{"id":14921,"date":"2017-07-12T20:54:16","date_gmt":"2017-07-12T18:54:16","guid":{"rendered":"https:\/\/xoandelugo.org\/?p=14921\/"},"modified":"2017-07-12T20:54:16","modified_gmt":"2017-07-12T18:54:16","slug":"a-moralidade-da-descriminalizacao-das-drogas-paulo-kogos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/a-moralidade-da-descriminalizacao-das-drogas-paulo-kogos\/","title":{"rendered":"A MORALIDADE DA DESCRIMINALIZA\u00c7\u00c3O DAS DROGAS &#8211; Paulo Kogos"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"background-color: rgba(255,255,255,0);background-position: center center;background-repeat: no-repeat;border-width: 0px 0px 0px 0px;border-color:#e2e2e2;border-style:solid;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start\" style=\"max-width:calc( 1200px + 0px );margin-left: calc(-0px \/ 2 );margin-right: calc(-0px \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\" style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;padding: 0px 0px 0px 0px;\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><h1 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #428fc9;\">A MORALIDADE DA DESCRIMINALIZA\u00c7\u00c3O DAS DROGAS<\/span><\/h1>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-2\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><h4 style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #428fc9;\"><em>\u00a0 \u00a0 -Paulo Kogos\u00a0&#8211; \u00a0\u00a0<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div><div class=\"fusion-separator fusion-full-width-sep\" style=\"align-self: center;margin-left: auto;margin-right: auto;width:100%;\"><div class=\"fusion-separator-border sep-single sep-solid\" style=\"border-color:#ffe500;border-top-width:1px;\"><\/div><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 20px;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) {.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}@media only screen and (max-width:640px) {.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}<\/style><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-1 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\" style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;padding: 0px 0px 0px 0px;\"><div class=\"fusion-text fusion-text-3\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Somos donos do nosso corpo. A soberania do indiv\u00edduo sobre o pr\u00f3prio organismo lhe d\u00e1 o direito de nele introduzir quaisquer subst\u00e2ncias (inclui drogas) que desejar. Se o estado limitar esta liberdade, ele estar\u00e1 se apossando indevidamente do corpo das pessoas, violando a mais sacrossanta propriedade privada.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 O jurista Lysander Spooner distingue v\u00edcio de crime. No primeiro, um homem prejudica apenas a si pr\u00f3prio, ao passo que, no segundo, ele vitima o pr\u00f3ximo. Usar drogas n\u00e3o agride outrem. Logo, n\u00e3o pode ser considerado um crime. Pode levar \u00e0 ru\u00edna pessoal, mas uma pessoa n\u00e3o \u00e9 verdadeiramente livre sem a liberdade de errar. Atender \u00e0 demanda do consumidor volunt\u00e1rio produzindo e vendendo algo que n\u00e3o causa danos a terceiros n\u00e3o \u00e9 uma agress\u00e3o. \u00c9 isso que um vendedor de drogas faz.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Impedir o livre com\u00e9rcio de drogas, por outro lado, gera guerras e leva \u00e0 chacina de inocentes. Os mercados proibidos ou fortemente regulamentados s\u00e3o infestados de ofertantes inescrupulosos e violentos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Empiricamente, j\u00e1 deveria estar mais do que \u00f3bvio que a viol\u00eancia anda de m\u00e3os dadas com os mercados que sofrem de ampla proibi\u00e7\u00e3o estatal. Traficantes de drogas n\u00e3o s\u00e3o (completamente) imprudentes; eles operam pelo dinheiro. Para compensar o alto risco de se operar em um mercado que foi proibido pelo estado, os retornos monet\u00e1rios do com\u00e9rcio de drogas t\u00eam de ser astron\u00f4micos. Por isso, o benef\u00edcio de se ganhar uma fatia de mercado no com\u00e9rcio de drogas \u00e9 enorme. Cada novo cliente pode significar um lucro extra de milhares de d\u00f3lares por m\u00eas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Consequentemente, para os traficantes, faz sentido ficar rondando portas de escola, vendendo seus produtos para adolescentes, ou at\u00e9 mesmo dando amostras gr\u00e1tis para novatos. Ao passo que voc\u00ea nunca v\u00ea representantes da Kellogg&#8217;s vendendo caixas avulsas de Sucrilhos para as crian\u00e7as, pois o cliente adicional n\u00e3o compensa o custo, para um traficante tal estrat\u00e9gia faz perfeito sentido. Conquistar novos clientes, nem que seja apenas um, \u00e9 algo muito mais valioso e lucrativo para quem opera nas ind\u00fastrias proibidas do que para quem opera no setor livre.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 \u00c9 por isso que matar um rival \u2014 e com isso ganhar acesso a seus clientes \u2014 \u00e9 muito mais lucrativo nos setores proibidos. As disputas territoriais de gangues rivais que ocorrem atualmente nas grandes cidades s\u00e3o decorr\u00eancia da proibi\u00e7\u00e3o das drogas. Essas disputas n\u00e3o ocorrem, como pensam alguns, porque o com\u00e9rcio de coca\u00edna seja algo intrinsecamente &#8220;louco&#8221; ou &#8220;insensato&#8221;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0\u00a0<\/span><span style=\"color: #808080;\">A repress\u00e3o estatal elimina os produtores comuns, fazendo os pre\u00e7os dispararem. O aumento do potencial de lucro atrai pessoas com habilidades criminosas e dispostas a tudo para ampliar sua fatia de mercado.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Quando o estado amea\u00e7a prender os produtores de um determinado bem, ele acaba alterando os incentivos de mercado, de modo que a viol\u00eancia passa a ser muito mais lucrativa para essa ind\u00fastria. Consequentemente, aquelas pessoas que t\u00eam predisposi\u00e7\u00e3o para ser assassinas cru\u00e9is ganham um incentivo adicional com a pol\u00edtica de ilegalidade de certos mercados, o que permite que elas prosperem e se tornem muito ricas em uma sociedade cujas leis antidrogas s\u00e3o rigorosas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 A ind\u00fastria impedida \u00e9 ent\u00e3o dominada por quadrilhas, e a inevit\u00e1vel consequ\u00eancia s\u00e3o os conflitos armados entre os concorrentes. A criminalidade vai se alastrando por toda a sociedade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Logo, as leis antidrogas acabam por fazer com que sociopatas possam ganhar milh\u00f5es por ano vendendo drogas \u2014 sendo que com esse dinheiro ele agora poder\u00e1 comprar armas autom\u00e1ticas, contratar capangas, subornar policiais e se tornar o rei das ruas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Com a Lei Seca (1920 \u2014 1933), quando a produ\u00e7\u00e3o e a venda de bebida alco\u00f3lica foram banidas nos EUA, homic\u00eddios dispararam. Em 1929, a m\u00e1fia de Al Capone metralhou homens do concorrente Bugs Moran em uma disputa por mercados de \u00e1lcool em Chicago. Hoje, \u00e9 inimagin\u00e1vel que a Budweiser mande explodir a Heineken. Por outro lado, vemos a brutalidade dos narcocart\u00e9is no M\u00e9xico, onde h\u00e1 8 mil homic\u00eddios anuais ligados \u00e0 guerra contra as drogas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 A pobreza aumenta, tanto por culpa dos impostos que financiam o aparato repressor, quanto pelo menor influxo de investimentos nas \u00e1reas tomadas pelo crime organizado.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 H\u00e1 quem diga que o usu\u00e1rio de drogas sobrecarrega a sa\u00fade p\u00fablica.<a style=\"color: #808080;\" href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[i]<\/a> Tal argumento abre perigosos precedentes a autoritarismos espartanos, uma vez que o mesmo poderia ser dito de obesos, fumantes, sedent\u00e1rios, prom\u00edscuos, aposentados e trabalhadores de risco. De qualquer forma, \u00e9 a descriminaliza\u00e7\u00e3o o que minimizaria os danos \u00e0 sa\u00fade do usu\u00e1rio e sua propens\u00e3o ao consumo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Proibir ou regular causa eleva\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os e imp\u00f5e barreiras \u00e0 entrada, levando os usu\u00e1rios a buscar alternativas baratas no mercado clandestino. Surgem assim drogas mais pesadas ou adulteradas, fabricadas sem nenhum par\u00e2metro de seguran\u00e7a e qualidade. Isso explica as perigosas bebidas misturadas vendidas durante a Lei Seca.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 A metanfetamina, chamada de &#8220;coca\u00edna dos pobres&#8221;, \u00e9 fruto da proibi\u00e7\u00e3o da coca\u00edna, assim como o oxi, que \u00e9 subproduto do crack (o qual, por sua vez, \u00e9 subproduto da coca\u00edna). O &#8220;Opium Act&#8221; de 1878, por meio do qual os brit\u00e2nicos regulamentaram o com\u00e9rcio de \u00f3pio na China, contribuiu para difundir o v\u00edcio em hero\u00edna.<a style=\"color: #808080;\" href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\">[ii]<\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 O aumento de pre\u00e7os resultante da crescente repress\u00e3o estatal n\u00e3o inibe o desejo do viciado, mas exaure os recursos que ele poderia investir no pr\u00f3prio tratamento. \u00c9 por isso que nos EUA as mortes por overdose de drogas il\u00edcitas aumentaram 540% entre 1982 e 1996.<a style=\"color: #808080;\" href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\">[iii]<\/a> Foi em 1982 que os militares e a CIA se engajaram no combate ao tr\u00e1fico.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Houve uma \u00e9poca em que todas as drogas j\u00e1 eram liberadas. Hero\u00edna era vendida nas farm\u00e1cias da Belle \u00c9poque como antituss\u00edgeno alternativo \u00e0 morfina. Havia t\u00f4nicos e analg\u00e9sicos \u00e0 base de coca\u00edna ou \u00f3pio, mas o v\u00edcio era raro. O terror que conhecemos hoje resulta da interfer\u00eancia estatal.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Em um mercado livre e desregulamentado os competidores desenvolveriam drogas recreativas e medicinais cada vez mais seguras, disputariam certificados de qualidade de empresas privadas e estariam sujeitos a processos judiciais em caso de fraude ou defeito. Estes selos privados teriam credibilidade porque estariam concorrendo no mercado e dependendo de sua reputa\u00e7\u00e3o para sobreviver. Uma vida perdida por conta de um produto mal-testado pode significar sua fal\u00eancia.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Quando o estado assume o papel de regulador moral, as institui\u00e7\u00f5es que seriam naturalmente respons\u00e1veis pela moralidade se enfraquecem, abrindo m\u00e3o de suas fun\u00e7\u00f5es. O indiv\u00edduo se torna menos zeloso e mais dependente, sem falar no apelo do fruto proibido. A inibi\u00e7\u00e3o moral do consumo de drogas cabe \u00e0 fam\u00edlia, religi\u00e3o, cultura, e n\u00e3o aos burocratas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 \u00c9 temer\u00e1rio delegar escolhas morais ao agente coercitivo estatal, cuja campanha repressiva apenas aumentou o \u00edndice e a gravidade do v\u00edcio. Nos estados americanos onde vigorou a Lei Seca, o consumo de \u00f3pio era 150% maior que o dos outros.<a style=\"color: #808080;\" href=\"#_edn4\" name=\"_ednref4\">[iv]<\/a> Na Holanda, a pol\u00edtica de &#8220;n\u00e3o-aplica\u00e7\u00e3o da lei anti-droga&#8221;s, que levou a uma descriminaliza\u00e7\u00e3o de facto da maconha, diminuiu a propor\u00e7\u00e3o de usu\u00e1rios jovens de 28% para 21%.<a style=\"color: #808080;\" href=\"#_edn5\" name=\"_ednref5\">[v]<\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Onde houver demanda haver\u00e1 algu\u00e9m disposto a ofertar, o que reduz as abordagens definitivas ao problema das drogas a apenas duas: a primeira \u00e9 a de Mao Ts\u00e9-Tung, que condenou os usu\u00e1rios \u00e0 morte (nenhum ser humano com um m\u00ednimo de dec\u00eancia apoiaria tal barb\u00e1rie); a segunda \u00e9 a total libera\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\"><\/a><\/p>\n<\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-1{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 20px;}.fusion-builder-column-1 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) {.fusion-body .fusion-builder-column-1{width:100% !important;}.fusion-builder-column-1 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}@media only screen and (max-width:640px) {.fusion-body .fusion-builder-column-1{width:100% !important;}.fusion-builder-column-1 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}<\/style><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-2 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\" style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;padding: 0px 0px 0px 0px;\"><div class=\"fusion-separator fusion-full-width-sep\" style=\"align-self: center;margin-left: auto;margin-right: auto;width:100%;\"><div class=\"fusion-separator-border sep-double sep-solid\" style=\"border-color:#ffeb3b;border-top-width:1px;border-bottom-width:1px;\"><\/div><\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-4\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><p><span style=\"color: #999999;\"><strong><a style=\"color: #999999;\" href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[i]<\/a><\/strong> Uma das v\u00e1rias vantagens da total privatiza\u00e7\u00e3o da sa\u00fade \u00e9 que isso eliminaria o problema da socializa\u00e7\u00e3o dos custos e seu consequente risco moral<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #999999;\"><strong><a style=\"color: #999999;\" href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[ii]<\/a> <\/strong>Dik\u00f6tter, Frank, Lars Laamann, and Zhou Xun. <em>Narcotic culture: a history of drugs in China<\/em>. Chicago: University of Chicago Press, 2004. P\u00e1g 9<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #999999;\"><strong><a style=\"color: #999999;\" href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[iii]<\/a><\/strong> <em>Substance Abuse and Mental Health Services Administration<\/em>. Dados do Drug Abuse Warning Network (DAWN): Annual Medical Examiner Data, [1992-1997]<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #999999;\"><strong><a style=\"color: #999999;\" href=\"#_ednref4\" name=\"_edn4\">[iv]<\/a> <\/strong>Thornton, Mark. 1991. <em>The Economics of Prohibition<\/em>. University of Utah Press. P\u00e1g 61<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #999999;\"><strong><a style=\"color: #999999;\" href=\"#_ednref5\" name=\"_edn5\">[v]<\/a><\/strong> Travis, Alan (2007). &#8220;Cannabis use down since legal change&#8221;. London: The Guardian (UK). <a style=\"color: #999999;\" href=\"http:\/\/www.theguardian.com\/society\/2007\/oct\/26\/drugsandalcohol.homeaffairs\">http:\/\/www.theguardian.com\/society\/2007\/oct\/26\/drugsandalcohol.homeaffairs<\/a><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-2{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 20px;}.fusion-builder-column-2 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) {.fusion-body .fusion-builder-column-2{width:100% !important;}.fusion-builder-column-2 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}@media only screen and (max-width:640px) {.fusion-body .fusion-builder-column-2{width:100% !important;}.fusion-builder-column-2 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}<\/style><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-3 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\" style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;padding: 0px 0px 0px 0px;\"><div class=\"fusion-separator fusion-full-width-sep\" style=\"align-self: center;margin-left: auto;margin-right: auto;width:100%;\"><div class=\"fusion-separator-border sep-single sep-solid\" style=\"border-color:#ffeb3b;border-top-width:1px;\"><\/div><\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-5\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><pre><span style=\"color: #999999;\">*artigo cedido polo Insituto Mises Brasil (versi\u00f3n portugu\u00e9s)<\/span><\/pre>\n<\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-3{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 20px;}.fusion-builder-column-3 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) {.fusion-body .fusion-builder-column-3{width:100% !important;}.fusion-builder-column-3 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}@media only screen and (max-width:640px) {.fusion-body .fusion-builder-column-3{width:100% !important;}.fusion-builder-column-3 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}<\/style><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-flex-container.fusion-builder-row-1{ padding-top : 0px;margin-top : 0px;padding-right : 0px;padding-bottom : 0px;margin-bottom : 0px;padding-left : 0px;}<\/style><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-14921","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos-cy"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14921","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14921"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14921\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14922,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14921\/revisions\/14922"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14921"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14921"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14921"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}