamamos civiliza\u00e7\u00e3o. Esta lei inerente \u00e0 natureza humana impele as pessoas a n\u00e3o roubarem e a matarem umas as outras, mas cooperarem. Ela \u00e9 a base da sociedade. \u00c9 tamb\u00e9m a base da ordem internacional.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Note que a lei de associa\u00e7\u00e3o n\u00e3o sup\u00f5e que todas as pessoas sejam espertas, inteligentes, talentosas ou educadas. Ela presume a desigualdade radical e revela que as pessoas mais espertas e talentosas do mundo ainda t\u00eam todas as raz\u00f5es para realizar trocas com seu p\u00f3lo oposto<a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\">[iii]<\/a>\u00a0porque a escassez requer que o trabalho da produ\u00e7\u00e3o seja dividido entre as pessoas. Sob a divis\u00e3o do trabalho, todos exercem uma fun\u00e7\u00e3o essencial.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Outro fato que precisa ser entendido \u00e9 este: a lei da associa\u00e7\u00e3o \u00e9 um fato da exist\u00eancia humana independente se existe ou n\u00e3o um Estado. Com efeito, o pr\u00f3prio fundamento da civiliza\u00e7\u00e3o precede a exist\u00eancia do Estado.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 O que a lei de associa\u00e7\u00e3o nos mostra \u00e9 o problema essencial da liberdade. Se todas as pessoas fossem iguais, se todos tivessem as mesmas habilidades; se houvesse homogeneidade racial, social, sexual, religiosa em sociedade; se as pessoas n\u00e3o tivessem opini\u00f5es diferentes, haveria poucos problemas na sociedade para resolver (se \u00e9 que haveria algum), porque efetivamente ela n\u00e3o seria uma sociedade humana.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 O problema essencial da organiza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e social, excetuado a escassez, \u00e9 precisamente o de como lidar com o fato da desigualdade e da liberdade. Sem embargo, os antigos liberais, n\u00e3o estavam considerando que n\u00e3o haveria criminosos. Estavam dizendo simplesmente que a sociedade por si (o arranjo volunt\u00e1rio de indiv\u00edduos) \u00e9 capaz de lidar com agentes malevolentes por meio da economia de mercado. Isto \u00e9, o livre mercado pode organizar a prote\u00e7\u00e3o e a seguran\u00e7a melhor que o Estado.<a href=\"#_edn4\" name=\"_ednref4\">[iv]<\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/span><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"3\">\n<li><span style=\"color: #808080;\"><strong> Da import\u00e2ncia do conhecimento.<\/strong><\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 O renomado economista F. A. Hayek dizia que para o sujeito ser um bom economista n\u00e3o basta conhecer e entender apenas economia, mas precisa necessariamente possuir um dom\u00ednio multidisciplinar no campo inteiro das ci\u00eancias humanas. Concordamos ostensivamente com Hayek. O bom economista precisa entender o m\u00e1ximo poss\u00edvel de filosofia pol\u00edtica, direito, hist\u00f3ria, sociologia e outras ci\u00eancias humanas, sob pena de possuir uma forma\u00e7\u00e3o restrita e, por isso mesmo seriamente comprometida. Contudo, essa mesma aclama\u00e7\u00e3o feita por Hayek para o economista se faz t\u00e3o necess\u00e1ria para os outros estudiosos das ci\u00eancias humanas. A ignor\u00e2ncia de Hobbes em economia legou \u00e0 sua filosofia pol\u00edtica not\u00e1veis problemas. Claro que \u00e9 poss\u00edvel aliviar a culpa de Hobbes, at\u00e9 porque em meados do s\u00e9culo XVII a economia nem havia nascido, ao menos como uma ci\u00eancia reconhecida. Mas isso, no entanto, n\u00e3o deixou de ter suas implica\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Entretanto, esta exig\u00eancia deve ser feita a todos os estudiosos das ci\u00eancias sociais em geral, especialmente os fil\u00f3sofos pol\u00edticos, historiadores, juristas, soci\u00f3logos, entre outros, pois desprezar os ensinamentos da teoria econ\u00f4mica tende a ser socialmente funesto nos desdobramentos de uma teoria ou filosofia social. Em vista disso, na pr\u00f3xima se\u00e7\u00e3o abordaremos um assunto essencial no tocante a uma teoria social que valorize a coopera\u00e7\u00e3o social justa e pac\u00edfica, a saber, a interven\u00e7\u00e3o estatal no processo econ\u00f4mico.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/span><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"4\">\n<li><span style=\"color: #808080;\"><strong> Interven\u00e7\u00e3o estatal e utilidade.<\/strong><\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Ao longo da hist\u00f3ria, a teoria econ\u00f4mica em geral procurou dar \u00eanfase ao funcionamento do mercado, isto \u00e9, \u00e0s rela\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o e de troca\u00a0em sociedade. Pouca\u00a0ou limitada aten\u00e7\u00e3o foi dada para o fato da interven\u00e7\u00e3o estatal no dom\u00ednio econ\u00f4mico, mesmo pelos liberais mais ortodoxos, se compararmos a not\u00e1vel an\u00e1lise feita por Murray Rothbard.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Na economia de livre mercado &#8211; mostrava Rothbard (2004), seguindo a mais leg\u00edtima tradi\u00e7\u00e3o praxeol\u00f3gica inaugurada por Ludwig von Mises &#8211; a a\u00e7\u00e3o de cada indiv\u00edduo se constitui sempre na inten\u00e7\u00e3o de sair de um estado menos satisfat\u00f3rio para outro estado mais satisfat\u00f3rio de acordo com os gostos e prefer\u00eancias do indiv\u00edduo\u00a0em quest\u00e3o. No\u00a0livre mercado, portanto, todas as rela\u00e7\u00f5es de trocas s\u00e3o feitas sob a expectativa de ganhos m\u00fatuos. O correto entendimento deste axioma da a\u00e7\u00e3o humana traz implica\u00e7\u00f5es s\u00e9rias para o desenvolvimento de uma teoria social, seja ela dentro do estrito campo da economia, seja na ci\u00eancia pol\u00edtica, no direito e em outras disciplinas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Por isso, como nos mostrou Rothbard, \u00e9 de suma import\u00e2ncia analisarmos a quest\u00e3o levando em conta a\u00a0<em>interven\u00e7\u00e3o governamental<\/em>\u00a0sobre as rela\u00e7\u00f5es volunt\u00e1rias no mercado. Interven\u00e7\u00e3o se constitui a coer\u00e7\u00e3o violenta, n\u00e3o requerida, sobre o outro ou a sociedade. Ou seja, \u00e9 precisamente o inverso da rela\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria. Rothbard (2004)<a href=\"#_edn5\" name=\"_ednref5\">[v]<\/a>\u00a0costumava definir tr\u00eas categorias de interven\u00e7\u00e3o. Em primeiro lugar, o interventor &#8211; ou o agressor &#8211; submete o outro a sua inteira jurisdi\u00e7\u00e3o, sem dar-lhe nada em troca. \u00c9 o que Rothbard denominou\u00a0<em>interven\u00e7\u00e3o aut\u00edstica<\/em>. Exemplos dela \u00e9 o caso de homic\u00eddio ou a proibi\u00e7\u00e3o do outro em se expressar ou de adotar alguma observa\u00e7\u00e3o religiosa. Em segundo lugar, o interventor pode for\u00e7ar o outro a dar-lhe algo sem o seu consentimento. Exemplos disso seria a taxa\u00e7\u00e3o, o circunscri\u00e7\u00e3o militar e a escravid\u00e3o. \u00c9 irrelevante se &#8220;em troca&#8221; o agressor restitui o outro com alguma outra coisa, como no caso do escravo que recebe alimento e moradia do seu mestre ou o cidad\u00e3o que recebe estradas ou seguran\u00e7a do Estado. Este \u00e9 o caso da\u00a0<em>interven\u00e7\u00e3o bin\u00e1ria<\/em>, uma vez que a rela\u00e7\u00e3o hegem\u00f4nica \u00e9 estabelecida entre duas pessoas ou grupos: o interventor e o s\u00fadito (ou governado). A terceira categoria \u00e9 a que o interventor obriga ou pro\u00edbe terceiros a realizarem alguma rela\u00e7\u00e3o de troca. Neste caso temos a\u00a0<em>interven\u00e7\u00e3o triangular<\/em>, onde a rela\u00e7\u00e3o hegem\u00f4nica \u00e9 estabelecida entre o interventor e as partes.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Conforme Rothbard:<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">Todas essas interven\u00e7\u00f5es s\u00e3o exemplos de rela\u00e7\u00e3o hegem\u00f4nica &#8211; a rela\u00e7\u00e3o de comando e obedi\u00eancia &#8211; em contraste com a rela\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria e contratual de benef\u00edcios m\u00fatuos que constitui as rela\u00e7\u00f5es no livre mercado. (Rothbard, 2004, p. 878)<\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\"><em>.<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Isto nos traz as cruciais implica\u00e7\u00f5es. Primeiramente, temos que, no livre mercado, onde n\u00e3o h\u00e1 interven\u00e7\u00e3o do governo, os indiv\u00edduos agem de modo que acreditam que maximizar\u00e3o sua utilidade. Not\u00e1vel que, como Rothbard chama a aten\u00e7\u00e3o, se pudermos usar o termo &#8220;sociedade&#8221; para descrever o arranjo ou a estrutura de todas as rela\u00e7\u00f5es individuais, ent\u00e3o podemos dizer que o livre mercado maximiza a utilidade social, uma vez que todos ganham em utilidade a partir de suas a\u00e7\u00f5es livres. Em raz\u00e3o disso segue que\u00a0<em>no livre mercado n\u00e3o pode haver explora\u00e7\u00e3o<\/em>.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Em segundo lugar, n\u00e3o \u00e9 o que ocorre quando inserimos neste quadro a interven\u00e7\u00e3o coercitiva, seja ela qual for. Interven\u00e7\u00e3o significa que o indiv\u00edduo coagido\u00a0<em>far\u00e1 uma a\u00e7\u00e3o na qual n\u00e3o faria voluntariamente se n\u00e3o houvesse a coer\u00e7\u00e3o<\/em>. Por defini\u00e7\u00e3o, o coagido jamais age voluntariamente. O homem coagido iniciar\u00e1 uma a\u00e7\u00e3o, ou uma rela\u00e7\u00e3o de troca, que n\u00e3o escolheria voluntariamente fazer. S\u00f3 age assim porque est\u00e1 sob coer\u00e7\u00e3o violenta ou sob amea\u00e7a de coer\u00e7\u00e3o. Em suma, o homem coagido\u00a0<em>sempre perde em utilidade como resultado da interven\u00e7\u00e3o<\/em>.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 No livre mercado ambas as partes de qualquer rela\u00e7\u00e3o esperam ganhar, caso contr\u00e1rio simplesmente n\u00e3o haveria a rela\u00e7\u00e3o. No caso da interven\u00e7\u00e3o, uma parte sempre ganha a expensas de outra. No caso especial da interven\u00e7\u00e3o triangular, temos a possibilidade de ambas as partes coagidas sentirem suas utilidades reduzidas devido \u00e0 viol\u00eancia coercitiva, mas mesmo assim tem a parte que sai ganhando: os agentes do Estado.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Encerro esta se\u00e7\u00e3o ainda com Rothbard: &#8220;uma vez que toda a\u00e7\u00e3o do Estado se fundamenta na interven\u00e7\u00e3o bin\u00e1ria da taxa\u00e7\u00e3o, segue que nenhuma a\u00e7\u00e3o do Estado pode aumentar a utilidade social, i.e., nenhuma a\u00e7\u00e3o estatal pode aumentar a utilidade de todos os indiv\u00edduos envolvidos&#8221;. (Idem, p. 881-82)<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"5\">\n<li><span style=\"color: #808080;\"><strong> Falhas de mercado: a justificativa para o Estado.<\/strong><\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Quando, a partir da an\u00e1lise precedente, se parte para uma defesa objetiva da economia de mercado puramente livre, mesmo alguns renomados liberais alegam que o mercado, embora mais eficaz que o Estado para resolver a grande maioria dos problemas econ\u00f4micos, n\u00e3o \u00e9 capaz de resolver problemas espec\u00edficos cruciais, cabendo ent\u00e3o, e assim justificando, a necessidade do Estado. Esta acep\u00e7\u00e3o, praticamente quer revelar que uma abordagem puramente de mercado \u00e9 insuficiente para um sistema de coopera\u00e7\u00e3o social eficaz, justo e pac\u00edfico. Uma indaga\u00e7\u00e3o comum \u00e9 a seguinte: o que aconteceria com a popula\u00e7\u00e3o de uma determinada regi\u00e3o, no caso da privatiza\u00e7\u00e3o total dos transportes p\u00fablicos, se n\u00e3o houvesse interesse de alguma empresa privada realizar o transporte das pessoas que l\u00e1 residem porque este servi\u00e7o n\u00e3o traria lucros?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Para os estatistas de diversos cortes este fato representa uma justificativa econ\u00f4mica e mesmo moral para a necessidade do Estado, pois somente ele seria capaz de realizar este benemerente servi\u00e7o desprezado pela iniciativa privada. Por\u00e9m, gra\u00e7as \u00e0 teoria econ\u00f4mica, podemos observar o fen\u00f4meno mais de perto. Em\u00a0<em>primeiro lugar<\/em>, lembremo-nos do que nos ensina a lei de associa\u00e7\u00e3o, bem como, conv\u00e9m considerar que numa economia de mercado existe a plena liberdade de movimenta\u00e7\u00e3o de pessoas. Ora, numa regi\u00e3o t\u00e3o mal considerada para se viver, simplesmente deixaria de ser usada como local para qualquer atividade humana. Se as pessoas obt\u00eam mais vantagens n\u00e3o explorando as possibilidades f\u00edsicas oferecidas naquela regi\u00e3o, simplesmente n\u00e3o se estabelecer\u00e3o ali e deixar\u00e3o o local desabitado como acontece com as regi\u00f5es polares e os desertos. Se perceberem vantagens comparativas em abandonar a regi\u00e3o para rumar para outro lugar, assim tender\u00e3o a fazer.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Por\u00e9m, talvez este ponto n\u00e3o seja convincente para os defensores do servi\u00e7o estatal, embora entendam a possibilidade de escolha, no fundo enxergam um dif\u00edcil fardo para estas pessoas que teriam que abandonar a sua terra querida em fun\u00e7\u00e3o da aus\u00eancia de transporte p\u00fablico. Desta perspectiva, geralmente sugerem como solu\u00e7\u00e3o adequada que\u00a0<em>a)<\/em>\u00a0o governo deveria realizar o servi\u00e7o atrav\u00e9s de empresas p\u00fablicas ou\u00a0<em>b)<\/em>\u00a0o governo deveria subsidiar o servi\u00e7o para torn\u00e1-lo atrativo ao investidor privado. Os subs\u00eddios poderiam ser concedidos diretamente em dinheiro \u00e0 custa do er\u00e1rio p\u00fablico ou atrav\u00e9s de tarifas cuja incid\u00eancia recairia sobre os usu\u00e1rios do servi\u00e7o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Os que assim argumentam n\u00e3o percebem que os meios que o governo utiliza para fazer funcionar uma empresa deficit\u00e1ria ou para subsidiar um projeto n\u00e3o rent\u00e1vel ter\u00e3o de ser retirados da capacidade de gastar e investir dos contribuintes ou ter\u00e3o de ser obtidos de modo inflacion\u00e1rio. Nem o governo nem qualquer indiv\u00edduo t\u00eam a capacidade de criar algo do nada. Maiores gastos do governo representam menores gastos das fam\u00edlias e empresas. E como vimos acima, as subtra\u00e7\u00f5es de renda que o governo faz para levar adiante seus projetos, necessariamente implicam redu\u00e7\u00f5es de possibilidades de gastos e investimentos das pessoas ou grupos de quem ele est\u00e1 subtraindo os recursos. Portanto, o governo est\u00e1 efetivamente reduzindo a utilidade de uns \u00e0 custa de outros. Como \u00e9 imposs\u00edvel metrificar a utilidade interpessoal ou intergrupal,<a href=\"#_edn6\" name=\"_ednref6\">[vi]<\/a> isto \u00e9, os ganhos de uns e as perdas de outros, resulta que n\u00e3o h\u00e1 qualquer base para julgar se a interven\u00e7\u00e3o pretensamente benem\u00e9rita esteja promovendo o bem-estar social.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"6\">\n<li><span style=\"color: #808080;\"><strong> Considera\u00e7\u00f5es finais.<\/strong><\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Diante do exposto, vimos que a no\u00e7\u00e3o hobbesiana da guerra de todos contra todos \u00e9 extra\u00edda de um equ\u00edvoco te\u00f3rico e hist\u00f3rico. Os homens em estado de natureza n\u00e3o tendem ao conflito, mas \u00e0 coopera\u00e7\u00e3o social. Consequentemente, vimos que o mercado \u00e9 capaz de fornecer em melhor qualidade e maior quantidade do que o Estado os necess\u00e1rios servi\u00e7os de prote\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a. Isto ficou ainda mais claro quando mostramos que o mercado expressa legitimamente o melhor meio para a intera\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria entre os homens e vimos como esse mecanismo de livre intera\u00e7\u00e3o potencializa o bem-estar social, ao passo que toda e qualquer interven\u00e7\u00e3o governamental &#8211; constitu\u00edda por rela\u00e7\u00f5es hegem\u00f4nicas &#8211; al\u00e9m de reduzir o bem-estar social, estabelece, desde sua g\u00eanese, o conflito social. Enfim, vimos que tentativas de defender o Estado para resolver as &#8220;falhas do mercado&#8221; em fornecer determinados &#8220;bens p\u00fablicos&#8221; assenta-se sobre uma fal\u00e1cia que despreza indispens\u00e1veis ensinamentos da teoria econ\u00f4mica. Portanto, reivindica-se que as tentativas de elabora\u00e7\u00e3o de uma filosofia pol\u00edtica s\u00f3lida jamais devem prescindir das consistentes descobertas econ\u00f4micas.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-1{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 20px;}.fusion-builder-column-1 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) {.fusion-body .fusion-builder-column-1{width:100% !important;}.fusion-builder-column-1 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}@media only screen and (max-width:640px) {.fusion-body .fusion-builder-column-1{width:100% !important;}.fusion-builder-column-1 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}<\/style><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-2 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\" style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;padding: 0px 0px 0px 0px;\"><div class=\"fusion-separator fusion-full-width-sep\" style=\"align-self: center;margin-left: auto;margin-right: auto;width:100%;\"><div class=\"fusion-separator-border sep-double sep-solid\" style=\"border-color:#ffeb3b;border-top-width:1px;border-bottom-width:1px;\"><\/div><\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-4\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\"><strong>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/strong>.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">Mises, Ludwig von.\u00a0<em>A\u00e7\u00e3o Humana<\/em>. Instituto Liberal, RJ. 1995.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">Rothbard, Murray N.\u00a0<em>For a New\u00a0Liberty<\/em>:\u00a0<em>The Libertarian Manifesto<\/em><em>.<\/em>\u00a0Macmillan Publishing Co., Inc. (1978). Online Edition Ludwig von Mises Institute, 2002.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">Rothbard,\u00a0Murray\u00a0N.\u00a0<em>Man, Economy and State with Power and Market<\/em>.\u00a0Auburn: Ludwig von Mises Institute, third Edition, Scholar&#8217;s Edition. 2004. 1441 p.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\"><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[i]<\/a> Ver Mises, Ludwig von. <em>A\u00e7\u00e3o Humana<\/em>. Instituto Liberal, RJ. 1995, p. 158.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\"><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[ii]<\/a> Ver Bourne, Randolph.\u00a0<em>War is the Health of the State.\u00a0\u00a0<\/em>Tradu\u00e7\u00e3o para o portugu\u00eas em:<a href=\"http:\/\/libertyzine.blogspot.com\/2007\/06\/guerra-o-alimento-do-estado-randolph.html\">http:\/\/libertyzine.blogspot.com\/2007\/06\/guerra-o-alimento-do-estado-randolph.html<\/a>. Acesso em 28\/02\/08. Tamb\u00e9m Rothbard, Murray N.\u00a0<em>For a New\u00a0Liberty<\/em>:\u00a0<em>The Libertarian Manifesto.<\/em>\u00a0Macmillan Publishing Co., Inc. (1978). Online Edition Ludwig von Mises Institute, 2002. Hoppe, Hans-Hermann.\u00a0<em>Democracy: The God That Failed<\/em>. Transaction Publisher. 2001.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\"><a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[iii]<\/a> Este ponto foi demonstrado pelo economista cl\u00e1ssico David Ricardo, no que denominou &#8220;lei das vantagens comparativas&#8221;, aqui chamada de lei de associa\u00e7\u00e3o, conforme Mises (1995).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\"><a href=\"#_ednref4\" name=\"_edn4\">[iv]<\/a> A primeira demonstra\u00e7\u00e3o desta possibilidade foi feita pelo economista belga Gustave de Molinari (1819-1912) em seu famoso artigo\u00a0\u00a0<em>De\u00a0la Production\u00a0de\u00a0la S\u00e9curit\u00e9\u00a0<\/em>originalmente publicado no Journal des \u00c9conomistes, 1849, num\u00e9ro 95. Desde 1970, por\u00e9m, a tradi\u00e7\u00e3o libert\u00e1ria tem discutido o assunto e realizado not\u00e1veis avan\u00e7os. Ver Tennehill, Morris and Linda.\u00a0<em>Market for\u00a0Liberty<\/em>. 1970.<em>\u00a0\u00a0<\/em>Rothbard,\u00a0Murray\u00a0N.\u00a0<em>Power and Market<\/em>. 1970. Idem,\u00a0<em>For a New\u00a0Liberty: The Libertarian Manifesto<\/em>. 1973. Friedman, David.\u00a0<em>Machinery of Freedom: Guide to a Radical Capitalism<\/em>. 1970.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\"><a href=\"#_ednref5\" name=\"_edn5\">[v]<\/a> Rothbard,\u00a0Murray\u00a0N.\u00a0<em>Man, Economy and State with Power and Market<\/em>.\u00a0Auburn: Ludwig von Mises Institute, third Edition, Scholar&#8217;s Edition. 2004. 1441 p.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\"><a href=\"#_ednref6\" name=\"_edn6\">[vi]<\/a> As escalas de valores dos indiv\u00edduos que, por sua vez, d\u00e3o origem ao valor das coisas, s\u00e3o pessoais, subjetivas e intransfer\u00edveis. Sendo subjetivas, qualquer tentativa de mensur\u00e1-las cardinalmente torna-se imposs\u00edvel. Rothbard, 2004. p. 258. Mises, 1995, p. 99.<\/span><\/p>\n<\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-2{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 20px;}.fusion-builder-column-2 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) {.fusion-body .fusion-builder-column-2{width:100% !important;}.fusion-builder-column-2 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}@media only screen and (max-width:640px) {.fusion-body .fusion-builder-column-2{width:100% !important;}.fusion-builder-column-2 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}<\/style><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-flex-container.fusion-builder-row-1{ padding-top : 0px;margin-top : 0px;padding-right : 0px;padding-bottom : 0px;margin-bottom : 0px;padding-left : 0px;}<\/style><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-15439","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos-cy"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15439","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15439"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15439\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15441,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15439\/revisions\/15441"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15439"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15439"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15439"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}