{"id":15316,"date":"2017-09-11T22:15:50","date_gmt":"2017-09-11T20:15:50","guid":{"rendered":"https:\/\/xoandelugo.org\/?p=15316\/"},"modified":"2017-09-11T22:15:50","modified_gmt":"2017-09-11T20:15:50","slug":"da-imoralidade-e-da-ineficiencia-do-estado-uma-analise-rothbardiana-lucas-mendes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/da-imoralidade-e-da-ineficiencia-do-estado-uma-analise-rothbardiana-lucas-mendes\/","title":{"rendered":"DA IMORALIDADE E DA INEFICI\u00caNCIA DO ESTADO: UMA AN\u00c1LISE ROTHBARDIANA &#8211; Lucas Mendes"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"background-color: rgba(255,255,255,0);background-position: center center;background-repeat: no-repeat;border-width: 0px 0px 0px 0px;border-color:#e2e2e2;border-style:solid;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start\" style=\"max-width:calc( 1200px + 0px );margin-left: calc(-0px \/ 2 );margin-right: calc(-0px \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\" style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;padding: 0px 0px 0px 0px;\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><h1 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #428fc9;\">DA IMORALIDADE E DA INEFICI\u00caNCIA DO ESTADO: UMA AN\u00c1LISE ROTHBARDIANA<\/span><\/h1>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-2\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><h4 style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #428fc9;\"><em>\u00a0 \u00a0 &#8211; Lucas Mendes &#8211;\u00a0<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div><div class=\"fusion-separator fusion-full-width-sep\" style=\"align-self: center;margin-left: auto;margin-right: auto;width:100%;\"><div class=\"fusion-separator-border sep-single sep-solid\" style=\"border-color:#ffe500;border-top-width:1px;\"><\/div><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 20px;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) {.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}@media only screen and (max-width:640px) {.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}<\/style><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-1 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\" style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;padding: 0px 0px 0px 0px;\"><div class=\"fusion-text fusion-text-3\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\"><strong>\u00a0 Introdu\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">\u00a0 O libertarianismo \u00e9 uma corrente relativamente recente do pensamento pol\u00edtico. Entretanto, \u00e9 verdade que alguns de seus fundamentos encontram-se nos escritos de alguns pensadores americanos do s\u00e9culo XIX, tais como Lysander Spooner (1808-1887) e Benjamin Tucker (1854-1939) e do economista belga Gustave de Molinari (1819-1912). Todavia, seu corpo te\u00f3rico mais detalhado e abrangente surgiu em princ\u00edpios da d\u00e9cada de 1970 nos EUA, especialmente nos trabalhos do economista e fil\u00f3sofo Murray N. Rothbard (1926-1995), um dos mais ilustres pensadores da escola austr\u00edaca de economia.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">\u00a0 O impacto de suas obras nos c\u00edrculos libert\u00e1rios americanos lhe projetou como o maior expoente do libertarianismo contempor\u00e2neo. A grande realiza\u00e7\u00e3o de Rothbard, contudo, n\u00e3o se limitou na esfera pol\u00edtica. Publicou importantes trabalhos na \u00e1rea da teoria econ\u00f4mica, na hist\u00f3ria do pensamento econ\u00f4mico, na hist\u00f3ria econ\u00f4mica americana e na filosofia pol\u00edtica liberal. Todos os seus trabalhos t\u00eam como n\u00facleo a defesa da liberdade individual. Uma das grandes realiza\u00e7\u00f5es do autor foi ter unificado a teoria econ\u00f4mica com a filosofia pol\u00edtica, esta por ele chamada simplesmente de \u00e9tica, resultado que culminou na justifica\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e \u00e9tica de uma posi\u00e7\u00e3o libert\u00e1ria extremada, tamb\u00e9m conhecida como anarcocapitalismo,<a style=\"color: #999999;\" href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[i]<\/a> isto \u00e9, uma sociedade sem estado, mas baseada no princ\u00edpio da propriedade privada.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">\u00a0 O presente artigo tem por objetivo apresentar um exame cr\u00edtico do Estado a partir do pensamento de Rothbard. Para o nosso autor, o Estado cai em duas graves defici\u00eancias injustific\u00e1veis: uma de ordem econ\u00f4mica e outra de ordem moral. Sendo que a de ordem moral \u00e9 a principal para Rothbard rejeitar qualquer chance de legitimidade para o Estado. Por fim, considera-se que sua an\u00e1lise fornece importantes componentes para se pensar uma sociedade livre, justa e pr\u00f3spera.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<ol style=\"text-align: justify;\">\n<li><span style=\"color: #999999;\"><strong> Fundamentos te\u00f3ricos.<\/strong><\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">1.1 O Teorema da n\u00e3o-agress\u00e3o e o direito \u00e0 propriedade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">\u00a0 De acordo com nosso autor (Rothbard, 2002), o credo libert\u00e1rio se fundamenta num axioma central: nenhum homem ou grupo de homens pode cometer uma agress\u00e3o contra a pessoa ou a propriedade do outro. Rothbard definiu este axioma como &#8220;teorema da n\u00e3o agress\u00e3o&#8221;. Da\u00ed que agress\u00e3o se define como o in\u00edcio do uso ou amea\u00e7a do uso da viol\u00eancia f\u00edsica contra a pessoa ou a propriedade do outro. Portanto, agress\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo de invas\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">\u00a0 A defesa libert\u00e1ria ao direito de propriedade privada \u00e9 baseado no direito natural conforme demonstrado por John Locke:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">Cada homem tem uma propriedade particular em sua pr\u00f3pria pessoa; a esta ningu\u00e9m tem qualquer direito sen\u00e3o ele mesmo. O trabalho de seus bra\u00e7os e a obra das suas m\u00e3os, pode-se afirmar, s\u00e3o propriamente dele. (Locke, 2005: 38, \u00a7 27)<\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">\u00a0 Sendo o indiv\u00edduo detentor exclusivo de seu pr\u00f3prio corpo e de sua propriedade legitimamente adquirida,<a style=\"color: #999999;\" href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\">[ii]<\/a> ele possui por implica\u00e7\u00e3o l\u00f3gica o direito de usufruir e gozar livremente de sua propriedade desde que o seu uso n\u00e3o implique numa agress\u00e3o \u00e0 pessoa ou \u00e0 propriedade do outro, bem como, possui o direito \u00e0 sua preserva\u00e7\u00e3o e a autodefesa contra a agress\u00e3o alheia. Portanto, a teoria libert\u00e1ria mostra que violar o direito de propriedade do homem significa tamb\u00e9m violar a sua liberdade. Na equa\u00e7\u00e3o rothbardiana, tem-se que liberdade \u00e9 uma extens\u00e3o necess\u00e1ria do direito \u00e0 propriedade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">\u00a0 De acordo com o pensador libert\u00e1rio, o princ\u00edpio do direito \u00e0 propriedade exclusiva que cada indiv\u00edduo possui de seu pr\u00f3prio corpo e dos lugares e bens por ele possu\u00eddos antes de qualquer outro est\u00e1 de pleno acordo com a nossa intui\u00e7\u00e3o moral. Rothbard (2002) nota que se A n\u00e3o for propriet\u00e1rio de seu corpo f\u00edsico e da propriedade por ele originalmente apropriada, produzida ou adquirida voluntariamente resta apenas duas alternativas. A primeira, que um indiv\u00edduo B submeta o indiv\u00edduo A a seu jugo, expropriando o direito do outro a posse de seu pr\u00f3prio corpo e dos lugares e bens por ele possu\u00eddos, produzidos ou adquiridos. A quest\u00e3o que se imp\u00f5e \u00e9: mas porque B teria esse direito sobre a propriedade e a pessoa de A? Ou, qual crit\u00e9rio moral justificaria que B seja senhor e A seja servo? Para o libert\u00e1rio esta posi\u00e7\u00e3o n\u00e3o se justifica, pois ela relativiza um c\u00f3digo moral para os mesmos homens. Para Rothbard, \u00e9 intuitivo e auto-evidente que uma moral humana, que se quer universal, deva rejeitar um princ\u00edpio que assegure que um homem ou grupo de homens tem o direito de expropriar e subjugar o outro a for\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">\u00a0 A segunda alternativa seria que cada homem possu\u00edsse parte da propriedade de todos os outros. Rothbard chamou essa alternativa de comunismo universal. Mas ele igualmente rejeita esta hip\u00f3tese, pois ela culmina numa insol\u00favel contradi\u00e7\u00e3o l\u00f3gica. Ora, se cada um \u00e9 co-propriet\u00e1rio do corpo e das propriedades do outro, ningu\u00e9m pode tomar qualquer iniciativa sem antes pedir autoriza\u00e7\u00e3o para as outras partes co-propriet\u00e1rias. Fica evidente que a propriedade comunal levaria a humanidade \u00e0 ina\u00e7\u00e3o e ao auto-exterm\u00ednio,<a style=\"color: #999999;\" href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\">[iii]<\/a> at\u00e9 porque no plano mundial seria imposs\u00edvel ter o aval de cada homem antes de tomar alguma iniciativa. Mas pior ainda, de fato ningu\u00e9m poderia dar a sua pr\u00f3pria opini\u00e3o se antes n\u00e3o lhe fosse atribu\u00eddo a propriedade exclusiva de si mesmo. Assim sendo, a \u00fanica possibilidade moral que resta, segundo Rothbard, \u00e9 a no\u00e7\u00e3o do direito exclusivo \u00e0 propriedade que cada indiv\u00edduo tem sobre seu pr\u00f3prio corpo e por implica\u00e7\u00e3o l\u00f3gica isto se estende ao direito de propriedade aos frutos do seu trabalho, ou seja, a original concep\u00e7\u00e3o lockeana do direito \u00e0 propriedade dos objetos externos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"2\">\n<li><span style=\"color: #999999;\">Trocas volunt\u00e1rias e agress\u00e3o.<\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">\u00a0 Sendo o princ\u00edpio da n\u00e3o-agress\u00e3o o elemento fundador do credo libert\u00e1rio, decorre que os homens possuem o direito para produzir e realizar trocas volunt\u00e1rias com suas propriedades. Para fortalecer o argumento, oportuna se faz a distin\u00e7\u00e3o feita pelo soci\u00f3logo alem\u00e3o Franz Oppenheimer em seu livro <em>The State<\/em>, frequentemente citado por Rothbard, onde ele distingue duas maneiras de se adquirir riquezas: o meio econ\u00f4mico e o meio pol\u00edtico. O primeiro (meio econ\u00f4mico) consiste no resultado de trocas livres e volunt\u00e1rias realizadas entre duas pessoas ou dois grupos. O resultado das livres trocas, ou livre com\u00e9rcio, n\u00e3o \u00e9 um resultado de soma zero, porque as partes que realizam as trocas esperam obter benef\u00edcios m\u00fatuos, caso contr\u00e1rio n\u00e3o haveria a rela\u00e7\u00e3o. Este arranjo volunt\u00e1rio de trocas se d\u00e1 via mercado. \u00c9 o meio econ\u00f4mico. O segundo meio de se adquirir riqueza, dizia Oppenheimer, \u00e9 o meio pol\u00edtico, onde uma pessoa ou grupo de pessoas expropria os recursos alheios via for\u00e7a e explora\u00e7\u00e3o. Oppenheimer nos diz que este meio de obter riquezas \u00e9 genuinamente praticado pelos assaltantes e pelo Estado, uma vez que este obt\u00e9m sua renda atrav\u00e9s da for\u00e7a coercitiva (taxa\u00e7\u00e3o) sobre os s\u00faditos. Ou seja, o livre mercado constitui-se tamb\u00e9m num elemento leg\u00edtimo das rela\u00e7\u00f5es humanas conforme a teoria libert\u00e1ria.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">\u00a0 Com base nisso, Rothbard pretende mostrar que a a\u00e7\u00e3o humana virtuosa somente pode se realizar sob condi\u00e7\u00f5es de liberdade. As rela\u00e7\u00f5es livres e contratuais, isto \u00e9, aquelas que se expressam no mercado, s\u00e3o os meios leg\u00edtimos e morais para as rela\u00e7\u00f5es humanas. No tocante \u00e0 caridade, Rothbard (2004, cap. 6, PM) rejeita a id\u00e9ia de que o Estado possa ser um ente caridoso, pois na pr\u00e1tica o Estado tira de uns via for\u00e7a (impostos) para dar \u00e0 outros. Para o pensador libert\u00e1rio n\u00e3o pode haver virtuosidade e caridade num contexto de viola\u00e7\u00e3o de direitos, no caso, a viola\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria liberdade. E a a\u00e7\u00e3o s\u00f3 pode ser virtuosa onde haja a liberdade para agir e escolher agir virtuosamente.<\/span><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"3\">\n<li><span style=\"color: #999999;\">O Estado<\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">\u00a0 Como vimos acima, o libertarianismo se op\u00f5e a toda e qualquer forma de agress\u00e3o e enxerga que ao longo da hist\u00f3ria e na atualidade sempre houve um agressor central, dominante e avassalador dos direitos do homem: o Estado. Rothbard acentua que<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">The libertarian, in short, insists on applying the general moral law to everyone, and makes no special exemptions for any person or group. But if we look at the State naked, as it were, we see that it is universally allowed, and even encouraged, to commit all the acts which even non-libertarians concede are reprehensible crimes. The State habitually commits mass murder, which it calls &#8220;war,&#8221; or sometimes &#8220;suppression of subversion&#8221;; the State engages in enslavement into its military forces, which it calls &#8220;conscription&#8221;; and it lives and has its being in the practice of forcible theft, which it calls &#8220;taxation.&#8221; The libertarian insists that whether or not such practices are supported by the majority of the population is not germane to their nature: that, regardless of popular sanction, War is Mass Murder, Conscription is Slavery, and Taxation is Robbery. The libertarian, in short, is almost completely the child in the fable, pointing out insistently that the emperor has no clothes. (Rothbard. 2002: 23)<\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">\u00a0 Os libert\u00e1rios alertam para a exist\u00eancia de um paradoxo moral na pr\u00f3pria exist\u00eancia do Estado. Ele \u00e9 a \u00fanica institui\u00e7\u00e3o social que obt\u00e9m sua renda via a\u00e7\u00e3o n\u00e3o-volunt\u00e1ria e n\u00e3o-contratual, ou seja, ele subsiste atrav\u00e9s da coer\u00e7\u00e3o violenta sobre a propriedade e a renda de quem obt\u00e9m seus ganhos por meio das trocas livres e volunt\u00e1rias. Se qualquer pessoa ou institui\u00e7\u00e3o social tentar obter sua renda atrav\u00e9s da viol\u00eancia coercitiva sobre a propriedade ou renda alheia imediatamente se enquadrar\u00e1 em a\u00e7\u00e3o criminosa, segundo as leis da mesma institui\u00e7\u00e3o que vive precisamente por meio deste expediente. Como diz Rothbard &#8220;o libert\u00e1rio aplica a lei moral geral para todos e n\u00e3o faz exce\u00e7\u00e3o especial a qualquer pessoa ou grupo&#8221;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">\u00a0 O fil\u00f3sofo libert\u00e1rio Barnett (1976), mostra que o Estado pela sua pr\u00f3pria natureza n\u00e3o pode obedecer as suas pr\u00f3prias leis e c\u00f3digos legais. Decorre que se o Estado \u00e9 incapaz de obedecer as suas pr\u00f3prias leis, ent\u00e3o ele \u00e9 necessariamente ineficiente e auto-contradit\u00f3rio como legislador. Para Rothbard, portanto, h\u00e1 uma impossibilidade moral em conceder legitimidade \u00e0 exist\u00eancia do Estado.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">\u00a0 Nosso autor mostrou tamb\u00e9m a inerente inefic\u00e1cia do Estado como fornecedor de bens p\u00fablicos.<a style=\"color: #999999;\" href=\"#_edn4\" name=\"_ednref4\">[iv]<\/a> O Estado sendo um monopolista territorial sobre a oferta de alguns produtos ou servi\u00e7os, como por exemplo, prote\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a, tende sistematicamente a reduzir a qualidade do servi\u00e7o ao mesmo tempo em que aumenta o seu pre\u00e7o. Livre da competi\u00e7\u00e3o ou da possibilidade da entrada de novos concorrentes no mercado e obtendo sua renda via cobran\u00e7a de impostos e n\u00e3o atrav\u00e9s do pagamento volunt\u00e1rio, o Estado mant\u00e9m-se num ambiente sem os incentivos constantes para aprimorar seus servi\u00e7os, buscar a efici\u00eancia e a qualidade. Segundo Rothbard, a grande quest\u00e3o \u00e9<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">How is the government to decide how much protection to provide and how much taxes to levy? For, contrary to the limited gov\u00adernment theory, &#8220;protection&#8221; is no more a collective, one-lump &#8220;thing&#8221; than any other good or service in society. (Rothbard, 2002b: 180).<\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">\u00a0 Rothbard desafia a concep\u00e7\u00e3o de que o Estado pode ser capaz de fornecer com efici\u00eancia qualquer servi\u00e7o que se proponha. De fato, ele exp\u00f5e tr\u00eas d\u00favidas te\u00f3ricas de dif\u00edcil solu\u00e7\u00e3o. Quanto de prote\u00e7\u00e3o o Estado deve fornecer? A que custo? E quem decidir\u00e1 a qualidade da prote\u00e7\u00e3o que cada pessoa dever\u00e1 receber? De fato, &#8220;prote\u00e7\u00e3o&#8221; pode implicar qualquer coisa, desde um guarda costa armado por pessoa at\u00e9 um ex\u00e9rcito altamente equipado. De forma contundente, conclui Rothbard<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">Mas quem decidir\u00e1 sobre quanto de prote\u00e7\u00e3o a ser produzida, uma vez que \u00e9 ineg\u00e1vel que toda pessoa estaria melhor protegida do roubo e da agress\u00e3o se estivesse contando com um guarda-costa armado do que se n\u00e3o tivesse? No livre mercado, decis\u00f5es sobre quanto e em que qualidade de qualquer bem ou servi\u00e7o a ser ofertada a cada pessoa \u00e9 feita pelos meios das compras volunt\u00e1rias de cada indiv\u00edduo; mas qual crit\u00e9rio pode ser aplicado quando as decis\u00f5es s\u00e3o tomadas pelo governo? A resposta \u00e9 nenhum crit\u00e9rio, pois tais decis\u00f5es governamentais s\u00f3 podem ser puramente arbitr\u00e1rias. (Rothbard, 2002b: 181).<\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">\u00a0 Um pensador alinhado \u00e0 escola austr\u00edaca de economia e um dos mais destacados seguidores de Rothbard em atividade, o economista e fil\u00f3sofo Hans-Hermann Hoppe, tamb\u00e9m revela as incontorn\u00e1veis implica\u00e7\u00f5es de o Estado possuir o monop\u00f3lio da \u00faltima decis\u00e3o em caso de conflitos (ultimate decision-making). Isto \u00e9, o Estado tamb\u00e9m se outorga a condi\u00e7\u00e3o monopolista de \u00faltimo \u00e1rbitro em todo caso de conflito, inclusive conflitos envolvendo ele mesmo, n\u00e3o havendo possibilidade de apelo acima ou para al\u00e9m de sua pr\u00f3pria estrutura.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">As noted, the government is the ultimate judge in every case of conflict, including conflicts involving itself. Consequently, instead of merely preventing and resolving conflict, a monopolist of ultimate decision-making will also provoke conflict in order to settle it to his own advantage. That is, if one can only appeal to government for justice, justice will be perverted in the favor of government, constitutions and supreme courts notwithstanding. Indeed, these are government constitutions and courts, and whatever limitations on government action they may find is invariably decided by agents of the very same institution under consideration. (Hoppe, 2006).<\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">\u00a0 Inserido neste irremedi\u00e1vel contexto de arbitrariedade econ\u00f4mica-alocativa conforme mostrado por Rothbard; motivado, como todo mundo \u00e9, pelo auto-interesse e a desutilidade do trabalho e ainda equipado com o monop\u00f3lio de \u00faltima decis\u00e3o em caso de conflito e o poder exclusivo de taxa\u00e7\u00e3o, o objetivo dos agentes governamentais ser\u00e3o invariavelmente o de maximizar os gastos em prote\u00e7\u00e3o e ao mesmo tempo minimizar a produ\u00e7\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o. A consequ\u00eancia inevit\u00e1vel do Estado, ainda que uma vez considerado m\u00ednimo, ser\u00e1 a sua sistem\u00e1tica expans\u00e3o sobre a liberdade individual. Lamentavelmente, a hist\u00f3ria do Estado moderno registra este fen\u00f4meno, conforme demonstrou \u00e0 exaust\u00e3o Hoppe (2001).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\"><strong>Considera\u00e7\u00f5es finais.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">\u00a0 De acordo com Rothbard, verifica-se que do ponto de vista econ\u00f4mico-utilit\u00e1rio o Estado \u00e9 uma entidade que sofre de uma irresist\u00edvel inclina\u00e7\u00e3o \u00e0 inefici\u00eancia, isto \u00e9, ao ostensivo desperd\u00edcio dos escassos recursos econ\u00f4micos. Por\u00e9m, para o autor americano, a cr\u00edtica ao Estado, \u00e9 antes de tudo de ordem moral, ainda que moral e utilidade, embora separadas, acabem sinalizando o mesmo caminho, isto \u00e9, o de adotar uma postura categ\u00f3rica de rejei\u00e7\u00e3o \u00e0 entidade estatal.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">\u00a0Sem embargo, alguns poderiam criticar esta posi\u00e7\u00e3o alegando que os libert\u00e1rios ignoram um dado elementar da natureza humana: uma certa tend\u00eancia \u00e0 agress\u00e3o e \u00e0 viol\u00eancia, pois que desprezam a necessidade do Estado para ordenar e regular o conv\u00edvio social. No entanto, esta cr\u00edtica seria precipitada, visto que os libert\u00e1rios n\u00e3o ignoram a natureza humana em geral nem a sua inclina\u00e7\u00e3o \u00e0 viol\u00eancia e \u00e0 agress\u00e3o em particular. Os libert\u00e1rios simplesmente alertam que desta tend\u00eancia natural do homem ao conflito n\u00e3o se segue, nem tampouco se justifica, a necessidade do monop\u00f3lio estatal. Os te\u00f3ricos libert\u00e1rios inferem que \u00e9 precisamente do fato de &#8220;o homem ser o lobo do pr\u00f3prio homem&#8221; (na famosa frase de Hobbes) que haver\u00e1 de surgir no mercado indiv\u00edduos, grupos e cooperativas, que fornecer\u00e3o servi\u00e7os de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 vida e \u00e0 propriedade.<a style=\"color: #999999;\" href=\"#_edn5\" name=\"_ednref5\">[v]<\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">\u00a0 Se isto parece razo\u00e1vel, a quest\u00e3o que resta explicar diz respeito ao modo em que se dar\u00e3o os servi\u00e7os de pol\u00edcia e tribunais de arbitragem de conflito, enfim, como garantir o conv\u00edvio social pac\u00edfico e a justi\u00e7a num ambiente regulado apenas por ag\u00eancias privadas de prote\u00e7\u00e3o. Rothbard procurou responder esta quest\u00e3o mostrando em seu monumental tratado de economia <em>Man, Economy, and State<\/em> (1962) como funcionaria uma sociedade livre. Em <em>Power and Market<\/em> (1970) e em <em>For a New Liberty<\/em> (1973) mostrou como ag\u00eancias de prote\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a funcionariam numa sociedade livre. De acordo com nosso autor, diante da alternativa estatal, as rela\u00e7\u00f5es volunt\u00e1rias e contratuais s\u00e3o econ\u00f4mica e moralmente superiores em fornecer quaisquer produtos ou servi\u00e7os \u00e0 sociedade. O espa\u00e7o n\u00e3o nos permitir\u00e1 entrar nos detalhes desta perspectiva, contudo, uma li\u00e7\u00e3o que pode-se extrair a partir do exposto \u00e9 que algo precisa ser pensado em rela\u00e7\u00e3o a ordena\u00e7\u00e3o social, pol\u00edtica e econ\u00f4mica das sociedades contempor\u00e2neas, especialmente quando vemos que o Estado moderno tem sistematicamente assumido poderes cada vez mais discricion\u00e1rios sobre a vida e a liberdade individual. E, finalmente, acredita-se que a an\u00e1lise rothbardiana pode nos auxiliar a compreender melhor as raz\u00f5es e implica\u00e7\u00f5es da expans\u00e3o estatal. Levar isso em conta \u00e9 indispens\u00e1vel para sabermos com mais rigor a quem e aonde combater as excresc\u00eancias econ\u00f4micas, pol\u00edticas e sociais que observamos em nossa sociedade.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-1{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 20px;}.fusion-builder-column-1 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) {.fusion-body .fusion-builder-column-1{width:100% !important;}.fusion-builder-column-1 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}@media only screen and (max-width:640px) {.fusion-body .fusion-builder-column-1{width:100% !important;}.fusion-builder-column-1 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}<\/style><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-2 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\" style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;padding: 0px 0px 0px 0px;\"><div class=\"fusion-separator fusion-full-width-sep\" style=\"align-self: center;margin-left: auto;margin-right: auto;width:100%;\"><div class=\"fusion-separator-border sep-double sep-solid\" style=\"border-color:#ffeb3b;border-top-width:1px;border-bottom-width:1px;\"><\/div><\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-4\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\"><strong>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">BARNETT, Randy E. &#8220;Fuller, Law, and Anarchism.&#8221; The Libertarian Forum, February 1976, pp. 5-7.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">HOPPE, Hans-Hermann. <em>Democracy: The God That Failed<\/em>. Transaction Publisher, 2001.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">HOPPE, Hans-Hermann. &#8220;Fallacies of the Public Goods Theory and the Production of Security.&#8221; <em>Journal of Libertarian Studies<\/em>, Vol. 9 Num. 1, Winter 1989, pp. 27-46<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">HOPPE, Hans-Hermann. &#8220;The Idea of a Private Law Society.&#8221; Dispon\u00edvel em: <a style=\"color: #999999;\" href=\"https:\/\/www.mises.org\/story\/2265.%20Acesso%20em%2025\/11\/2006\">https:\/\/www.mises.org\/story\/2265. Acesso em 25\/11\/2006<\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">LOCKE, John. <em>Segundo Tratado sobre o Governo<\/em>. Martin Claret, 2005<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">ROTHBARD, Murray N. <em>For a New Liberty: The Libertarian Manifesto<\/em>. Macmillan Publishing Co., Inc. Online Edition Ludwig von Mises Institute, 2002.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">ROTHBARD, Murray N. <em>Man, Economy and State with Power and Market<\/em>. Mises Institute. Scholar Edition, 2004. Na cita\u00e7\u00e3o &#8220;2004: PM&#8221; para Power and Market.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">ROTHBARD, Murray N. <em>The Ethics of Liberty<\/em>. New York University Press, 2002b.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\"><a style=\"color: #999999;\" href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[i]<\/a> Usarei de modo intercambi\u00e1vel os termos &#8220;anarcocapitalismo&#8221;, &#8220;sociedade libert\u00e1ria&#8221; e &#8220;sociedade livre&#8221;, apenas para aliviar o texto de excessivas repeti\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\"><a style=\"color: #999999;\" href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[ii]<\/a> A justifica\u00e7\u00e3o do direito de propriedade para Rothbard \u00e9 somente para a propriedade legitimamente adquirida, isto \u00e9, somente as propriedades obtidas atrav\u00e9s da apropria\u00e7\u00e3o original de recursos n\u00e3o possu\u00eddos por ningu\u00e9m (homesteading), e pelos m\u00e9todos de produ\u00e7\u00e3o e das trocas volunt\u00e1rias, isto \u00e9, pelo m\u00e9todo do livre mercado. Evidentemente que caridade e doa\u00e7\u00f5es se enquadram aqui.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\"><a style=\"color: #999999;\" href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[iii]<\/a> Este argumento \u00e9 tamb\u00e9m apresentado por Locke no Segundo Tratado sobre o Governo, \u00a7 28.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\"><a style=\"color: #999999;\" href=\"#_ednref4\" name=\"_edn4\">[iv]<\/a> Para uma demonstra\u00e7\u00e3o da fal\u00e1cia no pr\u00f3prio conceito de bem p\u00fablico, ver Rothbard (2004: 1029-1036) e Hoppe (1989).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\"><a style=\"color: #999999;\" href=\"#_ednref5\" name=\"_edn5\">[v]<\/a> Conforme ilustra a lei de associa\u00e7\u00e3o de Ricardo, a tend\u00eancia natural do homem \u00e9 a coopera\u00e7\u00e3o e n\u00e3o o conflito, embora este tamb\u00e9m se fa\u00e7a presente, por\u00e9m n\u00e3o com a preponder\u00e2ncia suposta por Hobbes que efetivamente enxergava um conflito civil em torno do poder estatal mon\u00e1rquico e inversamente associava-o ao &#8220;estado de natureza&#8221; do homem, em seu livro O Leviat\u00e3 (1651).<\/span><\/p>\n<\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-2{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 20px;}.fusion-builder-column-2 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) {.fusion-body .fusion-builder-column-2{width:100% !important;}.fusion-builder-column-2 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}@media only screen and (max-width:640px) {.fusion-body .fusion-builder-column-2{width:100% !important;}.fusion-builder-column-2 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}<\/style><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-flex-container.fusion-builder-row-1{ padding-top : 0px;margin-top : 0px;padding-right : 0px;padding-bottom : 0px;margin-bottom : 0px;padding-left : 0px;}<\/style><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-15316","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos-cy"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15316","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15316"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15316\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15317,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15316\/revisions\/15317"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15316"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15316"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15316"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}