{"id":14044,"date":"2017-02-24T15:34:32","date_gmt":"2017-02-24T13:34:32","guid":{"rendered":"http:\/\/xoandelugo.org\/cy\/?p=14044"},"modified":"2017-04-30T11:53:25","modified_gmt":"2017-04-30T09:53:25","slug":"o-capitalismo-son-valores-iii-responsabilidade-miguel-anxo-bastos-boubeta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/o-capitalismo-son-valores-iii-responsabilidade-miguel-anxo-bastos-boubeta\/","title":{"rendered":"O CAPITALISMO SON VALORES (III): RESPONSABILIDADE &#8211; MIGUEL ANXO BASTOS BOUBETA"},"content":{"rendered":"<p><div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"background-color: rgba(255,255,255,0);background-position: left top;background-repeat: no-repeat;border-width: 0px 0px 0px 0px;border-color:#e2e2e2;border-style:solid;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start\" style=\"max-width:calc( 1200px + 0px );margin-left: calc(-0px \/ 2 );margin-right: calc(-0px \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column fusion-flex-align-self-flex-start fusion-column-no-min-height\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\" style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;padding: 0px 0px 0px 0px;\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><h1 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #428fc9;\">O CAPITALISMO SON VALORES (III): RESPONSABILIDADE<\/span><\/h1>\n<\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-2\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><h4 style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #428fc9;\"><em>&#8211; Miguel Anxo Bastos Boubeta &#8211; \u00a0 \u00a0<\/em><\/span><\/h4>\n<\/div><div class=\"fusion-separator fusion-full-width-sep\" style=\"align-self: center;margin-left: auto;margin-right: auto;width:100%;\"><div class=\"fusion-separator-border sep-single sep-solid\" style=\"border-color:#eeee22;border-top-width:1px;\"><\/div><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 0px;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) {.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}@media only screen and (max-width:640px) {.fusion-body .fusion-builder-column-0{width:100% !important;}.fusion-builder-column-0 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}<\/style><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-flex-container.fusion-builder-row-1{ padding-top : 20px;margin-top : 0px;padding-right : 0px;padding-bottom : 20px;margin-bottom : 0px;padding-left : 0px;}<\/style><\/div><div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-2 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"background-color: rgba(255,255,255,0);background-position: left top;background-repeat: no-repeat;border-width: 0px 0px 0px 0px;border-color:#e2e2e2;border-style:solid;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start\" style=\"max-width:calc( 1200px + 0px );margin-left: calc(-0px \/ 2 );margin-right: calc(-0px \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-1 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column fusion-flex-align-self-flex-start fusion-column-no-min-height\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\" style=\"background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;padding: 0px 0px 0px 0px;\"><div class=\"fusion-text fusion-text-3\" style=\"transform:translate3d(0,0,0);\"><p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Pascal Salin, num livro que n\u00e3o teve a fortuna que a meu entender merece, seu magn\u00edfico <i>Liberalismo<\/i>, nos explica que o correlato necess\u00e1rio da liberdade \u00e9 a responsabilidade, isto \u00e9, que n\u00e3o podemos pretender viver numa sociedade livre sen\u00e3o somos respons\u00e1veis de nossas atua\u00e7\u00f5es. Na mesma linha, Bertrand de Jouvenel nos seus dous melhores livros, <i>O poder<\/i> e <i>A soberania<\/i>, incide nas ra\u00edzes aristocr\u00e1ticas da liberdade assinalando que esta classe social deu origem ao moderno conceito de liberdade precisamente porque foi capaz de criar um tipo humano respons\u00e1vel de seus atos. O arist\u00f3crata de Jouvenel \u00e9 um ser que ainda se equivocando \u00e9 respons\u00e1vel de seus erros e n\u00e3o pretende que outro pague por eles, pois, como ser livre e consciente, n\u00e3o pode sen\u00e3o admitir que dele e s\u00f3 dele podem derivar as conseq\u00fc\u00eancias de seus atos. Na mesma linha, autores como Erik von Kuehnelt-Leddihn em <i>Liberdade e Igualdade<\/i> ou \u00c1ngel L\u00f3pez-Amo em sua quase desconhecida obra <i>Insignis Nobilitas: Ensaio sobre o valor social da aristocracia<\/i>, ilustram-nos tamb\u00e9m sobre os valores aristocr\u00e1ticos do dever e da responsabilidade como origem do conceito atual de liberdade pol\u00edtica. Espet\u00e1culos como os que recentemente pudemos observar entre n\u00f3s, nos quais altos membros do governo, ou inclusive da fam\u00edlia real, pretendem esquivar suas responsabilidades culpando a subordinados ou a familiares e renegando de sua pr\u00f3pria responsabilidade, n\u00e3o seriam admiss\u00edveis na velha aristocracia e s\u00f3 serviriam para provar a decad\u00eancia desta como classe e portanto do conceito de liberdade tal e como era entendido at\u00e9 o dia de hoje.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 O leitor se poderia perguntar a estas alturas do texto que tem que ver a liberdade, em especial a liberdade econ\u00f4mica, com os valores aristocr\u00e1ticos, aparentemente antag\u00f3nicos de todo o que entendemos por uma sociedade livre. Aristocracia identifica-se normalmente com regimes feudales e estamentales nos que uma classe de nobres de nascimento detenta o poder de forma desp\u00f3tica oprimindo a quem n\u00e3o tiveram a sorte de nascer nobres e impedindo pela for\u00e7a o desenvolvimento de suas capacidades. Tudo isto \u00e9 verdadeiro, mas tamb\u00e9m o \u00e9 que seus c\u00f3digos de classe constitu\u00edram uns dos mais eficazes trav\u00f5es conhecidos \u00e0 expans\u00e3o do estado moderno. Seus c\u00f3digos de dever e responsabilidade implicavam que um nobre, por uma parte, tinha que se fazer respons\u00e1vel de sua vida e fazenda, cuidando inclusive dos mais desabrigados dentre os seus (nobreza obriga) e, pela outra, n\u00e3o podia culpar a outros de suas desgra\u00e7as ou infortunios, pois sua era a culpa em qualquer caso. Seu c\u00f3digo \u00e9tico impedia-lhe eludir sua culpa da mesma forma que lhe permitia patrimonializar seus sucessos em forma de honras ou recompensas, e por tanto n\u00e3o considerava digno reclamar que outro lhe solucionasse o problema. Ele, e s\u00f3 ele, tinha que se fazer respons\u00e1vel. Isto limita muito o crescimento potencial do estado pois evita que este se apresente como o encarregado de resolver os problemas que o indiv\u00edduo possa ter. Uma pessoa respons\u00e1vel e com sentido do dever nunca chamar\u00e1 ao governo em sua ajuda em caso de ter problemas, \u00e9 mais, o ver\u00e1 como algo indigno e recusar\u00e1 sua interven\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Os governantes sabem isto e tentam, deliberada ou tacitamente, fomentar uma cultura de irresponsabilidade que elimine os velhos valores e deixe ao indiv\u00edduo a gra\u00e7a do estado. O princ\u00edpio de responsabilidade implica que uma pessoa tem que se fazer respons\u00e1vel de sua pr\u00f3pria vida e p\u00f4r os meios para garantir seu pr\u00f3prio destino ou o dos seus em caso do precisar. Em mudan\u00e7a, os estados modernos buscam a irresponsabilidade de tal forma que a popula\u00e7\u00e3o passe a depender deles, desde o ber\u00e7o \u00e0 tumba. Passa com a educa\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria, com as pens\u00f5es ou com a previd\u00eancia, por exemplo. O moderno cidad\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o sente a necessidade de ser respons\u00e1vel de suas atua\u00e7\u00f5es e confia que, em caso de problemas, outro, o estado, cuidar\u00e1 dele e lhos resolver\u00e1. O contrapunto disto \u00e9 que depender\u00e1 para tudo de decis\u00f5es que outros tomem por ele. Outros decidir\u00e3o por ele sobre o conte\u00fado de sua pr\u00f3pria vida ou a de seus filhos perdendo, por tanto, o fundamento \u00faltimo de sua liberdade.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Isto acontece ainda em \u00e2mbitos onde supostamente ainda ficam resquicios de liberdade, como \u00e9 no \u00e2mbito das decis\u00f5es financeiras que s\u00e3o as que deveriam proteger a forma de vida que livremente desejemos levar. Uma pessoa respons\u00e1vel deve cuidar de si mesmo em todos os \u00e2mbitos e, muito em especial, no \u00e2mbito das finan\u00e7as. Recentes senten\u00e7as judiciais neste \u00e2mbito apresentam-nos a muitos cidad\u00e3os como seres irresponsaveis que n\u00e3o sabem tomar decis\u00f5es e que s\u00e3o facilmente enganados por bancos e institui\u00e7\u00f5es financeiras e que, por tanto, precisam de um tutor que os defenda e os ampare, e que conserte os danos que sua conduta irresponsable tenha podido cometer. As conseq\u00fc\u00eancias s\u00e3o que este indiv\u00edduo t\u00e3o protegido ver\u00e1 regulada no futuro sua conduta a n\u00edvel financeiro. \u00c9 normal, ele mesmo reconhece que n\u00e3o \u00e9 capaz de se fazer respons\u00e1vel de seus atos e que n\u00e3o \u00e9 capaz de tomar suas pr\u00f3prias decis\u00f5es sem ajuda. Uma pessoa que toma decis\u00f5es econ\u00f4micas de calado, como uma hipoteca ou um investimento cuantioso, deve precaverse sempre antes da tomar e o fazer com a mesma dilig\u00eancia com que, por exemplo, escolhe um contrato de fornecimento. Observamos, \u00e0s vezes, como pessoas que estudam ao c\u00e9ntimo sua tarifa de telefone m\u00f3vel assinam despreocupadamente contratos por dezenas de milhares de euros sem os revisar e depois culpam a agentes estranhos do que lhes aconteceu. A destrui\u00e7\u00e3o da responsabilidade \u00e9 tamb\u00e9m uma constante no mundo empresarial. O t\u00f3pico de privatizar benef\u00edcios e socializar perdas, t\u00e3o caro aos contr\u00e1rios ao liberalismo, \u00e9, por desgra\u00e7a, a cada vez mais freq\u00fcente e sua queixa de que muitas empres\u00e1rios n\u00e3o se fazem cargo das perdas que ocasionam, externaliz\u00e1ndoas ao conjunto da sociedade, \u00e9,<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>portanto dando por desgra\u00e7a<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>uma imagem do mundo empresarial que parece corroborar a vis\u00e3o do mundo de ditos cr\u00edticos que identificam livre empresa com falta de responsabilidade. Mais aqui, uma vez mais, o estado \u00e9 t\u00e3o culpado como os empres\u00e1rios por estabelecer uma situa\u00e7\u00e3o de risco moral que muitos atores desaprensivos aproveitam, sobretudo quando a empresa \u00e9 \u201cdemasiado grande para avariar\u201d, e que o estado tamb\u00e9m, aproveita se apresentando como protetor da sociedade em frente \u00e0 irresponsabilidad empresarial. O empres\u00e1rio n\u00e3o \u00e9 capaz de se valer por se mesmo, mas ainda bem que a\u00ed est\u00e1 o estado para nos proteger.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 A perda de responsabilidade \u00e9 uma constante na cada vez mais \u00e2mbitos da vida. Uma pessoa, por exemplo, tem ainda a possibilidade de escolher o uso de seu tempo, os estudos ou a profiss\u00e3o que quer desempenhar ou o tipo de gastos que quer realizar. Suas decis\u00f5es ainda s\u00e3o suas e as conseq\u00fc\u00eancias das mesmas devem seguir o sendo tamb\u00e9m. Uma pessoa pode atribuir seu tempo como deseje, no que qui\u00e7\u00e1 \u00e9 uma das decis\u00f5es mais relevantes de sua vida. Diferentes asignaciones do mesmo levar\u00e3o com probabilidade a resultados muito diferentes no futuro. Se o resultado desta asignaci\u00f3n leva-lhe a conseq\u00fc\u00eancias satisfat\u00f3rias ou insatisfactorias no futuro s\u00f3 a ela se lhe poder\u00e1 achacar e n\u00e3o a estranhas for\u00e7as exteriores (a sociedade \u00e9 um recurso muito socorrido) que parecem a obrigar a fazer o que ela aparentemente n\u00e3o desejava fazer.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 Toda est\u00e1 ret\u00f3rica contra a responsabilidade s\u00f3 pode ser contrarrestada com a recupera\u00e7\u00e3o dos valores morais e \u00e9ticos que deram origem \u00e0 sociedade capitalista, n\u00e3o aos valores que dita sociedade capitalista parece favorecer. Daniel Bell escreveu faz bastante tempo um pequeno livro titulado <i>As contradi\u00e7\u00f5es culturais do capitalismo<\/i> no que relata como o capitalismo pode morrer de sucesso, ao gerar tanta riqueza que as modernas gera\u00e7\u00f5es esque\u00e7am que provem do sacrif\u00edcio, trabalho e responsabilidade, ao n\u00e3o ter experi\u00eancia direta do processo de forma\u00e7\u00e3o da mesma e a dando por sentada, de tal forma que \u00e9 vista como algo consustancial \u00e0 sociedade e que, por tanto, nunca pode ser consumida. Da\u00ed que muitas pessoas modernas pretendam desfrutar dos bens e servi\u00e7os que o sistema capitalista produz sem ter em conta os valores que a este sustentam.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0 A responsabilidade \u00e9 um dos principais. N\u00e3o permitamos que caia no esquecimento.<\/span><\/p>\n<\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-builder-column-1{width:100% !important;margin-top : 0px;margin-bottom : 0px;}.fusion-builder-column-1 > .fusion-column-wrapper {padding-top : 0px !important;padding-right : 0px !important;margin-right : 0px;padding-bottom : 0px !important;padding-left : 0px !important;margin-left : 0px;}@media only screen and (max-width:1024px) {.fusion-body .fusion-builder-column-1{width:100% !important;}.fusion-builder-column-1 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}@media only screen and (max-width:640px) {.fusion-body .fusion-builder-column-1{width:100% !important;}.fusion-builder-column-1 > .fusion-column-wrapper {margin-right : 0px;margin-left : 0px;}}<\/style><\/div><style type=\"text\/css\">.fusion-body .fusion-flex-container.fusion-builder-row-2{ padding-top : 20px;margin-top : 0px;padding-right : 0px;padding-bottom : 20px;margin-bottom : 0px;padding-left : 0px;}<\/style><\/div><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-14044","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos-cy"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14044","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14044"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14044\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14218,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14044\/revisions\/14218"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14044"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14044"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/xoandelugo.org\/cy\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14044"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}