{"id":14975,"date":"2017-07-19T16:02:53","date_gmt":"2017-07-19T14:02:53","guid":{"rendered":"https:\/\/xoandelugo.org\/?p=14975\/"},"modified":"2017-07-19T17:04:50","modified_gmt":"2017-07-19T15:04:50","slug":"as-engrenagens-do-parasitismo-pedro-almeida-jorge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/as-engrenagens-do-parasitismo-pedro-almeida-jorge\/","title":{"rendered":"AS ENGRENAGENS DO PARASITISMO &#8211; Pedro Almeida Jorge"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"background-color: rgba(255,255,255,0);background-position: center center;background-repeat: no-repeat;border-width: 0px 0px 0px 0px;border-color:#e2e2e2;border-style:solid;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start\" style=\"max-width:calc( 1200px + 0px );margin-left: calc(-0px \/ 2 );margin-right: calc(-0px \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\" style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;padding: 0px 0px 0px 0px;\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><h1 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #428fc9;\">AS ENGRENAGENS DO PARASITISMO<\/span><\/h1>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-2\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><h4 style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #428fc9;\"><em>\u00a0 \u00a0 -Pedro Almeida Jorge &#8211; \u00a0\u00a0<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div><div class=\"fusion-separator fusion-full-width-sep\" style=\"align-self: center;margin-left: auto;margin-right: auto;width:100%;\"><div class=\"fusion-separator-border sep-single sep-solid\" style=\"border-color:#ffe500;border-top-width:1px;\"><\/div><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 20px;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) {.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}@media only screen and (max-width:640px) {.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}<\/style><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-1 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\" style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;padding: 0px 0px 0px 0px;\"><div class=\"fusion-text fusion-text-3\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><p><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\"><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Sejamos claros: o estado, longe de ser a representa\u00e7\u00e3o de &#8220;todos n\u00f3s&#8221;, representa, isso sim, o monop\u00f3lio da coer\u00e7\u00e3o e da viol\u00eancia. Esse monop\u00f3lio \u00e9 detido por um grupo de suseranos que, muito provavelmente, acredita que merece guiar e moldar as ideias dos seus vassalos, exigindo, em troca desse divino favor, sustento eterno na forma de privil\u00e9gios e de dinheiro confiscado e extorquido das massas trabalhadoras.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 No entanto, embora se trate de uma obviedade, avaliar este cen\u00e1rio fora de um contexto din\u00e2mico e de disputa pelo poder \u00e9 um erro. Afinal \u2014 contra-argumentariam os defensores do estado \u2014, se o estado \u00e9 realmente t\u00e3o mau, como podem dele fazer parte pessoas que decididamente n\u00e3o desejam o mal da popula\u00e7\u00e3o?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 N\u00e3o ser\u00e1 o sufr\u00e1gio universal a prova de que todos temos uma parte na culpa do que acontece na governan\u00e7a do pa\u00eds? Se o estado \u00e9 t\u00e3o mau, como pode ele permitir a liberdade de express\u00e3o e o voto popular, o que significa a constante possibilidade de uma maioria diferente assumir as r\u00e9deas do pa\u00eds?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Sem uma abordagem que explicite a perspectiva din\u00e2mica de maximiza\u00e7\u00e3o do poder no longo prazo, todas estas cr\u00edticas seriam devastadoras para o argumento libert\u00e1rio.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Rothbard explica brilhantemente o racioc\u00ednio que propomos:<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">O estado sempre nasceu da conquista e da explora\u00e7\u00e3o. O paradigma cl\u00e1ssico \u00e9 aquele em que uma tribo conquistadora resolve fazer uma pausa em seu m\u00e9todo \u2014 testado e aprovado pelo tempo \u2014 de pilhagem e assassinato das tribos conquistadas, percebendo que a dura\u00e7\u00e3o do saque seria mais longa e segura \u2014 e a situa\u00e7\u00e3o, mais agrad\u00e1vel \u2014 se permitisse que a tribo conquistada continuasse vivendo e produzindo, com a \u00fanica condi\u00e7\u00e3o de que os conquistadores agora assumiriam a condi\u00e7\u00e3o de governantes, exigindo um tributo anual constante.<\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Tendo isso em mente, os m\u00e9todos din\u00e2micos utilizados pelo poder estatal com o intuito de perpetuar o seu monop\u00f3lio se tornam mais l\u00f3gicos e compreens\u00edveis.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\"><strong>\u00a0 As engrenagens da propaganda.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 1) Escolas p\u00fablicas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 \u00c9 indiscut\u00edvel que a ideologia e a propaganda pr\u00f3-governo s\u00e3o totalmente indispens\u00e1veis para os objetivos dos governantes. Afinal, a &#8216;Arte da Guerra&#8217; \u00e9 conquistar o inimigo sem sequer chegar a lutar.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Sendo assim, o estado gastar\u00e1 todos os recursos necess\u00e1rios para assegurar que a maioria dos seus s\u00faditos n\u00e3o pense para al\u00e9m de certos limites toler\u00e1veis \u2014 ou que, mesmo que o fa\u00e7a, parta sempre do princ\u00edpio de que a exist\u00eancia de um governo \u00e9 uma realidade inescap\u00e1vel e inquestion\u00e1vel, uma const\u00e2ncia imut\u00e1vel, podendo-se apenas discutir quais pol\u00edticas s\u00e3o mais adequadas e desej\u00e1veis.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Novamente, Rothbard identifica essa press\u00e3o constante sobre a elite burocr\u00e1tica:<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Embora o seu modus operandi seja o da for\u00e7a, o problema b\u00e1sico e de longo prazo \u00e9 ideol\u00f3gico. Para continuar no poder, o governo, qualquer governo (e n\u00e3o simplesmente um governo &#8220;democr\u00e1tico&#8221;), tem de ter o apoio da maioria dos seus s\u00fabditos. E esse apoio, vale ressaltar, n\u00e3o tem necessariamente de ser um entusiasmo ativo; pode bem ser uma resigna\u00e7\u00e3o passiva, como se se tratasse de uma lei inevit\u00e1vel da natureza.<\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Mas tem de haver apoio no sentido de algum tipo de aceita\u00e7\u00e3o; caso contr\u00e1rio, a minoria formada pelos governantes estatais seria em \u00faltima inst\u00e2ncia destronada pela resist\u00eancia ativa da maioria do p\u00fablico.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 \u00c9 f\u00e1cil perceber a grande press\u00e3o feita sobre a opini\u00e3o geral com o objetivo de promover a ideia de escolas p\u00fablicas, por exemplo. A educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica \u00e9 certamente uma das institui\u00e7\u00f5es menos questionadas, ou sequer escrutinadas, em um estado democr\u00e1tico. N\u00e3o h\u00e1 melhor arma para uma aristocracia que se queira perpetuar do que manter o controle sobre o que seus s\u00faditos aprendem, doutrinando-os desde a inf\u00e2ncia, ministrando-lhe conceitos que definem o que \u00e9 certo e o que \u00e9 errado desde a perspectiva do estado.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 \u00c9 vital para o estado a exist\u00eancia da escolaridade obrigat\u00f3ria e p\u00fablica (ou, no m\u00ednimo, escolas privadas sujeitas ao curr\u00edculo imposto pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o), com metas definidas pelos intelectuais a soldo do estado. Este \u00e9 um tesouro t\u00e3o valioso, que os governantes est\u00e3o dispostos a abrir m\u00e3o de uma fatia de sua pilhagem se isso garantir o apoio dos intelectuais das escolas e universidades p\u00fablicas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Os professores de hoje fazem o papel \u2014 que em outras \u00e9pocas era dos sacerdotes \u2014 de justificar os governantes perante a opini\u00e3o p\u00fablica. Talvez por isso, a escola p\u00fablica seja, nos dias que correm, uma das institui\u00e7\u00f5es que, no m\u00e1ximo, o povo critica, mas que nunca lhe ocorrer\u00e1 questionar.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Nesse aspecto, os sindicatos dos professores merecem as regalias obtidas: foram bem sucedidos ao implantar na mentalidade geral a ideia de que, se o estado n\u00e3o ofertasse o ensino, as maiores trag\u00e9dias sociais submergiriam o pa\u00eds em uma era das trevas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Como di Lew Rockwell, &#8220;se toda a propaganda governamental inculcada nas salas de aula conseguir criar ra\u00edzes dentro das crian\u00e7as \u00e0 medida que elas crescem e se tornam adultas, estas crian\u00e7as n\u00e3o ser\u00e3o nenhuma amea\u00e7a ao aparato estatal. Elas mesmas ir\u00e3o prender os grilh\u00f5es aos seus pr\u00f3prios tornozelos&#8221;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 2) Economistas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Em nossa lista negra de mercen\u00e1rios, os economistas ter\u00e3o de aparecer bem perto dos pr\u00f3prios pol\u00edticos e dos professores. Afinal, haver\u00e1 profiss\u00e3o mais miraculosamente caloteira do que a do economista moderno?<a style=\"color: #808080;\" href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[i]<\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 \u00c9 toda uma mistura de jarg\u00e3o estat\u00edstico e ilusionismo matem\u00e1tico, camuflando os maiores atentados ao bom senso. O papel dos economistas modernos \u00e9 fundamental para a preserva\u00e7\u00e3o do governo: o economista moderno se pretende uma mistura de pol\u00edtico e cientista, que do alto dos seus modelos nos assegura que tudo vai correr como planeado, bastando apenas que a gest\u00e3o econ\u00f4mica do pa\u00eds seja deixada aos grandes s\u00e1bios da econometria.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 PIB, externalidades, bens p\u00fablicos, concorr\u00eancia perfeita, impostos progressivos, efeito multiplicador: todo um arsenal de artimanhas socialistas mascarado de ci\u00eancia imparcial. O economista moderno \u00e9 o maior c\u00famplice do assalto feito pelo estado \u00e0 honestidade intelectual.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 3) Tributa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Este \u00e9 o ponto crucial: a tributa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 A tributa\u00e7\u00e3o \u00e9 a alimenta\u00e7\u00e3o do monstro. A quest\u00e3o dos impostos \u00e9 o maior exerc\u00edcio de equilibrismo a que o estado se tem de submeter: como espoliar o m\u00e1ximo poss\u00edvel a longo prazo sem nem sequer gerar uma revolu\u00e7\u00e3o? Aqui reside a arte suprema da pol\u00edtica, tal como a descreveu Jean Baptiste Colbert, ministro das finan\u00e7as de Lu\u00eds XIV e pioneiro das teorias mercantilistas do s\u00e9culo XVII:<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 A arte de aumentar os impostos \u00e9 como depenar um ganso: deve-se retirar o maior n\u00famero de penas com o menor barulho poss\u00edvel.<\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Fazer com que uma grande parte da popula\u00e7\u00e3o dependa da prote\u00e7\u00e3o e dos repasses do estado \u00e9 a melhor maneira de assegurar a maioria dos votos. No entanto, isso coloca uma press\u00e3o imensa em termos de receita. Como distribuir o butim extorquido do setor produtivo de forma a manter a situa\u00e7\u00e3o sob controle?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Eis a solu\u00e7\u00e3o encontrada: evitar ao m\u00e1ximo o contato do cidad\u00e3o comum com o pagamento de impostos, faz\u00ea-lo n\u00e3o sentir que est\u00e1 pagando impostos e, se poss\u00edvel, faz\u00ea-lo tamb\u00e9m acreditar que quem o assalta n\u00e3o \u00e9 o estado, mas sim quem faz a tarefa de reter e repassar os impostos: as empresas e os patr\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Vamos ao caso concreto: o maior dem\u00f4nio do sistema tribut\u00e1rio \u00e9 a chamada &#8216;reten\u00e7\u00e3o na fonte&#8217;. No fundo, tal pr\u00e1tica pode ser resumida em uma simples express\u00e3o: financiamento do estado sem que este tenha de pagar pelos custos do servi\u00e7o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 As empresas s\u00e3o obrigadas a adiantar todo o seu imposto ao longo do ano, naquilo que \u00e9 obviamente um empr\u00e9stimo sem juros ao estado, sendo que podem muito bem nem receber de volta aquilo pelo qual pagaram em excesso quando chega a hora de ajustar as contas (na melhor das hip\u00f3teses, h\u00e1 uma restitui\u00e7\u00e3o parcelada e atrasado daquilo que foi pago em excesso).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Por outro lado, essas mesmas empresas est\u00e3o encarregadas de, sempre que efetuarem os pagamentos dos sal\u00e1rios dos empregados, reter &#8216;na fonte&#8217; o imposto sobre o rendimento destes, de forma que tudo seja processado sem que o iludido funcion\u00e1rio sequer chegue a sentir que o dinheiro lhe foi literalmente extorquido \u2014 e, mesmo que o sinta, vai associar o roubo \u00e0 figura do patr\u00e3o, que n\u00e3o lhe paga o suficiente, e n\u00e3o a toda a colmeia de funcion\u00e1rios e pensionistas que vivem \u00e0 sua conta.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Algu\u00e9m acredita que o Leviat\u00e3 poderia se dar ao luxo de sugar tanta riqueza nacional se fossem os pr\u00f3prios cidad\u00e3os a entregar o seu imposto no fim do ano? O conceito de &#8216;reten\u00e7\u00e3o na fonte&#8217; \u00e9 um dos maiores atentados \u00e0 liberdade individual j\u00e1 levados a cabo pela sempre original tropa de auditores fiscais. \u00c9 uma obra prima do totalitarismo fiscal.<a style=\"color: #808080;\" href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\">[ii]<\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Tal como os impostos progressivos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Os impostos progressivos s\u00e3o a maneira de o estado poupar a maioria da popula\u00e7\u00e3o com rendimentos mais baixos, com menos a perder e com mais ganas de ir para a rua protestar, ao mesmo tempo em que suga quase todo o rendimento dos empreendedores e da classe m\u00e9dia, que pagam a maior parte dos impostos, mas cuja vida ocupada e cheia de responsabilidades impossibilita uma verdadeira e efetiva marcha contra esta situa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Resumidamente, o estado torna depende dele praticamente metade da popula\u00e7\u00e3o, sendo que, para a outra metade, ele assegura que a maior parte n\u00e3o pague impostos, para que n\u00e3o levante um motim, chegando at\u00e9 mesmo a lhe dar algumas regalias \u2014 regalias essas confiscadas da cada vez mais t\u00eanue minoria de empreendedores e trabalhadores verdadeiramente produtivos e atarefados que comp\u00f5em a classe m\u00e9dia e alta do setor privado.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Da\u00ed a genialidade do conceito de reten\u00e7\u00e3o na fonte: ele esconde da vista dos trabalhadores o assalto, atribuindo a uma minoria ainda menor, a dos patr\u00f5es, a obriga\u00e7\u00e3o de fazer o processamento de toda a papelada e trabalho burocr\u00e1tico que levaria qualquer cidad\u00e3o comum a revoltar-se contra a camarilha assaltante.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 E vale notar que a Receita Federal assegura que, ao m\u00ednimo deslize, a empresa que eventualmente tente driblar este inferno ser\u00e1 submetida a um impiedoso espancamento fiscal e judicial, para n\u00e3o mencionar reputacional. Isso garante que mais nenhum outro empreendedor eventualmente tente fazer gra\u00e7a contra esse esbulho.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Para este fim, \u00e9 de suprema import\u00e2ncia incutir na mente de todos os cidad\u00e3os a ideia de que n\u00e3o pagar tributo ao estado \u2014 em vez de ser considerado uma leg\u00edtima defesa contra um assalto \u2014 significa na verdade considerar que os interesses individuais est\u00e3o acima dos coletivos, gerando a tem\u00edvel acusa\u00e7\u00e3o de &#8220;ser ego\u00edsta&#8221;. Todos temos de pagar a nossa &#8216;justa parte&#8217;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Os economistas, professores e demais intelectuais a servi\u00e7o do estado conseguiram a grande proeza de fazer o povo acreditar que toda a sua produ\u00e7\u00e3o pertence ao estado, o qual, por pura benevol\u00eancia, permite que voc\u00ea mantenha para si uma fatia dela, desde que devidamente repasse a outra fatia para o estado.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\"><strong>\u00a0 O futuro.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Por tudo isso, n\u00e3o deixa de ser curioso perceber que as mesmas pessoas que criticam qualquer pseudo-cartel que exista em uma economia s\u00e3o as primeiras a aplaudir o aut\u00eantico oligop\u00f3lio inter-quadrilhas que existe entre as Autoridades Fiscais de todo o mundo, cujas respectivas Receitas Federais trabalham em conjunto para impedir qualquer tipo de evas\u00e3o de impostos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Voc\u00ea j\u00e1 ouviu algu\u00e9m na m\u00eddia falar deste conluio entre os estados como sendo uma carteliza\u00e7\u00e3o pura e dura por parte dos suseranos de todo o globo? Claro que n\u00e3o: trata-se apenas de &#8220;alargar a base fiscal, como forma de promover um futuro mais justo e transparente.&#8221;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Futuramente, com o decl\u00ednio das taxas de fecundidade colocando em risco o crescimento das receitas dos governos, todos n\u00f3s teremos de fazer nossos pagamentos exclusivamente por meios eletr\u00f4nicos (o dinheiro em esp\u00e9cie ser\u00e1 proscrito, como j\u00e1 est\u00e1 sendo nos pa\u00edses n\u00f3rdicos), sendo que os bancos ser\u00e3o obrigados a denunciar toda e qualquer movimenta\u00e7\u00e3o ao estado (como j\u00e1 ocorre no Brasil), sob pena de n\u00e3o serem socorridos caso as coisas corram mal nas suas artimanhas financeiras.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Todo o nosso sal\u00e1rio ser\u00e1 tributado, mas o governo oferecer\u00e1 uma enciclop\u00e9dia de dedu\u00e7\u00f5es de forma a ter total controle sobre onde e como gastam os seus s\u00faditos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\"><strong>\u00a0 Conclus\u00e3o.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 \u00c9 preciso ser realmente um verdadeiro empreendedor para arriscar ter uma empresa. Se a maioria dos cidad\u00e3os fosse empreendedor e n\u00e3o empregado ou funcion\u00e1rio, seria totalmente insustent\u00e1vel para o estado manter a situa\u00e7\u00e3o atual.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 No entanto, toda a ideologia anti-capitalista faz com que at\u00e9 alguns dos empres\u00e1rios acreditem que devem \u00e0 sociedade uma compensa\u00e7\u00e3o pelo privil\u00e9gio de terem conseguido acertar naquilo que os consumidores mais valorizam. S\u00f3 anos e anos de propaganda podem explicar a forma completamente d\u00e9bil como os empres\u00e1rios, principalmente os pequenos e m\u00e9dios, lidam com aquilo por que os obrigam a passar.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 S\u00f3 h\u00e1 uma esperan\u00e7a: que a classe m\u00e9dia que trabalha no setor privado e os empreendedores de todo o pa\u00eds se juntem num un\u00edssono &#8216;basta!&#8217; que atire o parasitismo socialista de volta para onde nunca devia ter sa\u00eddo: o caixote do lixo da Hist\u00f3ria.<\/span><\/p>\n<\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-1{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 20px;}.fusion-builder-column-1 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) 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style=\"border-color:#ffeb3b;border-top-width:1px;border-bottom-width:1px;\"><\/div><\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-4\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><p><span style=\"color: #999999;\"><strong><a style=\"color: #999999;\" href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[i]<\/a> <\/strong>Entendendo-se por economistas modernos os astr\u00f3logos da estat\u00edstica e do empirismo, que rejeitam admitir que um economista ser\u00e1 sempre um fil\u00f3sofo da a\u00e7\u00e3o humana subjetiva.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #999999;\"><strong><a style=\"color: #999999;\" href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[ii]<\/a> <\/strong>O conceito de reten\u00e7\u00e3o na fonte foi introduzido em tempos de guerra, e, dado o seu sucesso, se mant\u00e9m at\u00e9 aos dias de hoje.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div><div class=\"fusion-separator fusion-full-width-sep\" style=\"align-self: center;margin-left: auto;margin-right: auto;width:100%;\"><div class=\"fusion-separator-border sep-double sep-solid\" style=\"border-color:#ffeb3b;border-top-width:1px;border-bottom-width:1px;\"><\/div><\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-5\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><pre><span style=\"color: #999999;\">*Artigo cedido polo instituto Mises Brasil (versi\u00f3n en portugu\u00e9s)<\/span><\/pre>\n<\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-2{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 20px;}.fusion-builder-column-2 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) {.fusion-body .fusion-builder-column-2{width:100% !important;}.fusion-builder-column-2 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}@media only screen and (max-width:640px) {.fusion-body .fusion-builder-column-2{width:100% !important;}.fusion-builder-column-2 > 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