{"id":14301,"date":"2017-05-02T21:38:53","date_gmt":"2017-05-02T19:38:53","guid":{"rendered":"https:\/\/xoandelugo.org\/?p=14301\/"},"modified":"2017-05-31T22:29:08","modified_gmt":"2017-05-31T20:29:08","slug":"a-falsa-panaceia-das-solucoes-politicas-ubiratan-jorge-iorio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/a-falsa-panaceia-das-solucoes-politicas-ubiratan-jorge-iorio\/","title":{"rendered":"A FALSA PANACEIA DAS &#8220;SOLU\u00c7\u00d5ES POL\u00cdTICAS&#8221; &#8211; Ubiratan Jorge Iorio"},"content":{"rendered":"<p><div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"background-color: rgba(255,255,255,0);background-position: center center;background-repeat: no-repeat;border-width: 0px 0px 0px 0px;border-color:#e2e2e2;border-style:solid;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-stretch\" style=\"max-width:calc( 1200px + 0px );margin-left: calc(-0px \/ 2 );margin-right: calc(-0px \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\" style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;padding: 0px 0px 0px 0px;\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><h1 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #428fc9;\">A FALSA PANACEIA DAS \u201cSOLU\u00c7\u00d5ES POL\u00cdTICAS\u201d<\/span><\/h1>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-2\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><h4 style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #428fc9;\"><em>-Ubiratan Jorge Iorio-\u00a0<\/em><\/span><\/h4>\n<\/div><div class=\"fusion-separator fusion-full-width-sep\" style=\"align-self: center;margin-left: auto;margin-right: auto;width:100%;\"><div class=\"fusion-separator-border sep-single sep-solid\" style=\"border-color:#ffeb3b;border-top-width:1px;\"><\/div><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 20px;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) {.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}@media only screen and (max-width:640px) {.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}<\/style><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-flex-container.fusion-builder-row-1{ padding-top : 0px;margin-top : 0px;padding-right : 0px;padding-bottom : 0px;margin-bottom : 0px;padding-left : 0px;}<\/style><\/div><div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-2 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"background-color: rgba(255,255,255,0);background-position: center center;background-repeat: no-repeat;border-width: 0px 0px 0px 0px;border-color:#e2e2e2;border-style:solid;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start\" style=\"max-width:calc( 1200px + 0px );margin-left: calc(-0px \/ 2 );margin-right: calc(-0px \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-1 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-center fusion-content-layout-column\" style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;padding: 0px 0px 0px 0px;\"><div class=\"fusion-text fusion-text-3\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Paul Johnson demonstrou magistralmente, em seu extraordin\u00e1rio livro &#8220;Tempos Modernos&#8221;, j\u00e1 no primeiro cap\u00edtulo, intitulado &#8220;Um mundo relativista&#8221;, que o maior mal de nossos tempos \u2014 que come\u00e7ou a se desenvolver em fins do s\u00e9culo XIX, ganhou for\u00e7a no s\u00e9culo passado e persiste at\u00e9 os nossos dias, \u00e9 a cren\u00e7a nas chamadas &#8220;solu\u00e7\u00f5es pol\u00edticas&#8221;. \u00a0Johnson argumenta com boa fundamenta\u00e7\u00e3o que essa praga tem como causa a &#8220;morte de Deus&#8221;, decretada por &#8220;medida provis\u00f3ria&#8221; baixada por Nietzsche (que, paradoxalmente, foi um defensor do livre mercado) e que deixou o ocidente a descoberto, com um vazio de poder que acabou sendo preenchido pelo mito da &#8220;vontade pol\u00edtica&#8221;. \u00a0Ainda naquele cap\u00edtulo ele mostra que a\u00a0relativiza\u00e7\u00e3o\u00a0do mundo foi encorpada por intelectuais que se seguiram a Nietzsche: em 1915, quase ningu\u00e9m entendeu o que Einstein \u2014 que nunca foi um relativista moral! \u2014 queria dizer com sua teoria da relatividade e, matreira e solertemente, levaram a coisa para o lado moral. Pronto! Passava a n\u00e3o existir mais o certo e o errado, porque, afinal, &#8220;tudo \u00e9 relativo&#8221;. Johnson cita a psican\u00e1lise de Freud e a economia de Keynes como resultados dessa relativiza\u00e7\u00e3o moral.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 N\u00e3o pretendo aqui discutir religi\u00e3o, mas t\u00e3o somente ressaltar que foi a partir dessa g\u00eanese relativista que os valores morais at\u00e9 ent\u00e3o inquestion\u00e1veis e aceitos voluntariamente durante s\u00e9culos em nossas sociedades passaram a ser &#8220;relativizados&#8221;: assim, valores fundamentais, como a propriedade privada e as liberdades individuais come\u00e7aram n\u00e3o apenas a ser questionados sob o ponto de vista moral ou jur\u00eddico, mas atacados sob o pretexto de que caberia aos estados (isto \u00e9, a pessoas exatamente iguais \u00e0s demais) tomarem as decis\u00f5es mais importantes em todos os campos da exist\u00eancia humana, j\u00e1 que os iluminados do governo saberiam o que era melhor para todos, para o coletivo, para o formigueiro humano, para o &#8220;social&#8221;.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Voc\u00ea j\u00e1 parou para pensar no mal que isso representou e continua representando para a humanidade? Se ainda n\u00e3o o fez, conven\u00e7a-se de que as maiores barbaridades do s\u00e9culo XX \u2014 a saber, o comunismo e o nazismo \u2014 foram consequ\u00eancias diretas desse v\u00e1cuo de poder, de que se aproveitaram verdadeiros monstros como Hitler, Lenin e dezenas de outros. J\u00e1 que n\u00e3o existiria mais uma verdade absoluta, tradicional e consagrada h\u00e1 s\u00e9culos e que forjou toda a civiliza\u00e7\u00e3o ocidental, ent\u00e3o tudo, praticamente tudo, poderia ser relativizado. Muitos milh\u00f5es de assassinados pagaram o pre\u00e7o dessa maluquice, ou porque se opunham \u00e0s ideias dos ditadores ou porque pertenciam a &#8220;classes&#8221; ou &#8220;ra\u00e7as&#8221; tidas por eles como lesivas ou prejudiciais aos interesses dos mandat\u00e1rios. Foi a fase \u2014 e, por incr\u00edvel que pare\u00e7a, ainda n\u00e3o sa\u00edmos dela, basta olharmos para alguns dos atuais governos da Am\u00e9rica do Sul \u2014 do poder pelo poder.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Em outro soberbo livro,\u00a0<em>Os Intelectuais<\/em>, Paul Johnson mostra como muitos deles, sem terem jamais se dado sequer ao trabalho de pegar em um martelo para pregar um quadro em uma parede, passaram a ditar, sentados em mesas de bares, o que era bom e o que era ruim, sempre de acordo com o seu ponto de vista, considerado obviamente como superior ao do homem comum, que \u00e9 aquele que faz o mundo real funcionar. \u00a0Goebbels e Antonio Gramsci (especialmente o segundo), Sartre e outros \u2014 todos festejados como &#8220;mentes brilhantes&#8221; \u2014 deram o toque final a esse processo de imbeciliza\u00e7\u00e3o coletiva fantasiada de boas inten\u00e7\u00f5es, e ai de quem se opunha ou \u2014 ainda! \u2014 se op\u00f5e a essa horda de barbarismo revestida de &#8220;modernidade&#8221;. A \u00faltima manifesta\u00e7\u00e3o dessa endemia que se transformou em epidemia e depois em pandemia \u00e9 a chamada &#8220;ditadura do politicamente correto&#8221;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Assim, se Fulano roubou algu\u00e9m, a culpa n\u00e3o foi dele, mas da &#8220;sociedade&#8221;; se Beltrano estuprou uma mulher, a culpa foi do &#8220;sistema&#8221;; se algu\u00e9m fuma um cigarro em um est\u00e1dio de futebol \u00e9 visto como um p\u00e1ria; se um zagueiro comete uma falta violenta contra um advers\u00e1rio e imediatamente levanta os bra\u00e7os para fazer ver ao \u00e1rbitro que n\u00e3o fez nada demais, isso \u00e9 visto como natural, pois todos fazem assim; se um deputado desviou recursos p\u00fablicos para sua conta pessoal, o culpado \u00e9 o &#8220;capitalismo&#8221; que endeusa o dinheiro; se magistrados colocam parentes em empregos p\u00fablicos ganhando alt\u00edssimos sal\u00e1rios, \u00e9 claro que n\u00e3o deve haver qualquer culpa envolvida nisso, pois, afinal, \u00e9 tudo natural; o que vale \u00e9 o momento, \u00e9 o prazer, o hedonismo, os ganhos f\u00e1ceis, a vida da cigarra, j\u00e1 que as formigas s\u00e3o tremendamente &#8220;conservadoras e ot\u00e1rias&#8221; porque valorizam o trabalho \u00e1rduo e a poupan\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Quem ainda n\u00e3o ouviu algum coment\u00e1rio do tipo &#8220;ih, n\u00e3o se meta nisso, porque foi uma &#8220;decis\u00e3o pol\u00edtica&#8221; da dire\u00e7\u00e3o da empresa&#8221;? Ou, na universidade, &#8220;n\u00e3o questione essa decis\u00e3o, porque ela \u00e9 apoiada pelo reitor&#8221;, ou, ainda, &#8220;tal medida foi uma decis\u00e3o pol\u00edtica do ministro&#8221;? J\u00e1 pararam para pensar nesses absurdos aceitos ou como verdades inquestion\u00e1veis ou como meras ordens a serem cumpridas? J\u00e1 refletiram que isso vai \u2014 como foi e vem acontecendo \u2014 minando a capacidade de raciocinar das pessoas, ou seja, vai desumanizando o homem?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Eis a verdade, meus amigos, clara como a \u00e1gua mais cristalina, mas que a imensa maioria n\u00e3o consegue enxergar, porque foi habituada, ensinada, doutrinada, bombardeada para agir como bois ao som do berrante do boiadeiro: estamos vivendo em uma sociedade que a cada dia se torna mais desumanizada, em que a dignidade da pessoa humana de pouco ou nada vale. Essa cren\u00e7a cega nas pretensas &#8220;solu\u00e7\u00f5es pol\u00edticas&#8221; foi sendo inoculada nas pessoas passo a passo, vagarosa e calculadamente e se alastrou pelos corpos das sociedades como um veneno mortal.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 \u00c9 urgente combater o relativismo moral e suas &#8220;solu\u00e7\u00f5es pol\u00edticas&#8221;, a come\u00e7ar pelo resgate da fam\u00edlia e seus valores, da import\u00e2ncia da forma\u00e7\u00e3o moral das crian\u00e7as por parte dos pais (e n\u00e3o dos professores de Hist\u00f3ria inteiramente embriagados de marxismo) e da imprescindibilidade da liberdade respons\u00e1vel, que \u00e9 aquela liberdade de escolher sabendo o que \u00e9 certo e o que n\u00e3o \u00e9 certo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Na economia, desde que Keynes, em outra &#8220;medida provis\u00f3ria&#8221;, estabeleceu a m\u00e1xima, tida por quase todos os economistas como inquestion\u00e1vel, a de que poupar faz mal \u00e0 sa\u00fade da economia e gastar faz bem, uma tremenda e gigantesca guinada nos fundamentos morais da ci\u00eancia econ\u00f4mica, as &#8220;solu\u00e7\u00f5es pol\u00edticas&#8221; passaram a substituir as decis\u00f5es individuais volunt\u00e1rias, os mercados passaram a ser vistos como um perigo para os pobres e os ministros da Fazenda e presidentes dos bancos centrais como grandes iluminados salvadores de suas p\u00e1trias. O resultado dessa imoralidade representada pelo\u00a0<em>keynesianismo<\/em>\u00a0pode ser visto facilmente, como um rel\u00e2mpago em uma noite escura: d\u00e9ficits or\u00e7ament\u00e1rios crescentes, endividamento p\u00fablico maior do que o &#8220;tamanho da economia&#8221;, infla\u00e7\u00e3o, desemprego, crises em cima de crises e gera\u00e7\u00f5es de jovens que n\u00e3o encontram empregos, como vem sucedendo na Europa, antes badalada como um para\u00edso da social democracia.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 James Buchanan e Gordon Tullock, os dois principais autores da\u00a0<em>Public Choice School<\/em>,<em>\u00a0<\/em>mostraram claramente que Keynes, um imoralista assumido, politizou a teoria econ\u00f4mica e seu trabalho foi justamente fazer o oposto: levaram os princ\u00edpios b\u00e1sicos da teoria econ\u00f4mica para analisar o processo pol\u00edtico, mostraram como isto pode ser feito e conclu\u00edram que os chamados &#8220;homens p\u00fablicos&#8221;, tal como os mortais comuns, agem de acordo com seus pr\u00f3prios interesses e n\u00e3o tendo em vista o chamado\u00a0<em>bem comum<\/em>. Ou seja, os pol\u00edticos agem \u2014 para usarmos o jarg\u00e3o econ\u00f4mico convencional \u2014 com o intuito de &#8220;maximizar a sua utilidade&#8221; e n\u00e3o a dos seus eleitores.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 E, desde seus prim\u00f3rdios com os p\u00f3s-escol\u00e1sticos, passando por seu fundador Menger e por Mises, Hayek, Rothbard, Kirzner e praticamente todos os seus economistas, a Escola Austr\u00edaca de Economia sempre se posicionou contra a falsa panaceia das &#8220;solu\u00e7\u00f5es pol\u00edticas&#8221;, porque sempre entendeu com muito maior clareza \u2014 e com uma metodologia bastante superior \u00e0 das escolas rivais \u2014, que os mercados s\u00e3o processos de interc\u00e2mbio volunt\u00e1rio que jamais puderam, podem ou poder\u00e3o ser substitu\u00eddos por pretensas &#8220;solu\u00e7\u00f5es&#8221;, que de solu\u00e7\u00f5es nada t\u00eam. Hayek, em especial, mostrou, especialmente em seu famoso artigo\u00a0\u201c<a style=\"color: #808080;\" href=\"http:\/\/www.mises.org.br\/Article.aspx?id=1665\">O uso do conhecimento na sociedade<\/a>\u201d\u00a0que o conhecimento, em termos de assuntos sociais, \u00e9 sempre insuficiente e se apresenta de forma dispersa. E que os planejadores dos governos n\u00e3o s\u00e3o super-homens que se situem acima desse fato elementar.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Portanto, nada melhor do que os pr\u00f3prios envolvidos nas situa\u00e7\u00f5es concretas para resolverem os seus problemas concretos. As &#8220;solu\u00e7\u00f5es pol\u00edticas&#8221; j\u00e1 nascem fadadas ao fracasso. Na verdade, elas s\u00e3o, por si mesmas, sin\u00f4nimos de fracassos. A Escola Austr\u00edaca de Economia \u00e9 moralmente superior \u00e0s demais porque respeita os princ\u00edpios, valores e institui\u00e7\u00f5es de uma sociedade livre e virtuosa. O texto de Hayek, claramente, \u00e9 uma defesa do conhecido\u00a0<em>Princ\u00edpio da Subsidiariedade<\/em>, que se baseia na ideia de que \u00e9 moralmente errado retirar-se a autoridade e a responsabilidade inerentes \u00e0 pessoa humana para entreg\u00e1-la a um grupo, porque nada pode ser feito de melhor por uma organiza\u00e7\u00e3o maior e mais complexa do que pode ser conseguido pelas organiza\u00e7\u00f5es ou indiv\u00edduos envolvidos diretamente com os problemas. A\u00a0<em>subsidiariedade<\/em>\u00a0decorre de tr\u00eas importantes aspectos da pr\u00f3pria exist\u00eancia humana: a dignidade da pessoa humana, a limita\u00e7\u00e3o do conhecimento enfatizada por Hayek e a solidariedade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Por tudo isso e como estou farto de dizer e escrever, temos uma tarefa gigantesca pela frente, que \u00e9 a de fazer as pessoas voltarem ter no\u00e7\u00e3o de que h\u00e1 atos moralmente certos e atos moralmente errados, tanto no campo da economia, como no das rela\u00e7\u00f5es pessoais, no da atividade pol\u00edtica, na pr\u00e1tica dos esportes, enfim, em todas as nossas a\u00e7\u00f5es. Obviamente, h\u00e1 a\u00e7\u00f5es que podem ser chamados de moralmente neutras, como, por exemplo, a de chupar um picol\u00e9, mas a maioria de nossas escolhas reflete os valores morais que recebemos desde muito cedo e que desenvolvemos com o passar dos anos. Muitos dos que est\u00e3o indo \u00e0s ruas protestar contra este ou aquele pol\u00edtico corrupto, ser\u00e1 que n\u00e3o agiriam de maneira parecida caso estivessem no lugar do mesmo?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Essa tarefa enorme e herc\u00falea que temos pela frente, a meu ver, transcende r\u00f3tulos de qualquer natureza. N\u00e3o me agradam esses r\u00f3tulos. Nunca me agradaram, porque s\u00e3o superficiais. Em termos de filosofia moral, sou um &#8220;conservador&#8221;, mas em termos de teoria econ\u00f4mica, sou um &#8220;libert\u00e1rio&#8221;. E a\u00ed, como \u00e9 que fica? De forma semelhante, algu\u00e9m pode ser um &#8220;progressista&#8221; em termos morais, mas um &#8220;conservador&#8221; em termos pol\u00edticos. E a\u00ed? R\u00f3tulos r\u00fatilos s\u00f3 servem ou para xingar algu\u00e9m ou para confundir incautos&#8230;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Acima dos r\u00f3tulos, temos que lutar contra a panaceia das &#8220;solu\u00e7\u00f5es pol\u00edticas&#8221;, que nos ronda como urubus sobre a carni\u00e7a. Se mostrarmos que estamos vivos, nos mexendo, lutando, poremos os urubus para correrem, ou melhor, para voarem para outras plagas. E se quisermos saber qual \u00e9 o ninho os corvos, veremos que \u00e9 o relativismo moral.<\/span><\/p>\n<\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-1{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 20px;}.fusion-builder-column-1 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) {.fusion-body .fusion-builder-column-1{width:100% !important;}.fusion-builder-column-1 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}@media only screen and (max-width:640px) {.fusion-body .fusion-builder-column-1{width:100% !important;}.fusion-builder-column-1 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}<\/style><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-flex-container.fusion-builder-row-2{ padding-top : 0px;margin-top : 0px;padding-right : 0px;padding-bottom : 0px;margin-bottom : 0px;padding-left : 0px;}<\/style><\/div><div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-3 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"background-color: rgba(255,255,255,0);background-position: center center;background-repeat: no-repeat;border-width: 0px 0px 0px 0px;border-color:#e2e2e2;border-style:solid;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start\" style=\"max-width:calc( 1200px + 0px );margin-left: calc(-0px \/ 2 );margin-right: calc(-0px \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-2 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\" style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;padding: 0px 0px 0px 0px;\"><div class=\"fusion-separator fusion-full-width-sep\" style=\"align-self: center;margin-left: auto;margin-right: auto;width:100%;\"><div class=\"fusion-separator-border sep-single sep-solid\" style=\"border-color:#ffeb3b;border-top-width:1px;\"><\/div><\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-4\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><pre><span style=\"color: #999999;\">*Artigo cedido polo Instituto Mises Brasil (versi\u00f3n Portugu\u00e9s).<\/span><\/pre>\n<\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-2{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 20px;}.fusion-builder-column-2 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) {.fusion-body .fusion-builder-column-2{width:100% !important;}.fusion-builder-column-2 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}@media only screen and (max-width:640px) {.fusion-body .fusion-builder-column-2{width:100% !important;}.fusion-builder-column-2 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}<\/style><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-flex-container.fusion-builder-row-3{ padding-top : 0px;margin-top : 0px;padding-right : 0px;padding-bottom : 0px;margin-bottom : 0px;padding-left : 0px;}<\/style><\/div><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-14301","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos-cy"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14301","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14301"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14301\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14402,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14301\/revisions\/14402"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14301"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14301"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14301"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}