{"id":14342,"date":"2017-05-23T22:05:17","date_gmt":"2017-05-23T20:05:17","guid":{"rendered":"https:\/\/xoandelugo.org\/?p=14342\/"},"modified":"2017-05-31T22:02:40","modified_gmt":"2017-05-31T20:02:40","slug":"libertade-e-coste-de-oportunidade-fabio-barbieri","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/libertade-e-coste-de-oportunidade-fabio-barbieri\/","title":{"rendered":"LIBERDADE E COSTE DE OPORTUNIDADE &#8211; Fabio Barbieri"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"background-color: rgba(255,255,255,0);background-position: center center;background-repeat: no-repeat;border-width: 0px 0px 0px 0px;border-color:#e2e2e2;border-style:solid;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start\" style=\"max-width:calc( 1200px + 0px );margin-left: calc(-0px \/ 2 );margin-right: calc(-0px \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\" style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;padding: 0px 0px 0px 0px;\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><h1 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #428fc9;\">LIBERDADE E COSTE DE OPORTUNIDADE<\/span><\/h1>\n<\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-2\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><h4 style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #428fc9;\"><em>&#8211; Fabio Barbieri &#8211; \u00a0\u00a0<\/em><\/span><\/h4>\n<\/div><div class=\"fusion-separator fusion-full-width-sep\" style=\"align-self: center;margin-left: auto;margin-right: auto;width:100%;\"><div class=\"fusion-separator-border sep-single sep-solid\" style=\"border-color:#ffeb3b;border-top-width:1px;\"><\/div><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 20px;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) {.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}@media only screen and (max-width:640px) {.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}<\/style><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-1 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\" style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;padding: 0px 0px 0px 0px;\"><div class=\"fusion-text fusion-text-3\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Eis um dos maiores e menos reconhecidos inimigos da liberdade: o car\u00e1ter subjetivo e abstrato da no\u00e7\u00e3o de custo. A tese que pretendemos explorar, em uma frase, pode ser colocada da seguinte maneira: quanto mais nos aprofundamos na trilha intervencionista, mais dif\u00edcil \u00e9 conceber alternativas liberais.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Iniciemos com a no\u00e7\u00e3o de custo: trata-se da import\u00e2ncia que uma pessoa atribui \u00e0quilo que abdica quando faz uma escolha. Por isso utilizamos por vezes a express\u00e3o &#8220;custo de oportunidade&#8221;: o custo de ler este artigo \u00e9 igual ao valor que voc\u00ea atribui \u00e0 outra coisa que faria com esses minutos empregados na leitura. Simples, n\u00e3o? De fato, a Economia \u00e9 baseada em uns poucos princ\u00edpios simples como esse.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Contudo, existe uma tr\u00e1gica ironia aqui: embora a maioria das pessoas considere tais princ\u00edpios bastante \u00f3bvios, quando examinamos as consequ\u00eancias l\u00f3gicas desses princ\u00edpios e os aplicamos a quest\u00f5es econ\u00f4micas, as mesmas pessoas n\u00e3o percebem ou n\u00e3o aceitam essas conclus\u00f5es. Vejamos alguns exemplos que giram em torno da ideia de custos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Em primeiro lugar, sempre que houver escassez de algum recurso, existir\u00e3o usos alternativos dos mesmos. O mais popular erro de an\u00e1lise econ\u00f4mica \u2014 a fal\u00e1cia do almo\u00e7o gr\u00e1tis \u2014 nega esse princ\u00edpio. Quantas vezes ouvimos falar das realiza\u00e7\u00f5es dos pol\u00edticos, sem sequer uma palavra proferida sobre os custos dos projetos implementados? Mas, se algo for feito, sempre ser\u00e1 \u00e0 custa de outra coisa \u00fatil que deixou de existir.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Apesar disso, quantas vezes nas aulas de Economia Brasileira ouvimos a hist\u00f3ria de que se o governo brasileiro n\u00e3o tivesse adotado medidas protecionistas, o Brasil n\u00e3o teria se industrializado? Ser\u00e1 que as pessoas ficariam de fato inertes, plantando banana?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 A falta de imagina\u00e7\u00e3o sobre caminhos alternativos se relaciona com outro aspecto da no\u00e7\u00e3o de custo: sua natureza subjetiva. Isso significa que o custo de oportunidade de uma escolha depende de quem faz essa escolha. Sendo assim, o custo da leitura dessas p\u00e1ginas ser\u00e1, para certo indiv\u00edduo, deixar de ler outros textos, para outro, deixar de paquerar uma vizinha, ou n\u00e3o assaltar a geladeira naqueles minutos, para um terceiro.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0Poder\u00edamos concluir ent\u00e3o que o custo de oportunidade da pol\u00edtica protecionista depende de quem a analisa? Para o intervencionista, tal custo seria plantar bananas. Para o liberal, uma economia ainda mais industrializada. De fato, como o conceito de custo est\u00e1 relacionado \u00e0 no\u00e7\u00e3o de escolha, as decis\u00f5es pol\u00edticas tomadas pelo intervencionista ou pelo liberal refletem suas opini\u00f5es sobre o valor das alternativas dispon\u00edveis.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Isso nos leva a outro aspecto dos custos, relacionado ao seu car\u00e1ter subjetivo: sua natureza conjectural. Se fizermos uma escolha, o custo dessa escolha ser\u00e1, estritamente falando, para sempre desconhecido. Se algu\u00e9m escolhe profissionalmente a academia, abdica de se dedicar ao mercado financeiro. Essa escolha implica que a primeira alternativa \u00e9 preferida, mas, quem garante que, ao se dedicar ao mercado, essa pessoa n\u00e3o teria descoberto sua &#8220;verdadeira voca\u00e7\u00e3o&#8221; ou mesmo uma nova teoria, com base em sua experi\u00eancia? Sendo assim, n\u00e3o h\u00e1 como medir os custos de uma decis\u00e3o se n\u00e3o tivermos uma m\u00e1quina do tempo que nos levasse de volta ao passado, possibilitando que explor\u00e1ssemos, em um universo paralelo, o que ocorreria se a decis\u00e3o fosse outra.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Mas, se os custos s\u00e3o subjetivos e conjecturais, nada pode ser dito sobre seu conte\u00fado? Na verdade, se nos afastarmos da &#8220;pura l\u00f3gica da escolha&#8221; utilizada para estudar uma decis\u00e3o de um \u00fanico indiv\u00edduo e passarmos a estudar as decis\u00f5es nos mercados, o grau de subjetivismo do conceito \u00e9 menor e os agentes podem de fato discordar sobre o valor dos bens. Os agentes podem, por exemplo, se enganar sobre o valor que os outros atribuiriam a certo produto. No mercado, o custo monet\u00e1rio do aluguel de um im\u00f3vel, por exemplo, reflete seu custo de oportunidade, j\u00e1 que a disposi\u00e7\u00e3o a pagar por esse servi\u00e7o por parte dos demais empres\u00e1rios reflete a opini\u00e3o que esses t\u00eam sobre a capacidade de im\u00f3veis semelhantes gerarem riqueza em outros mercados, que operam ao mesmo tempo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Quanto mais usos alternativos s\u00e3o poss\u00edveis simultaneamente, mais concreto ser\u00e1 o custo de oportunidade. Sob competi\u00e7\u00e3o, existem incentivos para que a atividade empresarial seja dirigida \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o dos usos alternativos e uma m\u00e1 avalia\u00e7\u00e3o tende a resultar em preju\u00edzo, corrigindo assim a opini\u00e3o equivocada sobre o valor dos bens. Sob monop\u00f3lio, por outro lado, esses incentivos s\u00e3o diminu\u00eddos \u2014 os custos de oportunidades come\u00e7am a sofrer de falta de imagina\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Uma decis\u00e3o de que carreira seguir, por sua vez, envolve custo de oportunidade mais indefinido, como vimos. De fato, um engenheiro poderia apenas conjecturar qu\u00e3o feliz seria se fosse um bailarino profissional. Isso ocorre porque n\u00e3o existe a possibilidade de se dedicar simultaneamente a v\u00e1rias carreiras. Finalmente, se tomarmos uma decis\u00e3o de pol\u00edtica econ\u00f4mica, pelo fato de que apenas uma delas pode ser testada por vez, \u00e9 muito mais dif\u00edcil perceber o custo de oportunidade das escolhas feitas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Nos exemplos acima, quanto mais alternativas houver para serem exploradas, mais definido ser\u00e1 o custo de oportunidade de uma a\u00e7\u00e3o. Isso nos leva de volta \u00e0 tese deste artigo: quanto mais nos aprofundamos na trilha intervencionista, mais dif\u00edcil ser\u00e1 conceber alternativas liberais. Quanto mais intervencionista for uma sociedade, maior a quantidade de escolhas tomadas sob ambientes controlados centralmente, sobrando menos espa\u00e7o para que a a\u00e7\u00e3o livre tente caminhos alternativos n\u00e3o imaginados anteriormente. Menos solu\u00e7\u00f5es tentadas simultaneamente, menor imagina\u00e7\u00e3o a respeito de alternativas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 O leitor pode testar essa tese propondo, em encontros com colegas, a desestatiza\u00e7\u00e3o de qualquer servi\u00e7o, ou uma reforma mais modesta, mas na dire\u00e7\u00e3o de menor controle. A rea\u00e7\u00e3o negativa sempre inclui observa\u00e7\u00f5es sobre a impossibilidade de se viver sem as institui\u00e7\u00f5es presentes. Sem regula\u00e7\u00e3o no setor a\u00e9reo, o que garante que rotas menos importantes seriam mantidas? Sem correio estatal, o que garantiria que cartas seriam entregues em lugares remotos? Sem reservas fracion\u00e1rias, o que garantiria que a poupan\u00e7a financiasse o investimento? Sem bancos centrais, o que garante que os pre\u00e7os sejam estabilizados? Sem far\u00f3is estatais, o que garante que os navios n\u00e3o se choquem com recifes, j\u00e1 que seria imposs\u00edvel cobrar de navios que usem o servi\u00e7o, mas se recusam a pagar por ele?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Em todos esses casos, a dificuldade em perceber que existiriam alternativas resiste at\u00e9 mesmo a ensaios hist\u00f3ricos que mostram como as coisas de fato eram diferentes em tempos passados ou ainda hoje em outras sociedades. Embora Coase<a style=\"color: #808080;\" href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[i]<\/a> tenha mostrado como na Inglaterra far\u00f3is sinalizadores privados resolveram o problema da cobran\u00e7a de seus servi\u00e7os, ainda assim esse servi\u00e7o \u00e9 utilizado nos livros-textos modernos como um dos principais exemplos de servi\u00e7os que n\u00e3o poderiam ser ofertados por firmas privadas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 \u00c9 sempre muito divertido mencionar a proposta de Hayek sobre a desnacionaliza\u00e7\u00e3o do dinheiro e observar a rea\u00e7\u00e3o do seu interlocutor. Este, invariavelmente, ficar\u00e1 irritado com a simples discuss\u00e3o de uma hip\u00f3tese interessante, mas radicalmente diferente das institui\u00e7\u00f5es que santifica. Ironicamente, ser\u00e1 voc\u00ea o acusado de dogmatismo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Naturalmente, propostas muito diferentes das adotadas no presente n\u00e3o passaram por um processo de sele\u00e7\u00e3o por tentativas e erros. Nesse caso, o conservadorismo tem papel crucial para a preserva\u00e7\u00e3o da civiliza\u00e7\u00e3o. Contudo, isso n\u00e3o serve como desculpa para justificar indiscriminadamente o monop\u00f3lio estatal e o status quo. Em muitos casos, se as alternativas fossem de fato invi\u00e1veis, por que o temor? Por que proibi-las? Al\u00e9m de preservar privil\u00e9gios, a garantia do monop\u00f3lio impede que alternativas sejam vislumbradas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Em um mundo intervencionista, o estatista \u00e9 o verdadeiro conservador. Uma crucial tarefa &#8220;progressista&#8221; do liberal ser\u00e1 ent\u00e3o mostrar que existem alternativas ao estatismo, por meio de estudos te\u00f3ricos e hist\u00f3ricos que mitiguem a falta de imagina\u00e7\u00e3o a respeito do custo de oportunidade das escolhas de pol\u00edticas econ\u00f4micas.<\/span><\/p>\n<\/div><div class=\"fusion-separator fusion-full-width-sep\" style=\"align-self: center;margin-left: auto;margin-right: auto;width:100%;\"><div class=\"fusion-separator-border sep-single sep-solid\" style=\"border-color:#ffeb3b;border-top-width:1px;\"><\/div><\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-4\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><p><span style=\"color: #999999;\"><em><a style=\"color: #999999;\" href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[i]<\/a> Coase, R. H. \u201cThe Lighthouse in Economics\u201d, Journal of Law and Economics 17, (2): 357\u2014376, 1974.<\/em><\/span><\/p>\n<\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-1{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 20px;}.fusion-builder-column-1 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) {.fusion-body .fusion-builder-column-1{width:100% !important;}.fusion-builder-column-1 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}@media only screen and (max-width:640px) {.fusion-body .fusion-builder-column-1{width:100% !important;}.fusion-builder-column-1 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}<\/style><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-flex-container.fusion-builder-row-1{ padding-top : 0px;margin-top : 0px;padding-right : 0px;padding-bottom : 0px;margin-bottom : 0px;padding-left : 0px;}<\/style><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-14342","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos-cy"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14342","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14342"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14342\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14387,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14342\/revisions\/14387"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14342"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14342"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14342"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}