{"id":15248,"date":"2017-08-28T21:23:19","date_gmt":"2017-08-28T19:23:19","guid":{"rendered":"https:\/\/xoandelugo.org\/?p=15248\/"},"modified":"2017-08-28T21:23:41","modified_gmt":"2017-08-28T19:23:41","slug":"um-reacionario-radical-o-pensamento-politico-de-murray-n-rothbard-miguel-anxo-bastos-boubeta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/um-reacionario-radical-o-pensamento-politico-de-murray-n-rothbard-miguel-anxo-bastos-boubeta\/","title":{"rendered":"UM REACION\u00c1RIO RADICAL: O PENSAMENTO POL\u00cdTICO DE MURRAY N. ROTHBARD &#8211;  Miguel Anxo Bastos Boubeta"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"background-color: rgba(255,255,255,0);background-position: center center;background-repeat: no-repeat;border-width: 0px 0px 0px 0px;border-color:#e2e2e2;border-style:solid;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start\" style=\"max-width:calc( 1200px + 0px );margin-left: calc(-0px \/ 2 );margin-right: calc(-0px \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\" style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;padding: 0px 0px 0px 0px;\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><h1 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #428fc9;\">UM REACION\u00c1RIO RADICAL: O PENSAMENTO POL\u00cdTICO DE MURRAY N. ROTHBARD<\/span><\/h1>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-2\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><h4 style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #428fc9;\"><em>\u00a0 \u00a0 &#8211; Miguel Anxo Bastos Boubeta &#8211;\u00a0<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #428fc9;\"><em>\u00a0\u00a0<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div><div class=\"fusion-separator fusion-full-width-sep\" style=\"align-self: center;margin-left: auto;margin-right: auto;width:100%;\"><div class=\"fusion-separator-border sep-single sep-solid\" style=\"border-color:#ffe500;border-top-width:1px;\"><\/div><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 20px;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) {.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}@media only screen and (max-width:640px) {.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}<\/style><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-1 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\" style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;padding: 0px 0px 0px 0px;\"><div class=\"fusion-text fusion-text-3\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u201cEnt\u00e3o, como devemos chamar a n\u00f3s mesmos? N\u00e3o tenho uma resposta f\u00e1cil, mas talvez poder\u00edamos dizer que somos \u2018reacion\u00e1rios radicais\u2019 ou \u2018direitistas radicais\u2019, o r\u00f3tulo que nos foi dado por nossos inimigos nos anos 1950. Ou, se existe demasiada obje\u00e7\u00e3o ao temido termo \u2018radical\u2019, podemos seguir a sugest\u00e3o de alguns de nosso grupo de nos chamarmos \u2018a direita linha dura\u2019. Qualquer desses termos \u00e9 prefer\u00edvel a \u2018conservador\u2019, e tamb\u00e9m serve para a fun\u00e7\u00e3o de separar a n\u00f3s mesmos do movimento conservador oficial que, como vou assinalar em um minuto, foi tomado por nossos inimigos\u201d.<\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">Murray N. Rothbard. \u201cA Strategy for the Right!\u201d<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 O pensamento pol\u00edtico de Murray Rothbard ainda n\u00e3o foi suficientemente estudado. Neste artigo pretendemos analisar os principais pontos de seu ide\u00e1rio como a sua teoria predat\u00f3ria do estado, seu isolacionismo e sua teoria das classes sociais. Nosso objetivo \u00e9 mostrar como o pensamento de Rothbard \u00e9 fruto da s\u00edntese da Escola Austr\u00edaca de Economia e da tradi\u00e7\u00e3o libert\u00e1ria dos postulados te\u00f3ricos da Old Right norte-americana.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">I<strong>ntrodu\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 O pensamento pol\u00edtico de Murray N. Rothbard j\u00e1 come\u00e7a a ser bem conhecido entre n\u00f3s gra\u00e7as ao ressurgir da Escola Austr\u00edaca de Economia (Huerta de Soto, 2000), da qual Rothbard foi um dos mais destacados membros, e \u00e0 tradu\u00e7\u00e3o para o espanhol de algumas de suas obras principais, como sua monumental obra p\u00f3stuma Hist\u00f3ria del Pensamiento Econ\u00f3mico (Rothbard, 1999a). Assim, seu pensamento pol\u00edtico foi injustamente negligenciado entre n\u00f3s a notas de rodap\u00e9 dos manuais de teoria pol\u00edtica, apesar de ter contribuido com uma das tradi\u00e7\u00f5es mais f\u00e9rteis da direita norte-americana: o anarcocapitalismo ou libertarianismo radical (Zoll, 1971; Gottfried, 1993), sintetizando em uma obra de profunda originalidade elementos extra\u00eddos da economia austr\u00edaca, a teoria pol\u00edtica lockeana e a filosofia jusnaturalista (Barry, 1983; 1986). Rothbard foi um cientista social interdisciplinar que abordou de forma interrelacionada o estudo da economia, pol\u00edtica, hist\u00f3ria e filosofia das ci\u00eancias sociais como ci\u00eancias da a\u00e7\u00e3o humana rejeitando por sistema em todo momento a pretens\u00e3o de estud\u00e1-las a partir de paradigmas metodol\u00f3gicos formais provenientes das ci\u00eancias naturais (Rothbard, 1997a; 1997b; 1997c). Seu pensamento pol\u00edtico \u00e9 de uma grande coer\u00eancia ao longo do tempo, centrando sempre sua cr\u00edtica da natureza essencialmente predat\u00f3ria e coercitiva do estado, seu isolacionismo em pol\u00edtica exterior, sua vis\u00e3o elitista das rela\u00e7\u00f5es entre estado e sociedade e seu libertarianismo radical, que o levou a idealizar uma ordem pol\u00edtica libert\u00e1ria. Assim foi a sua pr\u00e1tica pol\u00edtica, oscilando de direita \u00e0 esquerda, passando por sua decisiva participa\u00e7\u00e3o na funda\u00e7\u00e3o do Libertarian Party norte-americano, voltando a apoiar no fim de sua vida plataformas de direita linha dura, mas sempre defendendo as mesmas ideias e sendo, em suas pr\u00f3prias palavras, mais radical a cada dia em sua defesa (Raimondo, 2000).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Neste trabalho pretendemos realizar uma aproxima\u00e7\u00e3o aos aspectos mais originais de seu pensamento pol\u00edtico, sem pretender abordar aqui, pelas caracter\u00edsticas deste trabalho, o estudo nem as suas contribui\u00e7\u00f5es \u00e0 ci\u00eancia econ\u00f4mica e nem as ra\u00edzes filos\u00f3ficas, que j\u00e1 foram tratadas, com precisa animosidade na obra de Sciabarra (Sciabarra, 2000) ou com mais simpatia no trabalho de Powell e Stringham (Powell and Stringham, 2004). Rothbard n\u00e3o precisa de introdu\u00e7\u00f5es para ser lido (ele mesmo disse em uma entrevista, que agora n\u00e3o consigo localizar, que a diferen\u00e7a entre Mises e Keynes era que o segundo precisa de livros introdut\u00f3rios para ser entendido enquanto que Mises pode ser lido diretamente por uma pessoa culta, o que provaria sua superior claridade de ideias) pois a sua prosa \u00e9 assombrosamente clara, inclusive para um leigo nessas mat\u00e9rias, pelo que este trabalho pretende unicamente chamar a aten\u00e7\u00e3o sobre um dos pensadores pol\u00edticos, a meu entender, mais importantes do s\u00e9culo XX e buscar que suas ideias entrem no debate acad\u00eamico hisp\u00e2nico.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\"><strong>A ordem libert\u00e1ria de Rothbard.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 O anarquismo norte-americano em que Rothbard se inspirou permaneceu unido at\u00e9 as \u00faltimas tr\u00eas d\u00e9cadas do s\u00e9culo XIX, no qual a viol\u00eancia desencadeada pelos anarquistas de esquerda levou os libert\u00e1rios individualistas a romper com o movimento anarquista internacional e a constituir uma tradi\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria (McElroy, 2000), centrada na cr\u00edtica radical do estado, mas a partir de postulados n\u00e3o coletivistas e defendendo a ordem de mercado como base para uma sociedade anarquista. Autores norte-americanos como Josiah Warren, Voltairine de Cleyre, Lysander Spooner, Albert Jay Nock e Benjamin Tucker ou europeus como Herbert Spencer ou Gustave de Molinari (Zanotto, 2001; Hart, 1981a) formularam no final do s\u00e9culo XIX e nas primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XX duras cr\u00edticas ao estatismo em todas as suas formas e descreveram os princ\u00edpios e institui\u00e7\u00f5es de uma sociedade sem estado, mas coordenada atrav\u00e9s do mercado e institui\u00e7\u00f5es capitalistas (Cubbedu, 1999). Destaca-se entre estes a obra de Gustave de Molinari, um economista belga que estabelece uma sociedade na qual at\u00e9 a defesa era feita por ag\u00eancias de seguran\u00e7a privadas e em que a plena propriedade privada seria a institui\u00e7\u00e3o que permitiria definir e ordenar os deveres e obriga\u00e7\u00f5es sociais. A partir dos seus antecessores, Rothbard constr\u00f3i seu sistema libert\u00e1rio individualista primeiro atrav\u00e9s do esbo\u00e7o de uma ordem pol\u00edtica libert\u00e1ria, expressa em seu manifesto For a New Liberty (Rothbard, 1978) e segundo atrav\u00e9s da sua diferencia\u00e7\u00e3o do conservadorismo cl\u00e1ssico, do qual extrai muitos temas, mas que critica como estatista em v\u00e1rios artigos publicados ao longo de v\u00e1rios anos na revista conservadora Modern Age (Rothbard, 1961; 1980; 1981). Al\u00e9m da sua teoria dos direitos naturais, derivada das velhas ideias tomistas do direito natural, o mais interessante do libertarianismo \u00e9 a descri\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es de mercado que supririam os servi\u00e7os agora desempenhados pelo estado. Na educa\u00e7\u00e3o Rothbard prop\u00f5e uma privatiza\u00e7\u00e3o radical do ensino (Rothbard, 1978; 1999b) sem admitir sequer f\u00f3rmulas intermedi\u00e1rias como os vouchers, que ele considera estatistas. Rothbard parte da ideia de que n\u00e3o se pode definir objetivamente um conjunto de conte\u00fados m\u00ednimos que devam ser aprendidos pelos estudantes, considerando portanto que boa parte da aprendizagem escolar \u00e9 doutrinamento em valores funcionais aos governantes vigentes. A escola \u00e9 uma fonte intermin\u00e1vel de guerras culturais (ora\u00e7\u00e3o, evolucionismo, nacionalismo, bandeira\u2026) que s\u00f3 poder\u00e3o ser resolvidas permitindo-se aos pais comprar a quantidade e qualidade que eles, \u00fanicos legitimados para educar, conforme Rothbard, desejem de educa\u00e7\u00e3o e nos valores e cren\u00e7as que eles escolherem. Nosso autor \u00e9 tamb\u00e9m muito cr\u00edtico com a institui\u00e7\u00e3o escolar, seguindo a linha de outros libert\u00e1rios como Paul Goodman, pois a considera apta como dep\u00f3sito de crian\u00e7a ou instrumento de engenharia social, e n\u00e3o a institui\u00e7\u00e3o mais adequada para a aprendizagem, pois padronizaria o conhecimento deixando insatisfeito e frustrado quem se afasta da m\u00e9dia, se \u00e9 assim que se pode falar de alunos m\u00e9dios.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 No que se refere ao estado de bem-estar, Rothbard clama a sua completa desapari\u00e7\u00e3o e substitui\u00e7\u00e3o para atender casos extremos de pobreza pelo recurso de organiza\u00e7\u00f5es privadas de caridade, sejam elas laicas, sejam religiosas, como as dos m\u00f3rmons ou as cat\u00f3licas. Sua cr\u00edtica ao estado de bem-estar se concentra principalmente em dois argumentos. O primeiro \u00e9 a exist\u00eancia de direitos sociais. Os direitos sociais n\u00e3o s\u00e3o verdadeiros direitos derivados da natureza humana, mas s\u00e3o direitos arbitrariamente estabelecidos por pol\u00edticos e juristas. S\u00e3o direitos de conte\u00fado amb\u00edguo e que implicam coer\u00e7\u00e3o sobre outros para serem financiados. Em segundo lugar, Rothbard usa um argumento de tipo econ\u00f4mico para criticar as pol\u00edticas sociais. Segundo ele, quando um determinado comportamento se subsidia, diminui o desinteresse em deixar de pratic\u00e1-lo e aumenta o incentivo em pratic\u00e1-lo. Desta forma se se subvenciona o desemprego ou uma situa\u00e7\u00e3o de marginalidade, diminuindo o desejo de abandonar essas pr\u00e1ticas, pois a situa\u00e7\u00e3o objetiva melhorar\u00e1, alterando as prefer\u00eancias relativas a outro tipo de conduta. A guerra contra a pobreza n\u00e3o melhora a situa\u00e7\u00e3o dos pobres, mas aumenta a pobreza, \u00e9 a conclus\u00e3o que tem Rothbard dos programas sociais. Mas talvez o mais chamativo de Rothbard s\u00e3o suas radicais propostas em temas sobre a seguran\u00e7a, justi\u00e7a e meio ambiente, pois as suas propostas de n\u00e3o interven\u00e7\u00e3o do estado na vida econ\u00f4mica n\u00e3o s\u00e3o novas no pensamento econ\u00f4mico. Rothbard prop\u00f5e a substitui\u00e7\u00e3o dos ex\u00e9rcitos e pol\u00edcias estatais por ag\u00eancias de seguran\u00e7a privadas, ao estilo das ag\u00eancias de detetives existentes no oeste americano durante o s\u00e9culo XIX (Anderson e Hill, 1979), por companhias de seguros (Osterfeld, 1989) e pela autodefesa, com plena liberdade de posse de armas. A justi\u00e7a privada far\u00e1 uso habitual de \u00e1rbitros e ju\u00edzes privados, ao estilo da weberiana justi\u00e7a do cad\u00ed e estar\u00e1 baseada na restitui\u00e7\u00e3o \u00e0 v\u00edtima pelo dano feito pelo agressor, inspirando-se nas pr\u00e1ticas consuetudin\u00e1rias presentes na Isl\u00e2ndia ou na Irlanda medievais. Com rela\u00e7\u00e3o ao meio ambiente, Rothbard come\u00e7a por dissertar sobre o valor que tem a natureza, que \u00e9 muito distinto do que para os ecologistas, e depois passa a afirmar que, se se tem de conservar um meio ambiente impoluto, ent\u00e3o os mecanismos do mercado s\u00e3o os mais adequados para garantir tal conserva\u00e7\u00e3o. As cotas de ca\u00e7a mantiveram virgens muitos lugares e garantiram a conserva\u00e7\u00e3o da fauna sem impor custos a terceiros; os bosques privados garantiram a massa florestal devido ao interesse dos madeireiros em manter constante o estoque de \u00e1rvores e em incrementar o valor de suas terras; a compra de terras para mant\u00ea-las virgens ou para explor\u00e1-las turisticamente \u00e9 a solu\u00e7\u00e3o mais adequada para manter a beleza dos lugares naturais. Rothbard confia plenamente na efic\u00e1cia dos mercados para manter limpo o meio ambiente e atribui ao estado o fracasso claro na conserva\u00e7\u00e3o do ar, \u00e1gua e terra submetida h\u00e1 anos ao dom\u00ednio p\u00fablico, sendo este que deve prestar contas de sua m\u00e1 gest\u00e3o, n\u00e3o o mercado.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Mas, al\u00e9m da sua original descri\u00e7\u00e3o institucional, Rothbard gostava de eliminar equ\u00edvocos sobre o libertarianismo. Ele era um conservador cultural e estava c\u00f4modo nos ambientes culturais da direita, por isso buscava bem delimitar seu pensamento de forma negativa, isto \u00e9, criticando os mitos existentes sobre o movimento. Rothbard tomava o cuidado de dissociar o libertarianismo da libertinagem, associado com o anteriormente dito. A filosofia libert\u00e1ria (Rothbard, 1980) n\u00e3o estabelece nenhuma pauta de conduta, s\u00f3 a liberdade de que cada um pratique a forma devida que deseje. Existem libert\u00e1rios libertinos e libert\u00e1rios burgueses, e o ponto em comum \u00e9 a sua oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 imposi\u00e7\u00e3o estatal de formas de vida. Tampouco t\u00eam os libert\u00e1rios uma postura definida sobre a religi\u00e3o ou os aspectos espirituais da vida, nem a favor e nem contra, ao ser estes os aspectos que cabe a cada indiv\u00edduo determinar. Os libert\u00e1rios consideram que cada indiv\u00edduo \u00e9 o melhor juiz de seus pr\u00f3prios interesses e que as pessoas que dirigem o estado n\u00e3o t\u00eam capacidade nem legitimidade para impor suas vis\u00f5es sobre a vida humana ou sobre a sociedade a um indiv\u00edduo adulto e racional.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Como sucintamente acabamos de ver, o pensamento libert\u00e1rio de Rothbard \u00e9 de uma grande originalidade, suas an\u00e1lises s\u00e3o rigorosas e coerentes logicamente, mas adoecem de um grave defeito, o carecer de uma estrat\u00e9gia adequada para a levarmos a cabo. Falta no pensamento de Rothbard, e em geral no pensamento libert\u00e1rio, uma reflex\u00e3o sobre a democracia, isto \u00e9, se um governo eleito democraticamente pode acabar sem possibilidade de revers\u00e3o com o sistema pol\u00edtico existente, sobre se uma propor\u00e7\u00e3o de votos seria necess\u00e1ria, e falta definir se um pa\u00eds pode abolir seu estado unilateralmente ou se devem faz\u00ea-lo todos por vez. A transi\u00e7\u00e3o \u00e0 sociedade anarquista apresenta problemas muito semelhantes aos da transi\u00e7\u00e3o ao socialismo, como bem apontou um acad\u00eamico pr\u00f3ximo a essas posturas (Kukathas, 2003).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\"><strong>A Pol\u00edtica externa na Old Right.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Rothbard se criou intelectualmente no ambiente da Old Right (Rothbard, 1999c) norte-americana e permaneceu sempre fiel aos seus postulados isolacionistas. A Old Right estava formada por um heterog\u00eaneo conjunto de intelectuais, de uma proced\u00eancia ideol\u00f3gica muito diversa, mas unidos por sua radical oposi\u00e7\u00e3o \u00e0s interven\u00e7\u00f5es militares norte-americanas fora de suas e mais especificamente \u00e0s pol\u00edticas estatistas do New Deal (Richman, 1996). O movimento tem suas ra\u00edzes na oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 guerra de Cuba e sobre tudo na oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 Primeira Guerra Mundial (Raimondo, 1999) principalmente com individualistas de direita como Mencken e Jay Nock aos escritores de ideologias similares como o disc\u00edpulo de Mencken, Frank Chodorov, ou as escritoras Isabel Paterson ou Rose Wilder Lane, agricultores e populistas do sul ou do meio-oeste como o escritor Louis Bromfield ou o coronel McCormickm e inclusive liberais desiludidos com Roosevelt como John T. Flynn ou Charles Beard (Raimondo, 1993; Philbin, 2000). Rothbard desde sua juventude simpatizava com as ideias de Mencken e se introduz no ambiente intelectual da nova direita, cujo ide\u00e1rio n\u00e3o assume como pr\u00f3prio, convertendo o isolacionismo em pol\u00edtica internacional como o eixo sobre o qual gira toda a sua atua\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. O Rothbard isolacionista n\u00e3o estava preocupado com modelos te\u00f3ricos abstratos sen\u00e3o por influir na vida pol\u00edtica de seu tempo. \u00c9 um Rothbard que abandona em parte seu anarquismo e pensa na chave americana. Suas vis\u00f5es sobre o isolacionismo se mantiveram em numerosos panfletos partidaristas e ensaios de protestos, mas tamb\u00e9m em ensaios acad\u00eamicos (Rothbard (1978b; 1999d) que nos d\u00e3o uma vis\u00e3o te\u00f3rica mais elaborada do seu pensamento a respeito e que ficam mais coerentes com sua vis\u00e3o geral da pol\u00edtica. Suas vis\u00f5es te\u00f3ricas sobre a pol\u00edtica externa podem se sintetizar com seus principais argumentos, muito enla\u00e7ados, como dissemos, com o restante do seu pensamento pol\u00edtico. Primeiro se op\u00f5e \u00e0 guerra porque, usando uma frase do Rudolph Bourne, a guerra \u00e9 a sa\u00fade do estado. Isto \u00e9, em tempos de guerra o governo pode implementar pol\u00edticas que n\u00e3o ousaria fazer em tempos de paz e pode, portanto, aumentar espetacularmente o seu tamanho e seu poder aproveitando as \u00e9pocas de crise. Em \u00e9poca de guerra e aproveitando o estado de \u00e2nimo da popula\u00e7\u00e3o, os governos sobem os impostos, reduzem as liberdades, recrutam cidad\u00e3os \u00e0 for\u00e7a para os ex\u00e9rcitos, imp\u00f5e controles de pre\u00e7os e manipulam a moeda e o cr\u00e9dito. Um anti-intervencionista como Rothbard n\u00e3o pode ao menos que suspeitar do uso pol\u00edtico das guerras por parte dos governantes e portanto sua radical oposi\u00e7\u00e3o \u00e0s guerras no exterior. Mas isso n\u00e3o quer dizer que Rothbard seja um pacifista, pois sua oposi\u00e7\u00e3o \u00e9 somente contra as guerras das quais n\u00e3o existem amea\u00e7as claras contra o territ\u00f3rio americano ou \u00e0s pessoas que vivem sem condi\u00e7\u00f5es de se defender de agress\u00f5es do pr\u00f3prio estado contra os seus cidad\u00e3os. N\u00e3o cr\u00ea, portanto, em guerras por ideais abstratos como a liberdade ou a democracia e, sim, em guerras em defesa dos direitos civis agredidos, como as guerras justas que cita, a da Independ\u00eancia dos EUA e da Secess\u00e3o, do ponto de vista do sul. Ambas s\u00e3o, na sua opini\u00e3o, guerras por motivos fiscais e guerras de secess\u00e3o, na qual um grupo de indiv\u00edduos decide separar-se de um estado e estabelecer outra unidade pol\u00edtica. A segunda das raz\u00f5es pelas que Rothbard defende a n\u00e3o inger\u00eancia nos assuntos internos de outros pa\u00edses \u00e9 uma valora\u00e7\u00e3o da neutralidade como algo positivo, seguindo a doutrina cl\u00e1ssica das rela\u00e7\u00f5es internacionais. As rela\u00e7\u00f5es internacionais atualmente quase obrigam a tomar partido nos conflitos internacionais e a se envolver neles quando isso s\u00f3 conduz a extens\u00e3o e generaliza\u00e7\u00e3o dos conflitos, como foi o caso da Primeira Guerra Mundial. A interven\u00e7\u00e3o dos conflitos localizados gera pazes prec\u00e1rias e n\u00e3o resolve a raiz dos problemas, al\u00e9m de tornar vulner\u00e1vel o princ\u00edpio t\u00e3o querido por Rothbard do direito \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o dos povos. O tema da pol\u00edtica externa \u00e9 vital para Rothbard. De fato, a principal explica\u00e7\u00e3o do aleijamento de Rothbard da corrente principal do conservadorismo norte-americano ou neoconservadorismo (Nash, 1996; Gottfried, 1993; Oliet, 1993) \u00e9 o apoio destes \u00faltimos e especialmente de seu l\u00edder William Buckley, editor da National Review, a revista conservadora mais influente da Am\u00e9rica do Norte, \u00e0s pol\u00edticas de conten\u00e7\u00e3o do comunismo derivados da Guerra Fria e, para completar, a Guerra da Coreia.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\"><strong>A teoria do estado de Rothbard: elitismo e preda\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 A teoria do estado de Rothbard se expressa em uma s\u00e9rie de textos sobre a natureza do estado e suas pol\u00eamicas com outros fil\u00f3sofos pol\u00edticos, recolhidos posteriormente em um livro, A \u00c9tica da Liberdade (Rothbard, 1995a) e em um ensaio sobre as elites (1995b) nos quais exp\u00f5e sua peculiar vis\u00e3o do estado e das classes que o dirigem. Rothbard parte da natureza essencialmente coercitiva do estado. Rothbard, influenciado pelo soci\u00f3logo alem\u00e3o Franz Oppenheimer (Oppenheimer, 1972) distingue os meios pol\u00edticos e os meios econ\u00f4micos na hora de estabelecer interrela\u00e7\u00f5es sociais e econ\u00f4micas. Os meios econ\u00f4micos se baseiam nas trocas e implicam rela\u00e7\u00f5es pac\u00edficas e cooperativas das quais ambas as partes se beneficiam. Os meios pol\u00edticos, nas trocas, implicam sempre algum grau de coer\u00e7\u00e3o por parte de algumas das partes sobre as outras. Rothbard v\u00ea no estado o paradigma do uso dos meios pol\u00edticos, como um ente imoral por natureza, pois sua mera exist\u00eancia implica coer\u00e7\u00e3o, seja impedindo alguma pessoa de fazer o que deseja com a sua propriedade, obrigando algum indiv\u00edduo a realizar uma determinada presta\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria ou pessoal em benef\u00edcio do estado ou impedindo que duas pessoas cheguem a acordos livremente para beneficiar uma terceira que \u00e9 protegida pelo estado.Rothbard v\u00ea o estado imoral desde o in\u00edcio, o que o levou a duras discuss\u00f5es com minarquistas como Nozick, a quem critica em um cap\u00edtulo de A \u00c9tica da Liberdade por ignorar o v\u00edcio de origem do estado, o seu car\u00e1ter coercitivo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Ao car\u00e1ter coercitivo do estado, Rothbard acrescenta o seu car\u00e1ter predat\u00f3rio. Rothbard soma \u00e0queles autores que veem sua origem na preda\u00e7\u00e3o. Segundo essa vis\u00e3o compartilhada por autores de muitas variedades ideol\u00f3gicas, o estado nasce da conquista de um territ\u00f3rio com seus agentes por parte de uma minoria guerreadora que primeiro se instala como dominadora impondo um dom\u00ednio direto e cobrando tributos em troca de \u201cprote\u00e7\u00e3o\u201d e depois com o tempo institucionaliza e consegue aproveitar alguma oportunidade de legitima\u00e7\u00e3o religiosa ou intelectual para o seu dom\u00ednio conseguindo pouco a pouco que seja considerado como algo imprescind\u00edvel na vida das pessoas. Rothbard descreve a face mais brutal do estado ao afirmar que o estado n\u00e3o \u00e9 mais que uma m\u00e1fia ou grupo de bandidos protegidos por ideologias legitimadoras que lhe d\u00e3o respeitabilidade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Desta vis\u00e3o do estado Rothbard desenvolve uma teoria das classes sociais que curiosamente converge suas origens com a teoria marxista do estado (Raico, 1993; Stromberg, 2001), embora n\u00e3o suas conclus\u00f5es, Rothbard e Marx compartilhem a influ\u00eancia dos liberais franceses do S\u00e9culo XIX, Say, Comte e Dunoyer em sua vis\u00e3o dicot\u00f4mica das classes sociais, segundo a qual em toda sociedade existem duas grandes classes, uma exploradora e outra explorada. A diferen\u00e7a \u00e9 que para Rothbard e os liberais cl\u00e1ssicos as classes se definem em rela\u00e7\u00e3o ao estado, enquanto que Marx se definem em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 posse dos meios de produ\u00e7\u00e3o. A teoria libert\u00e1ria das classes tal como \u00e9 exposta por Rothbard define uma elite que \u00e9 legitimada intelectualmente para governar que usa o aparato do estado em seu proveito \u00e0s custas dos cidad\u00e3os, mas de uma forma bem sofisticada e elaborando pol\u00edticas que favore\u00e7am tal legitima\u00e7\u00e3o. Sua vis\u00e3o \u00e9 bem sofisticada e focada nas sociedades capitalistas avan\u00e7adas distinguindo v\u00e1rios n\u00edveis na tomada de decis\u00f5es (Grinder e Hagel, 1977) desde a decis\u00e3o final \u00e0 gest\u00e3o pol\u00edtica di\u00e1ria, mas sempre tendo em conta que o benefici\u00e1rio final do sistema \u00e9 a elite econ\u00f4mico-financeira que dirige o pa\u00eds. Rothbard em seus livros, especialmente os referentes ao sistema banc\u00e1rio (Rothbard, 1983), explica como a elite econ\u00f4mico-financeira, que ele associa especialmente com a fam\u00edlia Rockfeller, manipula a moeda e o cr\u00e9dito para defender os interesses do sistema banc\u00e1rio ou realiza interven\u00e7\u00f5es externas em benef\u00edcio dos seus pr\u00f3prios interesses prejudicando com tais medidas os cidad\u00e3os comuns. De fato, sua an\u00e1lise sobre o FED norte-americano (Rothbard, 1944) nos mostra um banco central estabelecido em defesa dos interesses banc\u00e1rios da oligarquia e sempre disposto a sair em sua defesa quando as circunst\u00e2ncias s\u00e3o adversas. Tal elite seria a benefici\u00e1ria para levar a cabo seus prop\u00f3sitos. Haveria ent\u00e3o duas classes, uma claramente beneficiada pelo estado e outra claramente prejudicada. Como vemos a vis\u00e3o rothbardiana das classes, muito influenciada por autores esquerdistas como Mills (Mills, 1960) e Domhoff (Dohmhoff, 1969) e elitistas cl\u00e1ssicos como Pareto, descreve uma elite unida por la\u00e7os familiares e educativos aliada a uma nova classe de intelectuais que contribu\u00edram para a sua hegemonia pol\u00edtico-intelectual.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Seus escritos se encaminham \u00e0 cr\u00edtica desta classe defendendo os \u00fanicos, que a seu entender, podem impedir a sua ascens\u00e3o, os populistas. Rothbard defende em suas obras mais panflet\u00e1rias (Rothbard, 2002) os movimentos populistas, por simpatia aos seus postulados, sem chegar nunca a elaborar uma an\u00e1lise pol\u00edtica elaborada como fizeram autores pr\u00f3ximos a ele neste aspecto (Taguieff, 1995; Bresler, 1995), mas mostrando sua prefer\u00eancia por movimentos pol\u00edticos pr\u00f3ximos ao homem comum. Rothbard abomina o dirigismo estatista das elites e das reformas culturais (multiculturalismo, a\u00e7\u00e3o afirmativa, integra\u00e7\u00e3o escolar) e defende ideias pr\u00f3ximas ao homem comum, encarnado nos habitantes do sul e do meio-oeste norte-americano. Defende redu\u00e7\u00e3o de impostos, isolacionismo, liberdade de porte de armas, boicotes aos neg\u00f3cios e interesses da nova classe e o que se conhece como grass root politics, isto \u00e9, pol\u00edtica feita desde a base, n\u00e3o desde os despachos dos dirigentes dos grandes partidos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 O pensamento de Rothbard sobre o estado e as classes \u00e9 totalmente original e tem a virtude de chamar a aten\u00e7\u00e3o sobre o liberalismo franc\u00eas do S\u00e9culo XIX e sobre a teoria das elites contempor\u00e2neas ao sintetiz\u00e1-las em um discurso coerente, mas no entanto \u00e9 tamb\u00e9m uma das partes do seu pensamento que pior se encaixa dentro de seu sistema. Rothbard, como bom subjetivista, n\u00e3o pode determinar t\u00e3o tangentemente, quem s\u00e3o os beneficiados ou os prejudicados pela a\u00e7\u00e3o do estado, primeiro porque satisfa\u00e7\u00e3o ou insatisfa\u00e7\u00e3o para ele \u00e9 algo subjetivo e dificilmente med\u00edvel e segundo porque n\u00e3o se pode saber com exatid\u00e3o quanto \u00e9 o saldo l\u00edquido para cada indiv\u00edduo de sua rela\u00e7\u00e3o com o estado. \u00c9 mais correto e inteligente afirmar como Bastiat, autor que Rothbard admirava muito, que o estado \u00e9 uma fic\u00e7\u00e3o em que todos pretendem viver \u00e0s custas dos outros que tratar de determinar quem s\u00e3o os beneficiados e quem s\u00e3o os prejudicados pelo estado e sobre tudo se existe uma consci\u00eancia de ser ele que permita a a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica consciente. O jogo pol\u00edtico atual est\u00e1 cheio de transfer\u00eancias cruzadas que n\u00e3o permitem a priori determinar a exist\u00eancia de grupos conscientes de processos de redistribui\u00e7\u00e3o originados direta ou indiretamente pelo estado.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\"><strong>Conclus\u00e3o.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Murray Rothbard gostava de se considerar a si mesmo, como vemos na cita\u00e7\u00e3o que encabe\u00e7a o artigo, como um reacion\u00e1rio radical, no sentido de que queria voltar \u00e0 Am\u00e9rica de antes de 1910, na qual o estado tinha poucas fun\u00e7\u00f5es, os impostos eram baixos, a moeda s\u00f3lida e na\u00e7\u00e3o vivia em feliz isolamento protegida por dois oceanos. Seu \u00f3dio pelo estado foi absoluto e quanto mais crescia este, mais radical se tornava em seu combate. Sua teoria \u00e9 o reflexo de uma paix\u00e3o e como toda obra inspirada pela paix\u00e3o impacta o leitor e n\u00e3o o deixa indiferente. \u00c9 uma obra essencialmente original e extraordinariamente imaginativa, especialmente suas solu\u00e7\u00f5es de mercado \u00e0 justi\u00e7a ou \u00e0 seguran\u00e7a, que se encaixam de forma magistral na teoria libert\u00e1ria e a \u00e9tica jusnaturalista com o rigor econ\u00f4mico da Escola Austr\u00edaca. Acerta tamb\u00e9m em suas refer\u00eancias \u00e0 imoralidade da origem do estado e do contratualismo e no elitismo com que se formam muitos pol\u00edticos, mas falha ao explicar qual estrat\u00e9gia seria adequada para levar a cabo os seus projetos pol\u00edticos sem incorrer em muitos dos males que ele mesmo critica. De qualquer modo, para o estudioso da teoria pol\u00edtica, a obra de Rothbard \u00e9 um fil\u00e3o de ideias e de temas novos de investiga\u00e7\u00e3o e o obrigar\u00e1 a replantar muitas das certezas com as que habitualmente operava.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-1{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 20px;}.fusion-builder-column-1 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) {.fusion-body .fusion-builder-column-1{width:100% !important;}.fusion-builder-column-1 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}@media only screen and (max-width:640px) {.fusion-body .fusion-builder-column-1{width:100% !important;}.fusion-builder-column-1 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}<\/style><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-2 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\" style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;padding: 0px 0px 0px 0px;\"><div class=\"fusion-separator fusion-full-width-sep\" style=\"align-self: center;margin-left: auto;margin-right: auto;width:100%;\"><div class=\"fusion-separator-border sep-double sep-solid\" style=\"border-color:#ffeb3b;border-top-width:1px;border-bottom-width:1px;\"><\/div><\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-4\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">REFERENCIAS<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-Anderson, Terry y P.J Hill (1979), \u201cAn American Experiment in Anarcho-Capitalism: The Not So Wild, Wild West\u201d en <em>Journal of Libertarian Studies<\/em>, vol. 3, n\u00ba 1, pp. 9-29.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-Ayala, Francisco (1949), <em>Oppenheimer<\/em>, Fondo de Cultura Econ\u00f3mica, M\u00e9xico.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-Barry, Norman P. 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I, n\u00ba1, pp. 59-79.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-Gumplowicz, Ludwig (1890), <em>Compendio de sociolog\u00eda<\/em>, La Espa\u00f1a Moderna, Madrid.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-Hart, David M. (1981a), \u201cGustave de Molinari and the Anti-statist Liberal Tradition. Part I\u201d en <em>Journal of Libertarian Studies<\/em>, vol V, n\u00ba 3, Summer.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-___(1981b), \u201cGustave de Molinari and the Anti-statist Liberal Tradition. Part II\u201d en <em>Journal of Libertarian Studies<\/em>, vol. V n\u00ba 4, Fall.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-___(1982)\u201dGustave de Molinari and the Anti-statist Liberal Tradition. Part III\u201d en <em>Journal of Libertarian Studies<\/em>, vol. VI, n\u00ba 1, Winter.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-Heimann, Eduard (1944), \u201cFranz Oppenheimer\u2019s Economic Ideas\u201d en <em>Social Research<\/em>, vol. 11, n\u00ba 1, february, pp. 27-39.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-Higgs, Robert (1987), <em>Crisis and Leviathan. Critical Epishodes in the Growth of American Government<\/em>, Oxford University Press, Oxford.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-Hoppe, Hans H. (1998), \u201cThe Economic and Political Rationale for European Secessionism\u201d en David Gordon (ed.) <em>Secession, State &amp; Liberty<\/em>, Transaction, New Brunswick, pp. 191-223.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-H\u00fclsmann, Jorg Guido (2003), \u201cSecession and the Production of Defense\u201d en Hans H. Hoppe (ed.) <em>The Myth of National Defense<\/em>, Mises Institute, Auburn.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-Huerta de Soto, Jes\u00fas (2000), <em>La escuela austr\u00edaca<\/em>, S\u00edntesis, Madrid.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-___(2002a) \u201cEl economista liberal y la pol\u00edtica\u201d en Jes\u00fas Huerta de Soto, <em>Nuevos estudios de econom\u00eda pol\u00edtica<\/em>, Uni\u00f3n editorial, Madrid, pp. 163-192.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-___(2002b), <em>Dinero, cr\u00e9dito bancario y ciclos econ\u00f3micos<\/em>, Uni\u00f3n editorial, Madrid.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-Kukathas, Chandran (2003), \u201cThe Cultural Contradictions of Socialim\u201d en <em>Social Philosophy and Policy<\/em>, vol. 20, n\u00ba 1, pp. 165-190.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-Levi, Margaret (1983), \u201cThe Predatory Theory of Rule\u201d en Michael Hechter (ed) <em>The Microfoundations of Macrosociology<\/em>, Temple University Press, Philadelphia.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-McElroy, Wendy (2000), \u201cThe Schism Between Individualist and Communist Anarchism in the Nineteen Century\u201d en <em>Journal of Libertarian Studies<\/em>, vol. 15, n\u00ba 1, fall, pp. 97-123.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-Mills, Charles Wright (1960), <em>La \u00e9lite del poder<\/em>, Fondo de Cultura Econ\u00f3mica, M\u00e9xico.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-Modugno Crocetta, Roberta (2000), <em>The anarcho-capitalist political theory of Murray N. Rothbard in its historical and intellectual context<\/em>, working paper, Mises Institute, Auburn.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-Molina, Jer\u00f3nimo (2004), \u201cPr\u00f3logo\u201d a Hans Hermann Hoppe, <em>Monarqu\u00eda, democracia y orden natural<\/em>, editorial Gondo, Madrid, pp. 9-18.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-Mor\u00e1n, Mar\u00eda Luz (1993), \u201cLa teor\u00eda de las elites\u201d en Fernando Vallesp\u00edn (ed.) <em>Historia de la teor\u00eda pol\u00edtica<\/em>, vol. 5, Alianza editorial, Madrid.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-Murray, Charles (1994), <em>Losing Ground: American Social Policy 1950-1980<\/em>, Basic Books, New York.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-Nash, George H. (1996), <em>The Conservative Intellectual Movement in America<\/em> , Intercollegiate Studies Institute, Wilmington.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-Oliet Pal\u00e1, Alberto (1993), \u201cNeoconservadurismo\u201d en Fernado Vallesp\u00edn (ed.), <em>Historia de la teor\u00eda pol\u00edtica<\/em>, vol. 5, Alianza editorial, Madrid.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-Oppenheimer, Franz, <em>The State<\/em>, Arno Press, New York.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-Osterfeld, David (1989), \u201cAnarchism and the Public Goods Issue: Law, Courts, and the Police\u201d en <em>Journal of Libertarian Studies<\/em> vol. IX, n\u00ba1, winter, pp. 47-68.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-Peden, Joseph R. (1977), \u201cProperty Rights in Celtic Irish Law\u201d en <em>Journal of Libertarian Studies<\/em>, vol. 1, n\u00ba 2, pp. 81- 95.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-Philbin, James P. (2000), \u201cCharles Austin Beard: Liberal Foe of American Internationalism\u201d en <em>Humanitas<\/em>, vol. XIII, n\u00ba 2, pp. 90-107.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-Powell, Benjamin y Stringham, Edward (2004), <em>Economics in Defense of Liberty: the Contribution of Murray Rothbard<\/em>, working paper, Mises Institute, Auburn.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-Puy Fraga, Pedro (1996), <em>Econom\u00eda pol\u00edtica del estado constitucional. Tratado de econom\u00eda constitucial<\/em>, Cedecs, Barcelona.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-Raico, Ralph (1993), \u201cClassical Liberal Roots of the Marxist Doctrine of Classes\u201d en Yuri N. Maltsev (ed.) <em>Requiem for Marx<\/em>, Mises Institute, Auburn.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-Raimondo, Justin (1993), <em>Reclaiming the American Right.The Lost Legacy of the Conservative Movement<\/em>, Center for Libertarian Studies, Burlingame.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-___(1999) \u201cDefenders of the Republic: The Anti-Interventionist Tradition in American Politics\u201d en John V. Denson (ed.) <em>The Costs of War. America\u2019s Pyrrhic Victories<\/em>, Transaction, New Brunswick, pp. 67-118.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-___(2000), <em>An Enemy of the State. The Life of Murray N. Rothbard<\/em>, Prometheus Books, Amherst, N.Y.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-Richman, Sheldon (1996), \u201cThe New Deal Nemesis. The Old Right Jeffersonians\u201d en <em>Independent Review<\/em>, vol. I, n\u00ba 2, fall, pp. 201-248.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-Rockwell, Lew (comp.) (2000) <em>The Irrepresssible Rothbard<\/em>, Center for Libertarian Studies, Burlingame.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-Rothbard, Murray N. (!961) \u201cConservatism and Freedom: A Libertarian Comment\u201d en <em>Modern Age<\/em>, vol. 5, n\u00ba 2, spring, pp. 217-220.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-____(1965), \u201cLiberty and the New Left\u201d en <em>Left and Right<\/em> , vol. 1, n\u00ba 2, autumn, pp. 35-67<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-Rothbard, Murray N. (1972), <em>The Sociology of the Ayn Rand Cult<\/em>, Center for Libertarian Studies, Burlingame.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-___ (1977), <em>Power &amp; Market. Government &amp; the Economy<\/em>, Sheed Andrews &amp; McMeel, Kansas City.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-___( 1978a) <em>For a New Liberty: The Libertarian Manifesto<\/em>, Collier Books, New York.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-___(1978b) \u201dThe Foreign Policy of the Old Right\u201d en <em>Journal of Libertarian Studies<\/em>, vol. 2, n\u00ba 1, pp. 85-96.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-___(1980), \u201cMyth and Truth about Libertarianism\u201d en <em>Modern Age<\/em>, vol. 24, n\u00ba 1,winter, pp. 9-15.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-___(1981), \u201cFrank S. Meyer: The Fusionistas Libertarian Manqu\u00e9\u201d en <em>Modern Age<\/em>, vol. 25, n\u00ba 4, fall, pp. 352-363.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-___(1983), <em>The Mistery of Banking<\/em>, Richardson &amp; Snyder.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-___(1989), \u201cWorld War I as Fulfillment: Power and the Intellectuals\u201d en <em>Journal of Libertarian Studies<\/em>, vol. IX, n\u00ba 1,winter<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-___ (1994), <em>The Case Against the Fed<\/em>, Mises Institute, Auburn.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-___(1995a), <em>La \u00e9tica de la libertad<\/em>, Uni\u00f3n editorial, Madrid.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-___(1995b) \u201cEgalitarianism and the Elites\u201d en <em>Review of Austrian Economics<\/em>, vol.8, n\u00ba 2, pp. 39-57.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-___(1996), \u201cOrigins of the Welfare State in America\u201d en <em>Journal of Libertarian Studies<\/em>, vol. 12, n\u00ba 2, Fall.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-___(1997a), \u201cThe Mantle of Science\u201d en Murray N. Rothbard, <em>The Logic of Action<\/em>, vol. 1, Edward Elgar, Cheltenham.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-____(1997b) \u201dWhat is the Proper Way to Study Man?\u201d en Murray N. Rothbard, <em>The Logic of Action<\/em>, vol. 1, Edward Elgar, Cheltenham.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-___(1997c) \u201cPraxeology as the Method of the Social Sciences\u201d en Murray N. Rothbard, <em>The Logic of Action<\/em>, vol. 1, Edward Elgar, Cheltenham.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-___(1998) \u201dNations By Consent: Decomposing the Nation-State\u201d en David Gordon (ed.) <em>Secession, State &amp; Liberty<\/em>, Transaction, New Brunswick, pp. 79-88.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-Rothbard, Murray N. (1999a), <em>Historia del pensamiento econ\u00f3mico<\/em>, 2 vols., Uni\u00f3n Editorial, Madrid.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-___(1999b), <em>Education<\/em>. Free &amp; Compulsory, Mises Institute, Auburn.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-___(1999c), \u201cLife in the Old Right\u201d en Joseph Scotchie (ed.), <em>The Paleoconservatives<\/em>. <em>New Voices of the Old Right<\/em>, Transaction, New Brunswick, pp. 19-30.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-___(1999d), \u201cAmerica\u2019s Two Just Wars: 1775 and 1861\u201d en John V. Denson (ed.) <em>The Costs of War. America\u2019s Pyrrhic Victories<\/em>, Transaction, New Brunswick,pp. 119-133.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-___(2000), \u201cNational Liberation\u201d en Murray N. Rothbard, <em>Egalitarianism as a Revolt Against Nature and Other Essays<\/em>, Mises Institute, Auburn.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-___(2002), <em>In defense of Demagogues<\/em>, Mises Institute Daily Articles, April 29. http:\/\/www.mises.org<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-Sciabarra, Chris Matthew (2000), <em>Total Freedom. Toward a Dialectial Libertarianism<\/em>, Pennsylvania State University Press, University Park.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-Scotchie, Joseph (1999), \u201cIntroduction: Paleoconservativism as the Opposition Party\u201d en Joseph Scotchie (ed.) <em>The Paleoconservatives. New Voices of the Old Right<\/em>, Transaction, New Brunswick, pp. 1-15.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-___(2002), <em>Revolt from the Heartland. The Struggle for an Authentic Conservatism<\/em>, Transaction, New Brunswick.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-Spencer, Herbert (1999), <em>El individuo contra el estado<\/em>, Folio, Barcelona, (e.o. 1884)<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-Spooner, Lysander (1965), \u201cNo Treason: The Constitution of No Authority\u201d en <em>Rampart Journal of Individualist Thought<\/em>, fall, (e.o. 1870).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-Stromberg, Joseph R. (2001) \u201cToward an Autopsy of the Marxist Theory of the State\u201d en <em>Telos<\/em>, n\u00ba 119, spring, pp. 115-138.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-Taguieff, Pierre-Andr\u00e9, \u201cPolitical Science Confronts Populism: From a Conceptual Mirage to a Real Problem\u201d en <em>Telos<\/em>, n\u00ba 103, spring, pp. 9-43<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-Tilly, Charles (1985) \u201cWar Making and State Making as Organized Crime\u201d en Peter Evans, Dietrich Rueschemeyer y Theda Skocpol (eds.) <em>Bringing the State Back In<\/em>, Cambridge University press, Cambridge.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-____(1992), <em>Coerci\u00f3n, capital y los Estados europeos<\/em> , Alianza editorial. Madrid.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-Van Creveld, Martin (1999), <em>The Rise and Decline of the State<\/em>, Cambridge University Press, Cambridge.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-Woltermann, Chris (1993) \u201cWhat is Paleoconservatism?\u201d en <em>Telos<\/em>, n\u00ba 97, fall, pp. 9-20.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-Zanotto, Paolo (2001), <em>Il movimento libertario americano dagli anni sessanta ad oggi: Radici storico-dottrinali e discriminanti ideologico-politiche<\/em>, Working Paper, Dipartamento di scienze storiche, giuridiche e sociali, Universita di Siena.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">-Zoll, Donald Atwell (1971), \u201cPhilosophical Foundations of the American Political Right\u201d en <em>Modern Age<\/em>, vol. 15, n\u00ba 2, spring, pp. 114-129.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">Art\u00edculo extra\u00eddo da <em>Revista de Investigaciones Pol\u00edticas y Sociol\u00f3gicas<\/em> da Universidade de Santiago de Compostela.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">Traduzido por Luciano Takaki, disponible en <a style=\"color: #999999;\" href=\"http:\/\/rothbardbrasil.com\/um-reacionario-radical-o-pensamento-politico-de-murray-n-rothbard\/\">http:\/\/rothbardbrasil.com\/um-reacionario-radical-o-pensamento-politico-de-murray-n-rothbard\/<\/a><\/span><\/p>\n<\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-2{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 20px;}.fusion-builder-column-2 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) {.fusion-body .fusion-builder-column-2{width:100% !important;}.fusion-builder-column-2 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}@media only screen and (max-width:640px) {.fusion-body .fusion-builder-column-2{width:100% !important;}.fusion-builder-column-2 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}<\/style><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-flex-container.fusion-builder-row-1{ padding-top : 0px;margin-top : 0px;padding-right : 0px;padding-bottom : 0px;margin-bottom : 0px;padding-left : 0px;}<\/style><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-15248","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos-cy"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15248","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15248"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15248\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15250,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15248\/revisions\/15250"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15248"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15248"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15248"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}