{"id":15202,"date":"2017-08-16T18:59:08","date_gmt":"2017-08-16T16:59:08","guid":{"rendered":"https:\/\/xoandelugo.org\/?p=15202\/"},"modified":"2017-08-16T18:59:08","modified_gmt":"2017-08-16T16:59:08","slug":"a-arte-e-a-cultura-sao-mercadorias-como-quaisquer-outros-bens-de-consumo-diogo-costa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/a-arte-e-a-cultura-sao-mercadorias-como-quaisquer-outros-bens-de-consumo-diogo-costa\/","title":{"rendered":"A ARTE E A CULTURA S\u00c3O MERCADORIAS COMO QUAISQUER OUTROS BENS DE CONSUMO &#8211; Diogo Costa"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"background-color: rgba(255,255,255,0);background-position: center center;background-repeat: no-repeat;border-width: 0px 0px 0px 0px;border-color:#e2e2e2;border-style:solid;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start\" style=\"max-width:calc( 1200px + 0px );margin-left: calc(-0px \/ 2 );margin-right: calc(-0px \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\" style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;padding: 0px 0px 0px 0px;\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><h1 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #428fc9;\">A ARTE E A CULTURA S\u00c3O MERCADORIAS COMO QUAISQUER OUTROS BENS DE CONSUMO<\/span><\/h1>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-2\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><h4 style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #428fc9;\"><em>\u00a0 \u00a0 &#8211;\u00a0Diogo Costa &#8211; \u00a0<\/em><\/span><\/h4>\n<h1><\/h1>\n<h4 style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #428fc9;\"><em> \u00a0<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div><div class=\"fusion-separator fusion-full-width-sep\" style=\"align-self: center;margin-left: auto;margin-right: auto;width:100%;\"><div class=\"fusion-separator-border sep-single sep-solid\" style=\"border-color:#ffe500;border-top-width:1px;\"><\/div><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 20px;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) {.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}@media only screen and (max-width:640px) {.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}<\/style><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-1 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\" style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;padding: 0px 0px 0px 0px;\"><div class=\"fusion-text fusion-text-3\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Mesmo quem aceita uma boa dose de mercado nas atividades humanas tende a torcer o nariz quando se trata de cultura. Especialmente os artistas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Lembro de ver Vaclav Havel \u2014 o escritor, intelectual e dramaturgo que se tornou o primeiro presidente Tchecoslov\u00e1quia p\u00f3s-comunismo \u2014 em um debate com o Bill Clinton fazer os elogios de costume ao mercado, para depois explicar que, em se tratando de arte, a m\u00e3o invis\u00edvel n\u00e3o bastava. Era necess\u00e1rio algum tipo de controle do governo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 A produ\u00e7\u00e3o do artista, seja ele um cineasta, um m\u00fasico, um pintor ou um diretor de teatro, por algum motivo obscuro, j\u00e1 nasce com uma distin\u00e7\u00e3o moral. Parece suja quando feita por dinheiro, para ser comercializada, trocada por outra coisa. O grande artista faz a arte pela arte, n\u00e3o a arte por um carro ou uma passagem de avi\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Mas a comercializa\u00e7\u00e3o da arte n\u00e3o necessariamente diminui sua autenticidade. Pelo contr\u00e1rio, as possibilidades comerciais de uma obra de arte costumam conferir mais valor ao trabalho genu\u00edno. N\u00e3o s\u00f3 isso: o com\u00e9rcio da arte permite que artistas sejam mais independentes, mais recompensados pelo seu trabalho e, no final, faz com que a cultura de uma sociedade seja mais diversa e de melhor qualidade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Esse \u00e9 o argumento de Tyler Cowen em seu livro <em>In Praise of Commercial Culture<\/em> [Em defesa da cultura comercial]. Conforme explica Cowen, grandes nomes que hoje s\u00e3o marcos da hist\u00f3ria da arte, m\u00fasica, literatura e cinema foram na verdade empreendedores art\u00edsticos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Michelangelo n\u00e3o deixava de lucrar com a venda do seu trabalho. Beethoven admitia a necessidade de comercializar sua m\u00fasica: &#8220;Eu amo uma vida independente, e isso eu n\u00e3o posso ter sem um pequeno sal\u00e1rio&#8221;. Shakespeare levava uma boa vida com a renda que recebia do seu trabalho como ator e dramaturgo. O pr\u00f3prio Charles Chaplin confessou: &#8220;Eu entrei nessa ocupa\u00e7\u00e3o por dinheiro, e a arte brotou da\u00ed. Se as pessoas ficam desiludidas com essa afirma\u00e7\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 nada que eu possa fazer. \u00c9 a verdade&#8221;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 De fato, com o advento do capitalismo, os artistas se tornaram mais aut\u00f4nomos e menos submissos a caprichos particulares. \u00c9 melhor ter uma multid\u00e3o de clientes a ter um mecenas. No s\u00e9culo XVIII, Samuel Johnson se referia a um mecenas como algu\u00e9m &#8220;que ap\u00f3ia com insol\u00eancia, e \u00e9 pago com vaidade&#8221;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 A possibilidade de vender arte para o mercado possibilitou aos artistas serem mais experimentais e desenvolverem seus pr\u00f3prios nichos. A explos\u00e3o art\u00edstica da Amsterdam do in\u00edcio do s\u00e9culo XVII ocorreu pela emerg\u00eancia de uma classe urbana consumidora de arte. E a diversifica\u00e7\u00e3o de nichos sem equivalente na hist\u00f3ria que vemos hoje ocorre porque a capacidade de distribui\u00e7\u00e3o e penetra\u00e7\u00e3o do mercado chegou a patamares impens\u00e1veis com a internet.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 A cultura comercial tamb\u00e9m nos d\u00e1 maior acesso a obras do presente e do passado. N\u00e3o \u00e9 preciso embarcar para a Inglaterra para ter acesso \u00e0 melhor atua\u00e7\u00e3o do mundo atual. Basta ir at\u00e9 o cinema mais pr\u00f3ximo, ou ver um filme na tela do seu computador. Se quisermos experimentar os cl\u00e1ssicos, a m\u00fasica e a literatura do passado jamais foram t\u00e3o acess\u00edveis. Qualquer pessoa que queira ouvir Haydn ou ler Goethe pode comprar um CD e um livro de bolso pelo pre\u00e7o de uma refei\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Os cr\u00edticos da cultura comercial desprezam esse aumento de acesso e variedade alegando que o com\u00e9rcio destr\u00f3i a qualidade. Normalmente, esse racioc\u00ednio se baseia numa vis\u00e3o romantizada do passado, na qual o cidad\u00e3o comum da metade do s\u00e9culo XVIII apenas ouvia Bach e lia Milton. Em qualquer per\u00edodo da hist\u00f3ria, as mais geniais produ\u00e7\u00f5es art\u00edsticas nasciam em meio a uma abund\u00e2ncia de mediocridade. Apenas as p\u00e9rolas resistem o teste do tempo e chegam at\u00e9 n\u00f3s, passando uma vis\u00e3o distorcida do passado.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Al\u00e9m do mais, n\u00e3o h\u00e1 raz\u00f5es para se acreditar que grandes produtos culturais deixam de ser produzidos hoje. O cinema, o principal meio de comercializa\u00e7\u00e3o art\u00edstica do s\u00e9culo XX, tem produzido roteiros de fant\u00e1stica originalidade e profundidade. Grandes sucessos comerciais de Hollywood como <em>O Senhor dos An\u00e9is<\/em> e <em>A Lista de Schindler<\/em> oferecem uma experi\u00eancia cultural dificilmente igualada em qualquer outro momento da hist\u00f3ria.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 A exist\u00eancia de bandas que apelam para o m\u00ednimo denominador comum n\u00e3o impede a exist\u00eancia das composi\u00e7\u00f5es elaboradas do jazz ou at\u00e9 do rock eletr\u00f4nico. Mesmo a televis\u00e3o hoje oferece s\u00e9ries com enredos complexos. <em>Os Sopranos<\/em>, por exemplo, combinava v\u00e1rias vezes diferentes tramas em uma mesma cena envolvendo uma dezena de personagens recorrentes.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Mesmo que o cr\u00edtico da cultura comercial aceite a vitalidade dos produtos culturais contempor\u00e2neos, ele pode contestar o significado social de tratar a arte como mercadoria. Cr\u00edticas nesse sentido v\u00eam tanto da direita quanto da esquerda.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 A esquerda progressista acredita que cabe ao governo determinar o sucesso de diferentes empreendimentos culturais porque \u00e9 necess\u00e1rio priorizar o vanguardismo, mesmo que este n\u00e3o tenha apelo comercial. Artistas querem que a produ\u00e7\u00e3o de arte n\u00e3o seja influenciada pelos consumidores, mas por um comit\u00ea central. \u00c9 dif\u00edcil imaginar algo mais conservador e reacion\u00e1rio do que um comit\u00ea de burocratas comandando a produ\u00e7\u00e3o cultural, como se fosse um mecenas atualizado.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Uma regra econ\u00f4mica b\u00e1sica diz que, se algo s\u00f3 se mant\u00e9m se receber dinheiro do governo, ent\u00e3o \u00e9 porque o povo est\u00e1 demonstrando, de forma clara e volunt\u00e1ria, que n\u00e3o quer sustentar espontaneamente essa atividade. Se algo \u00e9 realmente bom e \u00e9 demandado, n\u00e3o precisa de subs\u00eddios. Se algo s\u00f3 se sustenta com subs\u00eddios, ent\u00e3o \u00e9 porque ou \u00e9 ruim ou n\u00e3o \u00e9 demandado. E se \u00e9 ruim ou n\u00e3o \u00e9 demandado, ent\u00e3o n\u00e3o merece subs\u00eddios.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 O interessante \u00e9 que grandes g\u00eanios costumam n\u00e3o ser reconhecidos como tais enquanto ativos. Alfred Hitchcock, por exemplo, caso a cultura fosse controlada pelo governo, n\u00e3o teria atingido o mesmo sucesso e volume de produ\u00e7\u00e3o. Seria provavelmente desprezado por um comit\u00ea das artes por ser popular e comercial demais. Se Van Gogh houvesse vivido em um pa\u00eds socialista, lembrava Mises, o tirariam do ateli\u00ea para coloc\u00e1-lo num hosp\u00edcio.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 J\u00e1 a direita conservadora equipara cultura popular com insalubridade cultural. Os mitos e s\u00edmbolos cl\u00e1ssicos s\u00e3o superiores \u00e0s suas imita\u00e7\u00f5es contempor\u00e2neas e, portanto, a cultura popular moderna deve ser rejeitada em favor do bem de nossa civiliza\u00e7\u00e3o. Mas pense nos grandes inimigos da nossa civiliza\u00e7\u00e3o. Tanto o comunismo quanto o nazismo prezavam pela arte cl\u00e1ssica. Era a cultura popular que eles detestavam. Como lembra Tyler Cowen, &#8220;Bach, Mozart e Beethoven eram permitidos na Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica. Jazz, swing e blues eram proibidos&#8221;. O Rock and Roll e o cinema hollywoodiano foram aliados civilizacionais na derrota dos totalitarismos do s\u00e9culo XX. A pe\u00e7a de Tom Stoppard Rock&#8217;n&#8217;Roll ilustra essa insurrei\u00e7\u00e3o art\u00edstica.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 A arte como mercadoria, portanto, enriquece nossa vida com mais acesso \u00e0s culturas do passado e do presente, d\u00e1 aos artistas mais independ\u00eancia, diversifica e amplia as cria\u00e7\u00f5es culturais e, <em>last but not least<\/em>, \u00e9 uma arma contra aqueles que querem destruir as institui\u00e7\u00f5es que permitem o florescimento do esp\u00edrito humano.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Deixe que ela seja livremente demandada pelos consumidores e financiada espontaneamente por esses consumidores desejosos. O instrumento para isso se chama livre mercado.<\/span><\/p>\n<\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-1{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 20px;}.fusion-builder-column-1 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) {.fusion-body .fusion-builder-column-1{width:100% !important;}.fusion-builder-column-1 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}@media only screen and (max-width:640px) {.fusion-body .fusion-builder-column-1{width:100% !important;}.fusion-builder-column-1 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}<\/style><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-2 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\" style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;padding: 0px 0px 0px 0px;\"><div class=\"fusion-separator fusion-full-width-sep\" style=\"align-self: center;margin-left: auto;margin-right: auto;width:100%;\"><div class=\"fusion-separator-border sep-double sep-solid\" style=\"border-color:#ffeb3b;border-top-width:1px;border-bottom-width:1px;\"><\/div><\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-4\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><p>&nbsp;<\/p>\n<pre><span style=\"color: #808080;\">*Artigo cedido polo Intituto Mises Brasil (versi\u00f3n portugu\u00e9s)\u00a0<\/span><\/pre>\n<\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-2{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 20px;}.fusion-builder-column-2 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) {.fusion-body .fusion-builder-column-2{width:100% !important;}.fusion-builder-column-2 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}@media only screen and (max-width:640px) {.fusion-body .fusion-builder-column-2{width:100% !important;}.fusion-builder-column-2 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}<\/style><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-flex-container.fusion-builder-row-1{ padding-top : 0px;margin-top : 0px;padding-right : 0px;padding-bottom : 0px;margin-bottom : 0px;padding-left : 0px;}<\/style><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-15202","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos-cy"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15202","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15202"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15202\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15203,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15202\/revisions\/15203"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15202"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15202"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15202"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}